Notícias

Jornal Eletrônico da SBPC/PE #8 Ano: 2

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Notícias:

REUNIÃO REGIONAL DA SBPC NO CARIRI REÚNE MAIS DE 7 MIL PESSOAS
Daniela Klebis – Jornal da Ciência

PROFESSORES BRASILEIROS E ALEMÃES FUNDAM NOVA REDE DE COOPERAÇÃO - REBRALINT
DAAD Brasil

I ENCONTRO REGIONAL DA REDE BRASIL/ALEMANHA PARA INTERNACIONALIZAÇÃO DO ENSINO SUPERIOR

PRÊMIO RICARDO FERREIRA AO MÉRITO CIENTÍFICO 2017 – COMUNICADO
Portal da FACEPE

CONVIVÊNCIA COM O SEMIÁRIDO – OBSERVA FUNDAJ

SINVAL BRANDÃO FILHO É REELEITO DIRETOR DA FIOCRUZ PERNAMBUCO

EM DEFESA DOS POVOS INDÍGENAS E DE SEUS DIREITOS
Enviado por Otávio Velho

CIENTISTAS CRIAM MÉTODO MAIS RÁPIDO E BARATO PARA DETECTAR ZIKA
Mariana Lenharo, G1

ÁGUA E CIÊNCIA NO BRASIL: DESENVOLVIMENTO OU MODERNIZAÇÃO?
Academia Brasileira de Ciências

APARELHO RETIRA ÁGUA POTÁVEL DO AR USANDO APENAS ENERGIA SOLAR
Site Inovação Tecnológica

FÁBRICA DO FUTURO TERÁ LINHA DE PRODUÇÃO REAL E VIRTUAL
Instituto Fraunhofer IPK

O QUE ESPERAR DA NANOTECNOLOGIA NAS PRÓXIMAS DÉCADAS
Ivandick Cruzelles Rodrigues e Blog do Ethewaldo Siqueira

COMEÇA PROJETO PARA CONSTRUÇÃO DO PRIMEIRO BIOCOMPUTADOR
Site Inovação Tecnológica

LANÇADO COM SUCESSO SATÉLITE BRASILEIRO DE COMUNICAÇÕES
Agência Brasil

CONSTRUINDO ESCOLAS SUSTENTÁVEIS
 Débora Barros Andrade e Giovanna Freire de Oliveira Lima, Ecodebate

DRA. FRAUDE DENUNCIA REVISTAS CIENTÍFICAS FALSAS
Gina Kolata, Estadão Internacional

GIANT SEQUOIAS AND REDWOODS: THE LARGEST AND TALLEST TREES
Jessie Szalay, LiveScience

STEPHEN HAWKING SAYS WE HAVE 100 YEARS TO COLONIZE A NEW PLANET—OR DIE. COULD WE DO IT?
Sarah Fecht, Popular Science

Estatísticas de inscrições da Reunião Regional da SBPC no Cariri (Final)

 


 

REUNIÃO REGIONAL DA SBPC NO CARIRI REÚNE MAIS DE 7 MIL PESSOAS
Daniela Klebis – Jornal da Ciência

O evento teve cerca de 4500 inscritos para participar da programação científica e minicursos, e recebeu a visita de 80 escolas da região para as atividades da SBPC Jovem


Reunião Regional da SBPC no Cariri foi um sucesso de público. Realizado entre os dias 2 e 6 de maio, na Universidade Regional do Cariri (URCA), em Crato, Ceará, o evento teve mais de 4400 inscritos para as 29 conferências e mesas-redondas da programação científica, além dos 35 minicursos ministrados no dia 3 de maio. Além dos graduandos e pesquisadores, o evento recebeu ainda a visita de 80 escolas da região que levou mais de 3 mil alunos do ensino fundamental para participar das atividades da SBPC Jovem, uma feira de divulgação científica,  que tem por objetivo despertar o interesse dos jovens estudantes pela ciência. No total, mais de 7 mil pessoas, a grande maioria da comunidade local, passaram pelo evento.


“O público superou as nossas expectativas. Além de todas as sessões lotadas, os participantes colaboraram com questões que enriqueceram muito os debates. A qualidade das palestras, assim como da audiência, demonstram que a SBPC, de fato, deve estar cada vez mais presente no interior do País. Esse foi o primeiro evento que congregou todas as universidades e instituições de ensino superior da região. A gente espera que isso continue”, comentou a presidente da SBPC, Helena Nader.


A maioria dos inscritos, 65%, era de Crato e Juazeiro do Norte, cidades onde estão os campi da URCA, universidade que recebeu o evento. E 77% (3400) dos que se inscreveram eram alunos da graduação.  A Reunião contou com a participação de 20 estados brasileiros: além do Ceará, destacam-se os estados mais vizinhos, como Pernambuco, Rio Grande do Norte e Piauí, além de pesquisadores que vieram de regiões bem distantes, como Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, e Goiás.


Na sexta-feira, 5 de maio, o evento realizou a sessão de pôsteres, que teve 161 trabalhos, encaminhados por estudantes desde o ensino básico até pós-graduação, e de professores, também, que apresentaram os resultados de pesquisas científicas ou relatos de atividades de ensino-aprendizagem.


O evento se encerrou no sábado, 6 de maio, com uma visita a dois geossítios do Geopark Araripe, onde participantes do evento tiveram a oportunidade de conhecer o primeiro geoparque das Américas e do Hemisfério Sul. O Geopark Araripe é composto por nove geossítios e é reconhecido pela Global Geoparks Network (GGN) da Unesco. Distribuídos em seis municípios da Região do Cariri, Batateiras (Crato), Pedra Cariri e Ponte de Pedra (Nova Olinda), Parque dos Pterossauros e Pontal de Santa Cruz (Santana do Cariri), Cachoeira de Missão Velha e Floresta Petrificada (Missão Velha), Riacho do Meio (Barbalha), Colina do Horto (Juazeiro do Norte), eles cobrem uma área de quase 4 mil km2.


Na visita de sábado, os pesquisadores conheceram o Geossítio Ponte de Pedra e o Pedra Cariri, em Nova Olinda e ainda visitaram o Museu de Paleontologia da Urca, em Santana do Cariri. Com fósseis de insetos, plantas, répteis voadores, peixes em três dimensões, tartarugas e crocodilos, que reconstroem uma história de mais de 120 milhões de anos, o Museu é referência para pesquisadores de todo o mundo nas áreas da paleontologia, sedimentologia e estratigrafia.


Edição especial


A Reunião Regional da SBPC no Cariri será o tema da próxima edição do Jornal da Ciência impresso. A publicação trará os destaques do evento, reportagens, entrevista e artigo, que abordarão as conferências e as mesas redondas, o papel da universidade e a importância da região do Cariri, além de fotografias com registros do evento. O PDF do jornal também será disponibilizado online para todos.

 


PROFESSORES BRASILEIROS E ALEMÃES FUNDAM NOVA REDE DE COOPERAÇÃO - REBRALINT
DAAD Brasil

Um grupo de professores universitários com experiência na cooperação Brasil-Alemanha e o desejo de propagar o conhecimento acumulado em anos de trabalho e troca. Com esse foco, foi fundada no Rio de Janeiro a Rede Brasil-Alemanha Internacionalização do Ensino Superior (Rebralint), composta por acadêmicos das cinco regiões do Brasil e professores alemães em atuação no país.

A nova rede é fruto do apoio a iniciativas de internacionalização nas universidades brasileiras por parte do Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD), especialmente no que diz respeito à cooperação científica e acadêmica com a Alemanha. Após um grande seminário destacando a temática da internacionalização em 2016, o DAAD deu suporte para que os professores se organizassem e fundassem a nova rede em 30 de março de 2017.

Entre os principais objetivos da Rebralint estão a busca por facilitar o acesso aos programas de intercâmbio entre o Brasil e a Alemanha, e ampliar a divulgação de informações de forma transparente. A ideia também é trabalhar para identificar e integrar os envolvidos em alguma cooperação científica entre os dois países.

Eleita presidente da Rebralint, Gabriela Marques-Schäfer, professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), ressaltou a importância da experiência dos colegas enquanto ex-bolsistas para ajudar as instituições de ensino superior do Brasil a intensificar suas relações com universidades alemãs: “A Rebralint permitirá a aproximação com pessoas que estão envolvidas na cooperação com a Alemanha em seu cotidiano de trabalho. Acreditamos que a conexão entre as pessoas é que realmente promove a parceria entre instituições. Enquanto membros da Rebralint, queremos compartilhar nossas experiências, inclusive apoiando o trabalho já feito pelos escritórios internacionais das universidades”.

Martina Schulze, diretora do DAAD Brasil, comemorou a criação da rede: “Esse é um grupo de professores que fez e faz muito pela parceria entre Brasil e Alemanha. A cooperação tem muito a ganhar com a criação dessa rede, que terá sua sede no escritório regional do DAAD no Rio de Janeiro. A Rebralint, inclusive, já será um dos temas apresentados na conferência da Faubai (Associação Brasileira de Educação Internacional) deste ano, que abordará as novas tendências na internacionalização do ensino superior, com foco no engajamento social e na inovação”.

Panorama das parcerias entre Brasil e Alemanha

Além de formalizar a criação da Rebralint com a eleição de uma diretoria e um conselho deliberativo, o evento de fundação foi oportunidade para a apresentação de casos de sucesso na cooperação entre os dois países e também da logomarca da rede. De Norte a Sul do Brasil, as parcerias se dão em variadas áreas de conhecimento. Edjair de Souza Mota, da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), citou o projeto que investiga novas tecnologias de comunicação para a inclusão social de comunidades ribeirinhas do Amazonas. O estudo é parte do convênio com duas instituições alemãs: a Universidade de Tübingen e a Universidade Técnica de Dresden. Edjair fez um panorama das parcerias com a Alemanha: “O programa da UFAM com melhores resultados até hoje é com a Universidade de Stuttgart na área de Eletrônica Industrial, Sistemas e Controles Eletrônicos. O acordo foi firmado para o período de 2015 a 2020. Temos, ainda, convênios com a Universidade de Potsdam e Universidade Técnica de Darmstadt. Mas, em alguns outros estados da região Norte, como Acre e Tocantins, não há registros de cooperação com a Alemanha. Com a Rebralint, isso pode mudar”.

Nos debates, foi ressaltada a importância de se criar um banco de dados das parcerias existentes em todos os estados brasileiros, identificando áreas de atuação e programas de pós-graduação, além de professores e pesquisadores alemães que atuam no Brasil. A questão da dupla titulação também foi abordada algumas vezes. O professor da Universidade Federal do Pará (UFPA) João Marcelo Brazão Protázio, eleito representante da região Norte, por exemplo, citou como uma das estratégias futuras da UFPA a busca de uma instituição alemã de nível superior com curso de estatística equivalente ao seu para viabilizar a dupla titulação.

DAAD/Fabíola Gerbase

Representante da região Nordeste, Fernando Antunes, da Universidade Federal do Ceará (UFC), se esforçou para resumir 23 anos de relação acadêmica com a Alemanha em dez minutos. Ele apresentou o projeto que deu início à cooperação na UFC: um sistema eólico instalado numa vila de pescadores, em Beberibe, no Ceará, entre 1996 e 1999, com apoio do CNPq. Depois disso, foram seis anos de parceria com a Universidade de Kassel, seguida por outras instituições alemãs, como a Universidade Técnica de Colônia (TH-Köln), parceira da UFC desde 2006.

A vice-presidente da Rebralint, Maria do Carmo Sobral, apresentou diferentes projetos que vem conduzindo desde 2001 na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) em parceria com pesquisadores da área de Tecnologia e Planejamento Ambiental da Universidade Técnica de Berlin. Ela destacou o atual projeto “Innovate”, cujo objetivo é a gestão sustentável e inovadora da água e do solo em áreas semiáridas. A pesquisa conta com recursos do Ministério de Educação e Pesquisa da Alemanha (BMBF).

Já André Luiz Brandão, professor da Universidade Federal do ABC (UFABC) e representante do Sudeste na Rebralint, destacou a importância de se ministrar aulas em inglês nas instituições brasileiras para atrair mais estudantes e professores estrangeiros. Na UFABC, 2017 começou com a oferta de sete disciplinas em língua inglesa. O ensino do alemão, naturalmente, também foi parte das conversas. Pensando no estímulo ao aprendizado de sua língua materna, o professor Joachim Zang, com grande bagagem de cooperação pelo Instituto Federal de Goiás (IFG) - Campus Goiânia, inclui atividades culturais nos esforços de aproximação entre o Brasil e seu país: “Desenvolvemos uma série de projetos na área de sustentabilidade em parceria com instituições alemãs. Um exemplo atual é o sistema para processar o lodo gerado pela Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Goiânia. Mas também buscamos levar a cultura alemã para a cidade. Desde 2013, temos o projeto Cinema Alemão no IFG, além de um curso de alemão”. Zang foi escolhido representante da região Centro-Oeste da Rebralint.

Com forte presença alemã, o Sul do Brasil tem uma longa e intensa história na cooperação acadêmica. Os números apresentados por Pedro Rafael Bolognese Fernandes, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), falam por si: a instituição tem hoje 37 acordos de cooperação vigentes com 28 instituições alemãs, em 13 áreas de conhecimento. Um dos acordos, com a Universidade Técnica de Berlim, permite a dupla diplomação para estudantes de Engenharia da Computação. O docente da UFRGS representa sua região na Rebralint.

O panorama apresentado pelos professores na fundação da rede deixou clara as diferenças de Norte a Sul do Brasil em termos de oportunidades de cooperação. Distribuir melhor as parcerias pelo território é um dos frutos que a rede pode trazer para o país e o processo de internacionalização de suas universidades. A Rebralint foi fundada com 31 membros, incluindo professores de universidades brasileiras, professores visitantes alemães (professores leitores) e representantes de instituições alemãs no Brasil. O Embaixador da República Federal da Alemanha no Brasil, Georg Witschel, prestigiou a fundação da Rebralint e participou do brinde que encerrou os trabalhos.


I ENCONTRO REGIONAL DA REDE BRASIL/ALEMANHA PARA INTERNACIONALIZAÇÃO DO ENSINO SUPERIOR

 

Mesa de abertura do evento.

O 1º Encontro Regional da Rebralint ocorreu nos dias 9 e 10 de maio de 2017, no Auditório do Departamento de Energia Nuclear - DEN da UFPE. Na oportunidade estiveram presentes a sra. Maria Regueira - Consul Geral da Alemanha, Martina Schulze - Diretora do DAAD Brasil, representantes da FACEPE, UFPE, UFRPE, UPE, UNIVASF, UFRN, UFCE, FACEPE e outras instituições. Foram discutidas as iniciativas do DAAD e o seu papel na cooperação científica, juntamente com relato de algumas experiências de sucesso com instituições alemães, visando a construção de uma agenda de ação.

A nova rede, fundada em 30 de março de 2017, é fruto do apoio a iniciativas de internacionalização nas universidades brasileiras por parte do Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD), especialmente no que diz respeito à cooperação científica e acadêmica com a Alemanha. Após um grande seminário destacando a temática da internacionalização em 2016.

Entre os principais objetivos da Rebralint estão a busca por facilitar o acesso aos programas de intercâmbio entre o Brasil e a Alemanha, e ampliar a divulgação de informações de forma transparente. A ideia também é trabalhar para identificar e integrar os envolvidos em alguma cooperação científica entre os dois países.

 



 PRÊMIO RICARDO FERREIRA AO MÉRITO CIENTÍFICO 2017 – COMUNICADO
Portal da FACEPE

A FACEPE concederá este ano o primeiro Prêmio Ricardo Ferreira ao Mérito Científico a um destacado pesquisador com atuação em Pernambuco e contribuição científica de reconhecido impacto nacional na grande área das Ciências Humanas, Letras e Sociais.


Conforme estabelecido pela Resolução 002/2014 do Conselho Superior, foi designado pela Presidência da FACEPE um Comitê de Busca, o qual deverá colher indicações de candidatos por meio de consulta a instituições, analisá-las e submeter uma lista de dois a três nomes para escolha e decisão pelo Conselho Superior da FACEPE.


Em sua primeira reunião, o Comitê de Busca decidiu que deveria ser providenciada ampla divulgação desta oportunidade e que, considerando o perfil de potenciais candidatos, as indicações devem ser encaminhadas por programas de pós-graduação e por instituições com tradição de pesquisa nas áreas relacionadas a esta edição do Prêmio: Ciências Humanas, Letras e Sociais.


O Prêmio será entregue durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, em outubro do corrente ano. Em atendimento ao calendário, o Comitê de Busca deve entregar as indicações ao Conselho Superior até o final de julho.


Assim sendo, as indicações solicitadas às instituições precisam ser recebidas na FACEPE, aos cuidados de Mônica Mendonça, no período de 17/04/2017 a 02/06/2017.


As indicações submetidas ao Comitê de Busca pelas entidades qualificadas deverão ser devidamente justificadas e acompanhadas de currículo descritivo detalhado de cada candidato, bem como, de lista assinada por 20 pesquisadores com reconhecida e comprovada atuação na grande área do Prêmio, explicitando apoio à referida indicação. Cada pesquisador deve apoiar somente um dos nomes indicados.


Qualquer dúvida sobre a Premiação pode ser remetida ao email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou esclarecida pelo telefone nº 3181 4612.

 


CONVIVÊNCIA COM O SEMIÁRIDO – OBSERVA FUNDAJ

 O Observatório Social da Fundação Joaquim Nabuco volta a atuar. Agora com o Observa FUNDAJ. Após interrupção de quatro anos.

Trata-se de decisão que reflete sua relevância como instrumento de registro da realidade econômica e social do Nordeste. Registrar para fazer ciência, para produzir pesquisa e para propor ações destinadas a melhorar a qualidade de vida da população mais carente. Sua metodologia de trabalho é o acompanhamento sistemático de dados e informações. Construindo painéis sociais capazes de oferecer elementos de reflexão e análise científica da situação das comunidades da Região.

O Observa FUNDAJ é um programa interinstitucional da Fundação Joaquim Nabuco. Realiza parcerias, operando tanto em ambiente físico como virtual. Promove encontros presenciais voltados para debate de temáticas específicas selecionadas em decorrência de seu foco de atuação. Dispõe de uma página (home-page) hospedada no sítio eletrônico da Fundação Joaquim Nabuco (www.fundaj.gov.br/observafundaj). Nela estão publicados dados, informações, análises e pesquisas.

Nesta etapa de trabalho, a prioridade do Observa FUNDAJ será a convivência com a seca. O pesquisador responsável pela produção das informações é João Suassuna. O conjunto de suas análises pode ser acessado por meio do link http://www.suassuna.net.br/.
 
Luiz Otávio de Melo Cavalcanti
Presidente


 

SINVAL BRANDÃO FILHO É REELEITO DIRETOR DA FIOCRUZ PERNAMBUCO

O candidato Sinval Brandão Filho foi reeleito com 124 votos válidos (86,11%) para o cargo de diretor da Fiocruz Pernambuco no período 2017-2021. Formam a chapa junto com ele, a pesquisadora Constância Ayres, para o cargo de vice-diretora de ensino e informação cientifica; o pesquisador Osvaldo Pompílio, como vice-diretor de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e serviços de referência e Sydia Araújo, para a vice-direção de gestão e desenvolvimento institucional.

Sobre seu primeiro mandato Sinval Brandão Filho declarou:

Obtivemos avanços importantes em infraestrutura para propiciar melhores condições de trabalho e avançamos no fortalecimento de diversas áreas de nossas linhas de pesquisa. Pela atual capacidade instalada em laboratórios e grupos de pesquisa, fomos capazes de responder a novos desafios em saúde pública, tornando nossa unidade uma referência nacional e internacional pelo êxito do trabalho desenvolvido em resposta à epidemia de zika e microcefalia que acometeu nossa região e o país.
 
Precisamos agora consolidar os avanços obtidos e manter nossa infraestrutura nestes tempos difíceis de conjuntura econômica que o país vive, para preservar e ampliar nossa produção científica, associada ao fortalecimento de nossos programas de pós-graduação e ao compromisso com a formação de recursos humanos e defesa do SUS.”

 


 

EM DEFESA DOS POVOS INDÍGENAS E DE SEUS DIREITOS
Enviado por Otávio Velho

 

Os signatários desta nota, a partir de iniciativa surgida durante as Marchas pela Ciência realizadas ao longo do Brasil no dia 22 de abril de 2017, vêm manifestar sua preocupação e seu repúdio diante dos encaminhamentos dados pelo presente governo, particularmente através das ações do Sr. Ministro da Justiça Osmar Serraglio, à política indigenista brasileira, em especial através das suas ações no tocante à Fundação Nacional do Índio (Funai).

A transformação da Funai e de sua estrutura administrativa, destinada a proteger as vidas dos Povos Indígenas em sua diversidade, em matéria de barganha e interesses de ordem política alheios à sua finalidade precípua, bem como a pregação de posturas contraditórias aos direitos territoriais e à diversidade de modos de vida, se contrapõe aos direitos reconhecidos aos Povos Indígenas desde a Constituição de 1988, pela assinatura por parte do Brasil da Convenção 169 e pela da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos do Povos Indígenas. Tais posturas demonstram não apenas o despreparo do senhor Ministro da Justiça para o exercício de tal atribuição, mas também sinalizam a existência no Governo de interesses equívocos que ameaçam princípios de concórdia, ordem e Justiça no Brasil.

Conclamamos as forças aliadas aos Povos Indígenas nesta grave conjuntura a agirem de modo a que sejam estancados tais procedimentos. É urgente que, antes de tudo, os Povos Indígenas e suas organizações sejam ouvidos e suas posições acatadas nas decisões governamentais que os afetam, que suas conquistas sejam respeitadas, e que se estanque a destruição do único organismo estatal diretamente envolvido na proteção de seus direitos.

Instituições e Grupos de Pesquisa:
Associação Brasileira de Antropologia (ABA)
Associação Brasileira de Etnomusicologia (ABET)
Associação Nacional de Ação Indigenista (Anaí)
Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs)
Comissão de Assuntos Indígenas (Associação Brasileira de Antropologia)
Comitê Migrações e Deslocamentos (Associação Brasileira de Antropologia)
Cosmopolíticas - Núcleo de Antropologia (UFF)
Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de Rondônia (UNIR)
Forum de Ciências Humanas, Sociais e Sociais Aplicadas (FCHSSA)
Grupo de Pesquisa Estado Multicultural e Politicas Públicas - GPEMPP, da Universidade Federal do Maranhão
Instituto de Ciências Sociais – Universidade de Brasília (ICS/UnB)
Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro - IPPUR-UFRJ
Laboratório e Grupo de Estudos em Relações Interétnicas (LAGERI), DAN/UnB)
Laboratório de Pesquisas em Etnicidade, Cultura e Desenvolvimento/Setor de Etnologia e Etnografia/Departamento de Antropologia/Museu nacional-Universidade Federal do Rio de Janeiro (Laced/Museu Nacional-UFRJ)
Licenciatura em Educação Escolar Indígena (Liceei – UNEB)
Programa de PósGraduação em Antropologia – UFPR
Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social – Museu Nacional – UFRJ 2 Em defesa dos Povos Indígenas e de seus Direitos
Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)

Mais de 300 pesquisadores também assinam o documento.
 

 
 

 

CIENTISTAS CRIAM MÉTODO MAIS RÁPIDO E BARATO PARA DETECTAR ZIKA
Mariana Lenharo, G1 – 03.05.2017  

Teste foi capaz de identificar vírus em mosquitos e em amostras humanas de sangue e sêmen. Uso em pacientes ainda requer novas etapas de pesquisa.

Uma equipe internacional de pesquisadores conseguiu desenvolver um teste mais rápido e barato capaz de detectar o vírus da zika em mosquitos e em amostras humanas. Além de ser uma alternativa para diagnosticar pacientes no futuro, o método pode desempenhar um papel importante no monitoramento da chegada do vírus a novas regiões do mundo.
A pesquisa, liderada por pesquisadores do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Patologia da Universidade do Estado do Colorado, nos Estados Unidos, usou um método chamado LAMP (sigla para amplificação isotérmica mediada por loop, em inglês).

A brasileira Tereza Magalhães, pesquisadora da Universidade do Estado do Colorado e uma das autoras do estudo, explica que o teste desenvolvido é parecido com um outro método atualmente utilizado na detecção de zika chamado RT-PCR (sigla para reação de transcrição reversa seguida por reação em cadeia da polimerase). Esse teste amplifica o material genético do vírus presente na amostra para que ele se torne detectável. Trata-se de um teste caro, de alta complexidade que exige profissionais treinados e laboratórios especiais.

"É possível, após esses estudos, que tenhamos uma ideia melhor da sua utilidade prática em áreas endêmicas e que seja possível implementá-lo em serviços de saúde e vigilância"
O método LAMP também detecta o material genético do vírus, porém sem a necessidade de equipamentos sofisticados, materiais purificados e temperaturas distintas. Além disso, os resultados podem ser visualizados a olho nu por mudanças de cor. "Tudo isso facilita imensamente a realização do teste e minimiza bastante o custo e o tempo em comparação à PCR", afirma Tereza.

"Com o LAMP, você não precisa da sofisticação de uma máquina", diz o professor Joel Rovnak, um dos autores do estudo. Isso tornaria o método mais viável em países em desenvolvimento atingidos pelo vírus. Segundo os pesquisadores, o teste seria importante para determinar políticas públicas de prevenção em locais onde fossem identificados mosquitos infectados, mesmo antes de surgirem casos em humanos.

Mosquitos e amostras humanas

De acordo com Tereza, o teste teve resultados excelentes em amostras de mosquitos e em amostras biológicas humanas artificialmente inoculadas com zika. O método também teve sucesso em testes de amostras de pacientes do Brasil e da Nicarágua. Porém neste caso, segundo Tereza, os resultados foram melhores quando foi utilizado o RNA purificado do vírus, em vez de amostras sem purificação. É possível que o teste tenha de ser aprimorado especificamente para cada tipo de amostra, como de sangue, sêmen, saliva ou urina.

Hoje, o teste está sendo aplicado em amostras de mosquito coletados em campo e também em novos pacientes infectados com o vírus da zika. "É possível, após esses estudos, que tenhamos uma ideia melhor da sua utilidade prática em áreas endêmicas e que seja possível implementá-lo em serviços de saúde e vigilância, se houver interesse" afirma Tereza.

A pesquisadora lembra que o diagnóstico de zika ainda representa um desafio de saúde pública, principalmente por causa dos sintomas muito parecidos com outras arboviroses, como dengue e chikungunya. Poucos serviços realizam os testes moleculares através de RT-PCR, devido à complexidade do método. E os testes sorológicos, que detectam os anticorpos contra o vírus, são problemáticos por terem altos índices de reação cruzada com outros vírus transmitidos por mosquitos, especialmente o da dengue.

"A verdade é que o diagnóstico para essas arboviroses representa um grande problema e desafio para o Brasil que merece muito, mas muito mais atenção", diz a pesquisadora.

Vírus africano x vírus asiático

O novo teste também é capaz de distinguir se o vírus é da linhagem africana ou asiática. A comunidade científica acredita que o vírus asiático - que chegou ao Brasil vindo da Polinésia Francesa e, a partir daqui se espalhou pelo mundo - seja mais perigoso e tenha uma associação mais forte com o surgimento de casos de microcefalia em bebês cujas mães foram infectadas. Daí a importância de se distinguir qual a linhagem presente em cada região.

Cientistas criam modelo computacional para prever epidemia de zika

Com base em dados do Texas, nos EUA, o modelo usa informações sobre dinâmica populacional, histórico de infecção, características socioeconômicas e densidade da população de mosquitos.

Cientistas desenvolveram um novo modelo computacional capaz de avaliar em tempo real o risco para uma epidemia do vírus da zika nos Estados Unidos. A pesquisa foi publicada nesta quarta-feira (3) na revista “BMC Infectious Diseases”.

O modelo foi baseado em dados do estado do Texas, com o cruzamento de informações sobre dinâmica populacional, histórico de infecção, características socioeconômicas e densidade da população de mosquitos. A ideia é criar um parâmetro para ajudar a avaliação de políticos contra uma ameaça da doença em novas regiões do país, evitando que cidades sejam atingidas pelo zika.

Por meio da análise dos dados de 254 cidades do Texas, o modelo conseguiu prever que o condado de Harris County, que inclui a cidade de Austin, tem as maiores taxas de introdução do zika por viajantes infectados. A análise também “avisou” que os municípios localizados na região sudoeste do estado tem o maior risco de transmissão interpessoal.

Após cruzar todos os dados, os pesquisadores chegaram à conclusão que o risco de uma epidemia do zika no Texas varia de forma ampla em cada um dos condados: a maioria deles tem menos possibilidade de aumento dos casos, enquanto alguns terão mais de 50% de chance.

“Nosso modelo foi pensado para quantificar o risco de surtos locais do zika, tendo em vista os padrões de viagens internacionais, o habitat do mosquito e a baixa taxa de detecção das infecções por zika. A estrutura flexível do modelo pode ser aplicada facilmente em outros estados dos Estados Unidos e adaptada para a avaliação dos riscos de outras arboviroses emergentes, como chikungunya, dengue e febre amarela”, disse Spencer Fox, coautor do artigo e doutorando da Universidade do Texas, em Austin.

Este é o primeiro estudo a avaliar o risco de chegada do zika e da disseminação local dos mosquitos em uma determinada área. De acordo com os pesquisadores, a flexibilidade do modelo, como informações sobre a dinâmica do zika, epidemiologia e biologia, pode ajudar autoridades de saúde pública a avaliar a situação em outras regiões do mundo.

 


ÁGUA E CIÊNCIA NO BRASIL: DESENVOLVIMENTO OU MODERNIZAÇÃO?
Academia Brasileira de Ciências – 02.05.2017

O Acadêmico José Galizia Tundisi abriu as sessões científicas do evento "Água na mineração, agricultura e saúde: o que a ciência tem a dizer a partir de Minas Gerais", realizado na UFMG nos dias 19 e 20 de abril, com uma conferência que abordou um tema identificado pelo falecido Acadêmico Celso Furtado: o Brasil é um país que vem se modernizando, mas não vem se desenvolvendo.

No livro "O mito do desenvolvimento econômico", publicado em 1974, Furtado afirma que os autores da época dão por evidente ser possível universalizar o desenvolvimento econômico, tal qual vem sendo praticado pelos países que lideram a revolução industrial, que os padrões de consumo da minoria da humanidade que vive nos países altamente industrializados poderão ser acessíveis às grandes massas de população em rápida expansão que formam a periferia. Essa ideia constitui, seguramente, um prolongamento do mito do progresso, elemento essencial na ideologia da revolução burguesa, na qual se criou a atual sociedade industrial.             

A outra "vaca sagrada" dos economistas, na visão de Furtado, é o Produto Interno Bruto (PIB), um conceito ambíguo, amálgama considerável de definições mais ou menos arbitrárias, cujo conceito de taxa de crescimento é mais ambíguo ainda. Por que ignorar na medição do PIB, o custo para a coletividade da destruição dos recursos naturais não renováveis, e o dos solos e florestas (dificilmente renováveis)? Por que ignorar a poluição das águas e a destruição total dos peixes nos rios em que as usinas despejam seus resíduos? Se o aumento da taxa de crescimento do PIB é acompanhado de baixa do salário real e esse salário está no nível de subsistência fisiológica, é de admitir que estará havendo um desgaste humano. As estatísticas de mortalidade infantil e expectativa de vida podem ou não traduzir o fenômeno, pois sendo médias nacionais e sociais anulam os sofrimentos de uns com os privilégios de outros, dizia em sua obra o falecido Acadêmico Celso Furtado.  

O Brasil é um país com alta biodiversidade, área agrícola desenvolvida, disponibilidade de água; população de tamanho adequado e ainda jovem, recursos naturais abundantes e distribuídos em todo o território nacional. Nossa agricultura é competitiva a nível mundial, mesmo com irrigação de apenas 16% da produção. Temos potencial para produção de energia de baixo carbono. No entanto, com todos estes atributos, a modernização não está trazendo desenvolvimento.

Tundisi destacou três pontos chave na abordagem deste tema: a economia das bacias hidrográficas depende da disponibilidade de água; a água é fundamental para a produção de energia no Brasil e para a produção de alimentos; a poluição e contaminação das águas têm impactos nas economias regional, municipal e nacional. Por esses motivos, os três eixos estão interligados permanentemente, em todos os fóruns: água, energia e alimentos.

O Brasil tem água suficiente, configurada no mapa do estresse hídrico mundial previsto para 2040. "A Amazônia é o maior sistema de biodiversidade do planeta que depende de água, milhares de km2 de florestas alagadas são um acervo de segurança social para o país, mas as usinas hidrelétricas da Amazônia vão colocar em risco esse equilíbrio ecológico local. A floresta amazônica tem um papel continental de extrema relevância em função dos rios voadores. O país tem 89% de cobertura de abastecimento de água - e a principal falta é na região Norte do Brasil, exatamente a que tem mais água. Temos também o pantanal, com 200 mil km2", contextualizou o palestrante.

Urbanização sem planejamento hídrico ameaça os sistemas

No Nordeste, a variabilidade das secas é intensa e há grande alteração da segurança hídrica. Descendo para a região Sudeste, Tundisi referiu-se à São Paulo, onde o sistema de abastecimento está diretamente ligado aos sistemas Guarapiranga e Cantareira. "Onde há parques florestais, há conservação da quantidade e da qualidade da água. São muito boas iniciativas, mas poucas", explica o especialista. A urbanização tem avançado no Estado e em todo o país na direção dos sistemas hídricos, o que tem afetado a segurança hídrica das populações urbanas, pois há um uso competitivo da água - agricultura x abastecimento urbano. "Precisamos avançar no uso de água subterrânea, através de poços."

Um dos problemas que tem que ser atacados no país, de acordo com Tundisi, é que os planos diretores de muitos municípios não estão preocupados com a gestão dos recursos hídricos, que é o que permite o avanço econômico e social. "E aí entra o aspecto político, que é a proposta de privatização da água. As experiências internacionais são muito negativas, como as de Buenos Aires, na Argentina, e a de Cochabamba, na Bolívia. E como isso está diretamente relacionado com a saúde, fica claro que o estado tem que prover de água a população. Em Cochabamba, por exemplo, as famílias das periferias gastavam 10% de seus rendimentos mensais comprando água e as famílias do centro, apenas 1%." Uma saída é a criação de parques urbanos. "As áreas urbanas requerem o manejo integrado, que é pouco desenvolvido no Brasil. Ele ainda é setorial", disse Tundisi. Este manejo deve envolver as águas de chuva, de inundações, das fontes regulares, a poluição da chuva, os sólidos que entram na água e o esgoto, e tratar estes elementos de forma integrada.

Balança comercial depende diretamente da água

Segundo Tundisi, é sabido que o que equilibra a balança comercial do país é a exportação de alimentos. A agricultura e a irrigação correspondentes, portanto, são sucessos no Brasil. "O grande salto foi dado graças ao investimento dirigido em pesquisa científica. A Embrapa tem um papel fundamental nisso. Aliás, sempre que o Estado tomou decisões estratégicas de criar instituições especificas deu certo, como vemos com a Embrapa, o CNPq [Conselho Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento], a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Nível Superior/MEC], as Faps [Fundações de Amparo à Pesquisa] em todo o país."

Maior problema ainda é o tratamento de esgoto, inexistente em 60% do país

 "O grande problema do Brasil é a falta de tratamento de esgoto - hoje temos apenas 40% de esgoto tratado, o que cria um sistema perverso, diretamente ligado a saúde e educação. Precisamos de 60 bilhões atualmente para alcançarmos 70% do país. Existe a tecnologia: o que falta é a decisão política", ressaltou o especialista. Tundisi destacou um ponto de melhoria, que tem sido praticado especialmente pela indústria química, é o reuso de água. Infelizmente, esta ainda não é uma prática comum no país.

Na avaliação do palestrante, há poucos cientistas trabalhando em poluentes persistentes, como remédios e cosméticos. "Precisamos de gente e laboratórios de nanotecnologia trabalhando nisso."

Energia conta com outras possibilidades, ainda subutilizadas

A questão da energia é outro problema - nossa base ainda é hidrelétrica. Temos outras possibilidades - energia eólica, solar, de marés, de biomassa. Mas temos 100 hidrelétricas previstas para a Amazônia que vão gerar desequilíbrio ecológico e social. "Esse é um exemplo de modernização sem desenvolvimento. Mas o governo não quer fazer esse debate, quantos reservatórios mais serão feitos na Amazônia? É preciso que haja uma gestão sistêmica."

Tundisi explica que a gestão sistêmica é uma prerrogativa do século XXI. No século XX, segundo ele, o manejo da água era local, setorial e de resposta. No século XXI, este manejo mudou. Agora é de bacias hidrográficas, integrado e preditivo. "Os Comitês de Bacias existentes vêm evoluindo, mas a ciência básica que conduz cada comitê é diversa. É preciso que se faça uma base científica unificada. E é preciso também que haja planejamento para alternativas econômicas regionais: pagamento por serviços ambientais, proteção de áreas alagadas que são biofiltros, monitoramento em tempo real dos recursos hídricos e outras."

Desafios de hoje para o Brasil do futuro

Resumindo os desafios a serem enfrentados - com políticas de Estado e não de governo, Tundisi destacou alguns pontos fundamentais: a falta de saneamento básico, a escassez hídrica e a relação destes itens com a saúde da população; as inadequações e limitações dos padrões de monitoramento da qualidade microbiológica da água; a relação entre o regime hídrico e doenças transmitidas pela água; a falta de estudos sobre vírus entéricos na água; as limitações para o monitoramento de patógenos emergentes na água e possíveis soluções.

Como enfrentar os inúmeros problemas e suas ramificações num país como o nosso, com tantos desafios e diversidade? O país precisa de previsões para se preparar e, para isso, a ciência é fundamental. E como capacitar nossos cientistas, nossos estudantes, para responderem a esses desafios?

"É preciso contextualizar os problemas e apontar as soluções. Temos conhecimento, mas não temos vontade política. Assim o país vai continuar se modernizando, mas não vai haver desenvolvimento."


 

 

APARELHO RETIRA ÁGUA POTÁVEL DO AR USANDO APENAS ENERGIA SOLAR
Site Inovação Tecnológica -  05/05/2017

Em um período de 12 horas, o aparelho produz 2,8 litros de água para cada quilograma do material coletor. [Imagem: Evelyn Wang/MIT]


Tirando água do ar

Este pequeno aparelho é capaz de coletar a umidade do ar e depositá-la em um recipiente na forma de água potável - e usando apenas luz solar.

O dispositivo não requer nenhuma entrada adicional de energia e mostrou-se eficaz mesmo quando os níveis de umidade são semelhantes aos observados nas regiões mais secas do mundo.
Essa tecnologia poderá fazer a diferença, já que dois terços da população mundial está enfrentando escassez de água, ainda que ela esteja presente em abundância no ar ao nosso redor - estimativas indicam que há cerca de 13.000 trilhões de litros de água na forma de umidade na atmosfera terrestre.

Coletor de água

Para capturar a umidade atmosférica, Hyunho Kim e seus colegas da Universidade da Califórnia em Berkeley e do MIT, ambos nos EUA, utilizaram um material extremamente poroso, conhecido como MOF, sigla em inglês para estrutura metal-orgânica.

O material, chamado MOF-801, absorve a umidade do ar em sua própria estrutura. A seguir, o calor solar é usado para liberar a água, que é então armazenada em um condensador.
O aparelho funcionou bem em um cenário natural ao ar livre, no teto do laboratório. Experimentos em uma câmara controlada mostraram que ele é capaz de produzir 2,8 litros de água potável por quilograma de MOF-801 em um período de 12 horas sob luz do dia, com níveis de umidade relativa de apenas 20%.

"Nós não apenas construímos um dispositivo passivo que fica lá coletando água; nós já estabelecemos as bases experimentais e teóricas para que possamos examinar outros MOFs, milhares dos quais poderão ser fabricados, para encontrar materiais ainda melhores. Existe um grande potencial para aumentar a quantidade de água que está sendo recolhida. É apenas uma questão de mais engenharia agora," disse o professor Omar Yaghi, coordenador do trabalho.

O segredo da captação passiva de água está no MOF: as esferas amarelas representam os espaços que são preenchidos com a água presente no ar atmosférico. [Imagem: UC Berkeley and Berkeley Lab]

Estruturas metal-orgânicas

O professor Omar Yaghi inventou as estruturas metal-orgânicas há mais de 20 anos, combinando metais como magnésio ou alumínio com moléculas orgânicas, tudo disposto em um arranjo preciso para criar estruturas rígidas e porosas, ideais para armazenar gases e líquidos. Desde então, mais de 20.000 MOFs diferentes foram criados por pesquisadores em todo o mundo.

Alguns retêm produtos químicos como o hidrogênio ou o metano. A empresa química BASF está testando um dos MOFs de Yaghi em caminhões movidos a gás natural, já que os tanques cheios de MOF armazenam três vezes mais metano do que pode ser mantido sob pressão. Outros MOFs são capazes de capturar dióxido de carbono de gases de combustão, catalisar a reação de produtos químicos adsorvidos ou separar petroquímicos em refinarias.

Este protótipo de coletor de água da umidade do ar ainda poderá ser muito melhorado, garante Yaghi. O MOF utilizado consegue absorver apenas 20% do seu peso em água, mas outras versões têm potencial para absorver 40% ou mais. O material também pode ser ajustado para ser mais eficaz em níveis de umidade mais alta ou mais baixa.

Bibliografia:

Water harvesting from air with metal-organic frameworks powered by natural sunlight
Hyunho Kim, Sungwoo Yang, Sameer R. Rao, Shankar Narayanan, Eugene A. Kapustin, Hiroyasu Furukawa, Ari S. Umans, Omar M. Yaghi, Evelyn N. Wang
Science
DOI: 10.1126/science.aam8743

 


FÁBRICA DO FUTURO TERÁ LINHA DE PRODUÇÃO REAL E VIRTUAL
Instituto Fraunhofer IPK -  04/05/2017

A equipe já está preparando os primeiros gêmeos virtuais para processos produtivos específicos. [Imagem: Fraunhofer IPK]


Indústria 4.0

Engenheiros do Instituto Fraunhofer, na Alemanha, estão se preparando para a "Indústria 4.0" construindo um gêmeo digital capaz de modelar todo um processo de produção fabril, permitindo ou a intervenção direta na fabricação a qualquer momento, ou o autogerenciamento, em que a própria fábrica corrige eventuais problemas.

As linhas de produção real e virtual irão se fundir em um sistema global inteligente.

Para isso, a fábrica real é totalmente modelada no nível digital, criando um gêmeo virtual que não apenas permite visualizar o sistema de produção com todas as suas máquinas, mas também reproduz os processos dinâmicos e o comportamento dos componentes do sistema durante a produção - tudo em tempo real.

Na linha virtual, é possível observar o processo de fabricação em detalhes. Sensores espalhados pela linha real alimentam continuamente o estado de funcionamento das diversas estações de trabalho individuais.

Isso abre novas possibilidades para o controle da produção. Os gerentes de produção podem analisar o processo de fabricação na simulação virtual, inclusive otimizando ou reorganizando etapas individuais.

Produção real e produção digital

O conceito de gêmeo digital, contudo, vai além da mera simulação do sistema de produção real. O sistema é realmente bidirecional. No nível virtual é possível intervir e fazer mudanças que podem ser simuladas imediatamente.

Inversamente, é possível implementar mudanças do sistema real para o gêmeo digital. Por exemplo, um gerente de produção pode ativar máquinas adicionais para processar uma peça ou incorporar uma etapa de trabalho adicional quando uma personalização for necessária. Para fazer isso, a produção não precisa ser interrompida e reconfigurada, já que o sistema reage inteligentemente a cada mudança e se reorganiza.

Há também projetos para usar formigas biônicas nas fábricas do futuro. [Imagem: Festo/Divulgação]

A fusão da produção real e da digital cria um sistema capaz de monitorar, controlar e se corrigir enquanto a produção continua a todo vapor. Sempre que necessário, as máquinas e o software comunicam-se autonomamente e mantêm a produção em movimento. Se, por exemplo, ocorrer uma falha - como um subsistema que falha ou uma máquina que quebra - o sistema pode decidir de forma independente como resolver o problema. O gerente de supervisão vê a mudança na produção, mas não necessariamente precisa intervir.

Além disso, como o sistema alimenta o gêmeo digital continuamente com dados, é possível controlar permanentemente a qualidade das peças e do produto final. O conceito também pode ser usado para fabricar rapidamente séries de pequena escala com peças individualizadas de modo a minimizar ao máximo as interrupções na produção global. Mesmo a fabricação de peças individuais é concebível.

Simulação de projeto

Outra vantagem é que a linha virtual de produção poderá ser usada durante a etapa de projeto e construção de um sistema de produção real - da construção da fábrica.

Antes que a primeira peça real seja processada, a fábrica poderá simular o fluxo de produção antecipadamente, identificar fraquezas e otimizar os processos. Desta forma, o sistema será virtualmente colocado em operação e testado antes da produção real. Isso deverá acelerar o planejamento e facilitar a colocação em funcionamento de um novo sistema de produção.

"Nosso objetivo é não apenas descrever tecnologias, processos e métodos-chave da Indústria 4.0, mas realmente torná-los tangíveis," disse o professor Rainer Stark, gerente do projeto.

Juntamente com os parceiros industriais, a equipe do Instituto Fraunhofer está agora trabalhando na implementação dos projetos-piloto iniciais, para linhas de produção específicas, preparando-se para colocar o sistema virtual no mercado no futuro próximo.

"Queremos fazer tudo sem nenhum componente proprietário e que todas as interfaces sejam 100% compatíveis com padrões industriais," explicou Stark. "Ao mesmo tempo, o sistema não deve ser muito caro. Afinal, a empresa deve ser capaz de recuperar seu investimento rapidamente."

 


O QUE ESPERAR DA NANOTECNOLOGIA NAS PRÓXIMAS DÉCADAS
Ivandick Cruzelles Rodrigues e Blog do Ethewaldo Siqueira

Antes, vale saber: Qual é o conceito da nanotecnologia? A nanotecnologia pode ser entendida como o estudo, a manipulação, a construção de materiais, substâncias, dispositivos, objetos que estão normalmente na escala nanométrica (1 nanômetro = 10-9 do metro) e que apresentam propriedades fortemente dependentes dessa escala de tamanho 1.

1 - Como as pessoas devem observar a nanotecnologia, nas próximas décadas?
Nanotecnologia é uma ciência recente e que tem capacidade de gerar a próxima revolução tecnológica no mundo. Apesar de ser trabalhada, do ponto de vista teórico, desde a década de 1950, algumas aplicações práticas datam a Idade Média. A maior parte das cores que vemos nos esmaltes e cerâmicas em vitrais em igrejas medievais e vitorianas são resultantes de propriedades de materiais em nanoescala. Na época, nem se imaginava isso.
 De acordo com o mais recente levantamento do programa do governo americano The National Nanotechnology Initiative existem entre 800 e 1200 produtos em desenvolvimentos, até o momento, produzidos à base de nanotecnologia. Mas ainda estamos muito longe do potencial máximo dessa ciência.

2 - Faltam informações e uma maior compreensão sobre a percepção pública da nanotecnologia, e como os diferentes atores, pesquisadores, governo, indústrias e sociedade trabalham a questão dos riscos e benefícios das nanotecnologias. Do ponto de vista do jurídico, quais os focos de discussão e desafios que traz em sua tese?
O principal ponto de contato entre o ambiente legal e a nanotecnologia que desenvolvo em minha tese de doutorado está relacionado à saúde do trabalhador. Os estudos sobre riscos à saúde humana ainda estão muito embrionários. Conforme a nanotecnologia foi se desenvolvendo, o foco sempre esteve no desenvolvimento das técnicas de manipulação, na sua estabilização e na aplicação.

Vamos entender quais são os riscos à vida humana, a fim de equilibrar essas questões. O objetivo de meu estudo é apontar questões jurídicas sobre prevenções, tais como indenizar eventuais riscos que se tornem danos e entender como se opera a contaminação dos trabalhadores. Quais são os possíveis impactos do contato com a nanotecnologia? Quem deve responder juridicamente, em casos de contaminação dos trabalhadores e cidadãos? São questões a serem respondidas no campo do Direito.

3 - Hoje, está claro que as nanotecnologias cruzam as fronteiras da química, física, ciências biológicas, engenharias e tecnologias. Quais são os pontos que tanto a academia quanto a indústria devem ficar atentas?
O principal ponto a ser observado por todos é que a matéria, no nível nano, adquire outras propriedades. No entanto, o comportamento químico é radicalmente diferente. É como se estivéssemos começando a estudar do zero. Claro, temos conhecimentos acumulados que servirá de comparações. No entanto, há riscos que também são diferentes, difíceis de previsão.

Acredito que a missão do Direito seja a de garantir o máximo de prevenção possível, sem que o desenvolvimento tecnológico seja comprometido. Precisamos trabalhar na prevenção e entender quais são os efeitos colaterais na humanidade.

4 - Sobre regulação das nanotecnologias, o senhor comentou que ainda são escassos os estudos sobre nanotoxicologia, ecotoxicologia e genotoxicologia no Brasil. E questões relacionadas ao Direito do Trabalho e Previdenciário, em que passo estão?
Precisamos trabalhar na prevenção como essa legislação tem que tratar a nanotecnologia aplicada e seus efeitos na humanidade. Falo isso porque existem algumas regulações que não são específicas para nanotecnologia, mas que trabalham questões relacionadas ao desenvolvimento tecnológico, consumo e de eventuais indenizações, em casos de riscos produzidos.

De modo aberto, aplicável a qualquer situação de risco, tanto o código civil, quanto a CLT quanto a legislação previdenciária (Lei 82013/91), estabelecem medidas de proteção às pessoas, caso sofram algum tipo de dano decorrentes da aplicação da nanotecnologia. Mas esse tipo de proteção só é aplicável após contaminação. A chamada no Direito proteção, depois que tiver o fato acontecido, apresentando reparação.

A perspectiva que precisamos trabalhar é da prevenção e da precaução. Será que o desenvolvimento de tecnologias nano, sem um controle apriorístico a rigor, levaria a uma maior incidência de riscos? Será que o Direito realmente tem de colocar algum “freio” nesse desenvolvimento tecnológico, até como forma de preservação da espécie, do patrimônio e da liberdade? São perguntas a serem respondidas no futuro.

5 - As indústrias brasileiras estão juridicamente preparadas para lidar com questões, tais como manipulação (produção) e consumo humano?
Aquelas indústrias que lidam com nanotecnologia nos seus processos produtivos já trabalham de forma preventiva. São empresas que tem investimento em pesquisa e desenvolvimento e cuidados que precisam ser tomados para garantir a saúde no ambiente de trabalho e para os consumidores.

O problema pode ocorrer quando a nanotecnologia se popularizar e empresas com menos recursos para investir em pesquisas e investigações passem a aplicar essa tecnologia.


*Entrevista concedida por Ivandick Cruzelles Rodrigues, Consultor Jurídico e Professor Universitário da Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Especialista em Direito Tributário pelo Centro de Extensão Universitária, é Mestre em Direito Previdenciário pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e doutorando em Direito do Trabalho e da Seguridade Social pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco (USP), com tese sobre Direito e Nanotecnologia aplicada.


COMEÇA PROJETO PARA CONSTRUÇÃO DO PRIMEIRO BIOCOMPUTADOR
Site Inovação Tecnológica -  08.05.2017

O projeto Bio4Comp vai usar unidades biocomputacionais impulsionadas por motores moleculares dentro de nanocanais.[Imagem: Till Korten/Cornelia Kowol]

Biocomputação

A União Europeia incluiu em seu programa EU-Horizon 2020 um projeto para construir um novo tipo de computador baseado em biomoléculas.

Os pesquisadores já receberam a parte inicial dos €6,1 milhões e já começaram a trabalhar.

"Praticamente todos os problemas matemáticos realmente interessantes do nosso tempo não podem ser computados de forma eficiente com a nossa atual tecnologia de computadores," disse o professor Dan Nicolau, que acredita que os biocomputadores serão muito superiores à atual computação eletrônica.

A ideia é usar máquinas biomoleculares, também conhecidas como motores moleculares, cada uma medindo alguns poucos nanômetros, para resolver problemas por meio de uma abordagem que a equipe chama de "biocomputação baseada em redes": as máquinas moleculares serão postas para se mover por uma rede de microcanais projetados para representar um algoritmo matemático.

Sempre que as biomoléculas atingirem uma junção na rede, elas ou adicionam um número à soma que estão calculando ou seguem adiante. Dessa forma, cada biomolécula atua como um pequeno computador, com processador e memória, já que fazem o cálculo e guardam consigo e resultado.

Computação paralela e eficiente

Embora cada biomolécula individual seja muito mais lenta do que um transístor, elas se automontam, de forma que podem ser usadas em grande número, acrescendo rapidamente seu poder de computação - e gastando muito pouca energia.

"Nós estamos usando motores moleculares das células que foram otimizados por um bilhão de anos de evolução para serem nanomáquinas altamente eficientes energeticamente. E as unidades de computação biológica podem se multiplicar para se adaptarem à dificuldade do problema matemático," disse Stefan Diez, membro da equipe.

Outra vantagem é que o biocomputador não funcionará de forma sequencial, como os atuais, fazendo cálculos verdadeiramente paralelos, já que uma biomolécula não precisa se importar com o que a outra está fazendo para fazer o seu próprio trabalho.

Imagens por microscópio eletrônico dos primeiros protótipos das redes que serão utilizadas, cada uma projetada para um tipo diferente de cálculo. [Imagem: Till Korten/Cornelia Kowol]

Múltiplos objetivos

O objetivo da equipe é chegar até o fim do projeto, em 2021, com a biocomputação em um nível de desenvolvimento que a torne competitiva com outras abordagens alternativas de computação, como a computação de DNA e a computação quântica.

Para isso, eles pretendem fazer um trabalho intenso no campo da biotecnologia, modificando as propriedades dos motores de proteínas, como a quinesina, a fim de otimizá-la para a biocomputação e permitir sua integração em dispositivos microfluídicos.

"Otimizar os motores moleculares não só nos dará ferramentas ideais para a nanotecnologia mas, ao mesmo tempo, aprenderemos muito sobre como eles funcionam e o que fazem dentro da célula. Esses insights serão úteis, além dos objetivos específicos do projeto, por exemplo para elucidar os papéis dessas proteínas em doenças graves, como câncer e demência," disse o professor Diez.

Bibliografia:

Parallel computation with molecular-motor-propelled agents in nanofabricated networks
Dan V. Nicolau Jr, Mercy Lard, Till Korten, Falco C. M. J. M. van Delft, Malin Persson, Elina Bengtsson, Alf Mansson, Stefan Diez, Heiner Linke, Dan V. Nicolau
Proceedings of the National Academy of Sciences
Vol.: 113 no. 10, 2591-2596
DOI: 10.1073/pnas.1510825113


 

LANÇADO COM SUCESSO SATÉLITE BRASILEIRO DE COMUNICAÇÕES
Agência Brasil -  05.05.2017

O SGDC (Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações) será o primeiro satélite de telecomunicações controlado pelo Brasil. [Imagem: Arianespace]

SGDC

O primeiro satélite geoestacionário brasileiro de comunicações foi lançado com sucesso do Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa, no início da noite desta quinta-feira (4).

O SGDC (Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações) é uma parceria entre os ministérios da Defesa e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, e envolveu investimentos de R$ 2,7 bilhões.

O satélite foi adquirido pela Telebras de uma empresa francesa e será utilizado para comunicações estratégicas do governo e para ampliar a oferta de banda larga no país, especialmente em áreas remotas.

O satélite vai operar nas bandas X e Ka. A primeira é uma faixa de frequência destinada exclusivamente ao uso militar, correspondendo a 30% da capacidade total do satélite. Já a banda Ka será usada para comunicações estratégicas do governo e implementação do Plano Nacional de Banda Larga, especialmente em áreas remotas.

Testes e operação

Depois do lançamento do foguete Ariane, foram 28 minutos até a separação do satélite, que levará cerca de 10 dias para chegar à sua posição final, a uma altitude de 36.000 km, que garantirá que ele fique sempre sobre a mesma posição em relação ao solo (geoestacionário).

Depois disso, serão feitos testes por 30 dias. Em meados de junho, o controle operacional do satélite já poderá ser feito pelas Forças Armadas brasileiras. A banda utilizada para comunicações poderá ser usada a partir de setembro

A 36.000 km de altitude, o satélite acompanhará o movimento de rotação da Terra, cobrindo sempre a mesma área. [Imagem: Finep]

Com 5,8 toneladas e 5 metros de altura, o satélite brasileiro tem uma vida útil prevista de 18 anos.

Além do satélite brasileiro, o mesmo foguete Ariane levou ao espaço um satélite da Coreia do Sul.

 


CONSTRUINDO ESCOLAS SUSTENTÁVEIS
 Débora Barros Andrade e Giovanna Freire de Oliveira Lima, Ecodebate – 08-05-2017

[EcoDebate] Sustentabilidade nada mais é que dá suporte em algo ou alguém para que as coisas aconteçam de forma harmoniosa, atualmente o termo é usado para designar o bom uso dos recursos naturais da terra como agua, florestas, animais etc. Segundo o Dicionário Aurélio 1999 : A palavra sustentável tem origem no latim que significa “sustentare” que pode também ampliar o conceito de sustentar, apoiar ou conservar, quando se pensa em sustentabilidade normalmente relaciona com uma mentalidade atitude ou estratégia que se pense na conservação e respeito ambiental, dessa forma propicia o Desenvolvimento Sustentável que é um modelo econômico, político, social, cultural e ambiental equilibrado, que satisfaça as necessidades das gerações atuais, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazer suas próprias necessidades.
Esta concepção começa a se formar e difundir junto com o questionamento do estilo de desenvolvimento adotado, quando se constata que este é ecologicamente predatório na utilização dos recursos naturais, socialmente perverso com geração de pobreza e extrema desigualdade social, politicamente injusto com concentração e abuso de poder, culturalmente alienado em relação aos seus próprios valores e eticamente censurável no respeito aos direitos humanos e aos das demais espécies, esse desenvolvimento sustentável que pode iniciar-se no contexto familiar e ganhar uma maior dimensão na instituição escolar, o que essa temática trabalhada de forma efetiva pode criar o que se chama de escolas sustentáveis Uma escola sustentável é, antes de qualquer coisa, uma escola que aprende — onde todas as pessoas, de todas as idades, aprendem —, em diálogo permanente, que extrapola seus limites e envolve o bairro, a cidade, o mundo.

Nela se desenvolve a criticidade e o pensamento sistêmico: “a consciência da complexidade, das interdependências, da mudança e do poder de influenciar” (Senge, 2005, p. 57). A escola sustentável recebe informações, recursos, demandas, desafios dos sistemas mais amplos aos quais pertence e sobre eles atua a partir dos conhecimentos que sistematiza. Trata-se de uma escola pulsante, viva, que se define menos como espaço físico e mais como redes de interações horizontais, de trocas qualificadas de saberes entre alunos, docentes, funcionários, famílias, especialistas, profissionais, artistas, cientistas, empresários, lideranças de movimentos e organizações sociais, artesãos, religiosos, políticos, governantes — atores sociais com os quais se comunica real ou virtualmente, em situações de aprendizagem nas quais os alunos podem transformar informações em conhecimento que interfere na realidade. A escola sustentável, por adotar o pensamento sistêmico — o que implica perceber que nenhum evento pode ser compreendido isoladamente e que os problemas ou desafios locais ganham sentido ao serem contextualizados globalmente —, é também uma escola que prática a educação global e forma cidadãos planetários.

Em diferentes pontos do mundo, uma educação global para a sustentabilidade começa lentamente a emergir. Na União Europeia, o Congresso de Educação Global realizado em 2002 na cidade holandesa de Maastrich, definiu educação global como aquela que abre os olhos e as mentes das pessoas para as realidades do mundo globalizado, despertando-as para construir um mundo de maior justiça, equidade e direitos humanos para todos: “Falar de educação para a sustentabilidade, educação para a paz e transformação dos conflitos, de educação intercultural, é falar de educação global. Educação global é a dimensão global da educação para a cidadania” (Maastrich Global Education Declaration, 2012).

Há muitas indagações sobre o que é de fato sustentabilidade e como está pode ser incorporada nos currículos escolares, antes de tudo o termo escola sustentável refere-se a prática de manutenção e conservação no âmbito escolar, que vai desde a economia de água, reciclagem, plantio de árvores e uso de energia alternativa etc. pode se afirmar que o foco das escolas ao adotar práticas de sustentabilidade , busca soluções tanto a curto quanto ao médio e longo prazo, são ações como que propicie valores atitudinais do educando e que esses valores se perdure por toda a vida cidadã. A escola sustentável busca ensinar as crianças e jovens a viverem dentro desse contexto, e assim produzir ações que diminuam o consumismo excessivo de desperdício de água, de energia, manutenção do ambiente limpo, desse modo difundir esse conceito e aplicá-lo de forma prática.

Para muitos educadores e estudantes, o futuro parece incerto e assustador, por isso é necessário que ao trabalhar com essa temática, busque um objetivo concreto e altamente bem planejado, é preciso ter foco e escolher temas que o, como ofereçam ferramentas para construir ações sustentáveis isso envolve um ambiente continuo e interdisciplinar.

Desde a educação infantil pode se trabalhar conceitos básicos de sustentabilidade já que pode ser incorporado ao longo do tempo, pode ser trabalhado projetos que descobrem a natureza, nas sensações auditivas, olfativas, gustativas, tácteis, por meio dos eixos temáticos como natureza e sociedade, linguagem lógica matemática, oralidade, escrita e pictórica, isto permitirá desde cedo as investigações, práticas e encorajar avaliações críticas, fundamentais para que a criança venha tornar-se um adulto capaz de viver de forma sustentável. Quantos aos demais ciclos de aprendizagem a escola pode adotar seus projetos ambientais incorporados no seu Projeto Político Pedagógico, transformando em ações ao longo do ano letivo, além disso convergindo com programas do governo estadual e federal.

Dessa forma a reorientação de educação, envolve não somente aumentar o conhecimento do educando, mas incentivá-lo no desenvolvimento de habilidades e valores que nortearão toda a vida do educando.

Elevar o grau de instrução de pessoas não é suficiente para alcançar uma sociedade sustentável… A escola sustentável propõe uma educação básica que inclua o ensino de valores, promoção de cuidado com o ambiente que está inserido o cuidado com as pessoas e a partilha justa de recursos, IPT (2000) apud HEGEL e CORNÉLIO (2013).

O ensino de sustentabilidade precisa está nas ações do PPP da escola, com ênfase nos projetos didáticos , enfatiza uma ação bem mais amarrada, que poderá sempre que possível serem avaliado e reavaliados e melhorados, além de desenvolver análises, o aprendizado cooperativo, liderança e capacidade de comunicação, dessa forma é proposta uma transposição didática que crie nas instituições escolares, ambientes produtivos, sustentáveis e ecológicos, que possibilitem o homem conviver de forma harmoniosa com o ambiente sem destruí-lo.

COMO DESENVOLVER NA ESCOLA PRÁTICAS DE SUSTENTABILIDADE?

A educação é uma ferramenta na luta contra destruição do meio ambiente, busca de forma clara e objetiva mostrar aos alunos e a comunidade que, o único meio moderado a esses problemas e a sensibilização de todos, onde cada um fazendo a sua parte, terá ambiente proveitoso e uma qualidade de vida melhor.

Mas que, um simples pretexto do meio ambiente, a educação ambiental para a sustentabilidade considera um extenso aspecto de fatores que levam em consideração os indivíduos afetados pelas práticas e ameaças, comunidades sujeitas as consequências prejudiciais das atitudes espontâneas.

Deste modo, deve-se também ter em mente que a educação ambiental, prever a redução da vulnerabilidade dessas pessoas. A maior parte também se interessa pelo tema e considera que a qualidade ambiental é essencial para a sobrevivência nesse Planeta, concluindo ser possível concordar que o meio ambiente faz parte desse desenvolvimento.
A educação ambiental, então, além de ser um processo de mudança e formação de valores, bem como de preparo para o exercício da cidadania, constitui-se em um conjunto de ideias contrárias às s prevalecentes no sistema social atual, contrárias às as ações de egoísmo e de individualismo, a favor da transformação social com ética, com justiça social e com democracia. É uma luta a favor de novos ideias e valores éticos, em que deve prevalecer a melhoria da qualidade de vida para todos (PELICIONE, 2005, p. 596-597).

A Educação Ambiental com ênfase a sustentabilidade é um procedimento de aprendizagem constante, fundamentado no respeito a todas as formas de existência. Assegura valores e ações que apresentam a transformação social e para a vigilância ecológica. Estimula a formação das sociedades entre si relação de independência e diversidade.

Diante a irracionalidade na atitude com o lugar a qual vivemos, esperamos que a escola seja o local apropriado para essa ocupação da existência das dificuldades ambientais, preparando o aluno para uma participação ativa, na democratização da coletividade, por intermédio da aquisição de conteúdos e práticas que favoreçam as trocas destes com os interesses e os conhecimentos dos educandoa.

A escola abona novos desafios, o de instituir elementos mais apropriados para receber uma variedade de dependentes que dela compartilhem. Adquirindo, envolvendo e considerando essas variedades, constituindo um pré-requisito para orientar uma coletividade tradicionalmente pautada pela eliminação. Para conseguir essa característica na educação, há a necessidade de reconstruir todo o arranjo educacional deixando o exemplo tradicional.

A cidadania é uma das etapas para conduzir o desenvolvimento sustentável, procurando modificar essas pessoas em sujeitos que compartilhem das determinações sobre seus futuros, exercendo assim seus direitos, conhecendo,e informando-se sobre as questões ambientais de seu pais e coletividade.

Uma das formas de levar educação ambiental à comunidade ambiental é pela ação direta do professor na sala de aula e em atribuições extracurriculares. As indagações neste Ambiente são puramente eficazes e bem-sucedidas, porque os educandos, levarão aos seus familiares a causa da acolhida ambiental.

Os cuidados com o nosso planeta são analisados como um exclusivo recurso para a salvação de toda espécie humana, pois não temos para onde ir caso não existam recursos naturais fundamentais a nossa sobrevivência. Diante disso a consideração ao meio ambiente passa a ser uma atitude absolutamente correta para um dever de sobrevivência, compete aos governantes e a todas as pessoas (conforme prioriza nossa Constituição de 1988) tomando cuidado com as ocupações poluidoras, reciclar o detrito, para que o esgoto não moleste a saúde e o meio ambiente tratando-o da maneira apropriada, e principalmente cuidando da limpeza das águas, em processo de aniquilamento.

Em diferentes termos, é serviço de a educação agenciar e amparar a habilitação de recursos humanos para conservar e gerenciar o espaço, como parte do exercício da cidadania local e planetária, constituindo uma educação envolvida com à sustentabilidade.

A finalidade destes estudos vá além da sala de aula, abrangendo e movimentar também a comunidade, pois os mesmos levarão os conhecimentos adquiridos, para com isso provocar mudanças simples e expressivas nos hábitos e modos domésticos em relação às questões ambientais que envolvem o lixo, uso racional de água, tendo em mente o poder de demonstrar e fazer a sua parte como cidadão consciente.

São necessários diversos elementos para se atingir todos as dimensões abrangidas pela educação ambiental, amor e respeito à vida, interesse e conhecimento acerca do meio ambiente, estilo critico e consciência diante dos próprios hábitos.

Cada ato demanda uma reação, pois todo individuo tem o direito de desfrutar dos recursos naturais, ou seja, a nossa matéria prima, contando que os mesmos possam ter consciência de que é fruto do meio, procurando sempre conservar e preservar as riquezas naturais existentes no meio ambiente e no espaço escolar como é o intuito de atingir essa dimensão. Entretanto, ao desenvolver o meu trabalho percebi que em nossa sociedade já existe vários projetos voltados para uma consciência ambiental positiva e de sensibilização de toda sociedade.

Sabe-se que somente por meio da educação, a conscientização e as mudanças de hábito hoje poderão colaborar para que as futuras gerações tenham um mundo melhor. É nesse contexto que se coloca a educação ambiental, importante subsídio ao debate ecológico e estendendo o número de pessoas envolvidas na praticas da conservação e da conscientização ambiental, fundamental para a formação de cidadãos íntegros.

A ESCOLA COM AMBIENTE SUSTENTÁVEL

Existem formas simples, que podemos garantir a sustentabilidade em nosso meio, conduzindo a população de um modo geral. Onde será o artifício alavancador da ampliação dessa consciência e, com isso, se transformam elementos- chave para melhoria da qualidade de vida.

A função social da escola é formar cidadãos críticos, reflexivos e conscientes de seus direitos e deveres perante o meio onde vive e a sociedade a qual está inserido. E, é justamente a escola que vai garantir para esses cidadãos uma aprendizagem com mais conhecimento, valores e as habilidades, onde serão essenciais a socialização com o meio. Através desta aquisição de conhecimento que favorecerá a participação ativa na sociedade. Realmente a escola tem essa função mas vale lembrar que é uma parceria, sendo necessário que a escola juntamente com próprio professor e o próprio aluno, apresentem depoimento daqueles valores que nortear sua ação, fazendo desta instituição de vivência de valores democráticos.

A escola é um ambiente propício para desencadear ações voltadas para o meio ambiente, para sensibilização com as ações que executamos no espaço em que habitamos e também estudamos. E, é nesse meio que aprimoramos vários valores humanos e que conduzirá o aluno a refletir, pesquisar, investigar e analisar como está agindo no seu meio natural, utilizando práticas saudáveis no meio ambiente. Desta forma os professores poderíamos melhorar essas atitudes, beneficiando a todos a qual convivem na escola.

Lidar com os problemas ambientais, onde podemos detectar mudanças climáticas, escassez de água, uma grande produção de lixo por parte da população na maioria das vezes sem um destino certo e ficando exposto no solo. No que se refere a comunidade escolar argumentar da necessidade de conservar os bens materiais da instituição, o exagerado uso de papel descartado no lixo, entre outros lixos, um excessivo desperdício de água nas escolas e na própria residência, uma destruição excessiva de recursos naturais, bem como a necessidade de tratar de alguns temas sociais urgentes, de abrangência nacional.

Uma escola contextualizada com as demandas atuais, onde as rotinas burocráticas sejam transformadoras e motivadora. Onde se consiga mobilizar professores, alunos e a comunidade em geral, com os mesmos objetivos.

Para que a escola possa ajudar efetivamente o educando em sua preparação, diz Freire (1980), é preciso que a educação esteja em seu conteúdo, em seus programas e em seus métodos, adaptada ao fim que persegue: permitir ao homem chegar a ser sujeito, construir-se como pessoa, transformar o mundo, estabelecer com outros homens relações de reciprocidade, fazer a cultura e a história Freire (1980)

Observa-se que a escola deverá estar vinculada às atitudes sociais e com o meio ambiente. A medida que é focado a educação com as causas ambientais podem contribuir para termos cidadãos preocupados com esta causa desta forma a intervenção e a formação desses alunos será uma atividade desafiadora, mas que renderá frutos.

Uma estratégia seria que as escolas trabalhassem desde cedo, no seu currículo direcionando para o tema do meio ambiente, e que também inicie com práticas sustentáveis, assim ajudará a desenvolver a cidadania nas crianças. E está ação deve ser unânime entre escola, poder público e a sociedade.

Uma das discussões diante da sala de aula sobre atitudes oportunas e que são consideráveis é a possibilidade da escola se tornar um espaço não só de estudos, mas, sim de ensino, pesquisa e execução sobre sustentabilidade, envolvendo o alunado a praticar tais atitudes (ou práticas) que impulsione toda comunidade escolar de forma que sobressaia uma cultura sustentável, uma escola onde venha utilizar a sustentabilidade no decorrer do cotidiano, para que essa prática educativa e social, possa acionar outra disciplinas, favorecendo a interdisciplinaridade no processo contínuo, impulsionando um abordagem pedagógica sustentável.

CONCLUSÃO

Conclui-se que o termo Sustentabilidade, garantem extenso limite ao planeta com adequadas condições para a ampliação das distintas formas de existência, até mesmo a humana. Contribui com os recursos naturais necessários para as gerações, permitir a manutenção dos recursos naturais (florestas, matas, rios, lagos, oceanos).

A continuada manifestação na aplicação adequada dos recursos naturais no ensino das escolas públicas municipais, implicará em fortalecimento das práticas educativas sustentáveis nesse ambiente e na certeza que poderemos ter um ambiente sustentavelmente equilibrado, que futuramente irá beneficia não a nós mesmos, mas de modo geral.

A análise permite comprovar que atos em pequenas escolas podem dinamizar toda a comunidade do entorno, modificando hábitos sociais e posturas ecológicas contribuindo para o desenvolvimento sustentável de toda uma comunidade.

REFERÊNCIAS:

BRASIL. Lei 12.305 de 02 de agosto de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos sólidos e dá outras providências. Diário Oficial da República Federativa do Brasil. Brasília, 2010.
CORNÉLIO – UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO. Lixo e cidadania. Entrevista com Maurílio Rodrigues (coordenador de operações da LIMPEL. Disponível em: . Acesso em: 22 out. 2010.
FADIN, Carlos Alberto; HEGEL SANTOS, Marta. Lixo e impactos ambientais perceptíveis no ecossistema urbano. Sociedade & Natureza. jun. 2008. Uberlândia, 2008. Disponível em: www.sociedadenatureza.. Acesso em: 21 out. 2010.
FERNANDEZ, F.A dos S. O poema imperfeito: crônicas de Biologia, conservação da natureza e seus heróis. 2. Ed. Curitiba: UFPR, 2004.
FERREIRA, A. B. de H. Dicionário Aurélio. Rio de Janeiro. Nova Fronteira, 1999
GAZINEU. Curso de direito ambiental brasileiro. 8. ed. rev. atual. e ampl. São Paulo, Saraiva, 2007.
INSTITUO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. Censo 2.000.
Indicadores de Desenvolvimento sustentável; disposição de resíduos sólidos urbanos. Disponível em < http://www.ibge.gov.br/ibgeteen>. Acesso em 10 nov. 2014.
MAGRO DIONYSIO, Luis Gustavo; BARBOSA DIONYSIO, Renata. Lixo urbano: descarte e reciclagem de materiais. FTD SP.
MACHADO, Paulo Affonso Leme. Direito Ambiental Brasileiro. 15. ed. rev. atual. e ampl. São Paulo: Malheiros, 2007.
MAGRO DIONYSIO, Luis Gustavo; BARBOSA DIONYSIO, Renata. Lixo urbano: descarte e reciclagem de materiais. 2008. Disponível em: http://web.ccead.puc-rio.br/condigital/mvsl/Sala%20de%20Leitura/conteudos/SL_lixo_urbano.pdf . Acesso em: 22 out. 2010.
Módulo: vida e meio ambiente – Salvador – 2006.
___________________; Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – SENAR – Módulo: Resíduo sólidos – Salvador – 2006.
OLIVEIRA. Substratos à base de composto de lixo urbano para a produção de plantas ornamentais. Brasília, 1996. pdf . Acesso em: 15 out. 2010.
Programa Despertar – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – SENAR –
RUSSO Direito do ambiente: a gestão ambiental em foco. Doutrina, jurisprudência, glossário. 5. Ed. ref., atual. e ampl. – São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2003.
TUAN, Y. F. Topofilia: Um estudo da percepção, atitudes e valores do meio ambiente. Tradução de Lívia de Oliveira. São Paulo; Rio de Janeiro, Difel 1980.
Débora Barros Andrade -  Doutoranda em Ciências da Educação pela Unisal
Giovanna Freire de Oliveira Lima - Doutoranda em Ciências da Educação UNISAL.
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DRA. FRAUDE DENUNCIA REVISTAS CIENTÍFICAS FALSAS
Gina Kolata, Estadão Internacional, 22/04/2017

O pseudônimo da candidata não era exatamente sutil para alguém que conhecesse polonês. A inicial do meio e o sobrenome da autora, Anna O. Szust, significa “fraudadora”. Suas publicações eram falsas, assim como seus títulos. Os capítulos do livro que ela listou entre suas publicações não puderam ser encontrados, mas talvez esta não tenha sido uma surpresa, porque a editora do livro também era falsa.

Entretanto, quando Dra. Fraude se candidatou ao cargo de editora em 360 revistas acadêmicas de acesso aberto, 48 a aceitaram e quatro a nomearam editora-chefe. Ela recebeu duas propostas para lançar uma nova revista com o cargo de editora-chefe. Uma delas, inclusive, enviou-lhe um e-mail, que dizia: “É com prazer que incluímos seu nome como editora-chefe de nossa revista sem qualquer responsabilidade”.

Mal sabiam que estavam sendo vítimas de uma armação, montada por pesquisadores que queriam chamar a atenção e documentar o lado sórdido das publicações de acesso aberto. Embora este tipo de revista tivesse começado com a aspiração honesta de tornar os trabalhos científicos disponíveis a todos, sua proliferação teve consequências indesejadas.
As revistas tradicionais são mantidas por assinantes que pagam uma taxa, enquanto os autores não pagam para ser publicados. Os não assinantes só podem ler os trabalhos se pagarem à revista cada vez que desejarem consultá-los.

As revistas de acesso aberto, por sua vez, invertem este modelo. Os autores pagam e os artigos publicados são oferecidos gratuitamente aos leitores.

Publicar em uma revista de acesso aberto pode ser dispendioso — as revistas extremamente conceituadas da Biblioteca Pública de Ciência (PLOS na sigla em inglês) cobram de US$ 1.495 a US$ 2.900, dependendo da publicação que aceitar o trabalho.

Nem todos previram o que aconteceria em seguida, ou até que ponto a coisa chegaria. O modelo de empresa de acesso aberto gerou um mundo nebuloso de publicações predatórias, como foram chamadas. Elas podem ter nomes parecidos com os de revistas legítimas, mas se mantêm publicando praticamente tudo o que lhes enviam mediante pagamento de uma taxa que pode variar de US$ 100 a milhares de dólares.

A taxa frequentemente é de US$ 100 a US$ 400, disse Jeffrey Beall, bibliotecário da área de comunicações acadêmicas da Universidade de Colorado, Denver, porque as revistas competem pelo pagamento dos clientes. Evidentemente, é mais fácil para as revistas predadoras manterem taxas baixas, uma vez que seus gastos são mínimos.

Os pesquisadores decidiram não listar as revistas envolvidas na tramoia, afirmando que algumas têm nomes tão parecidos com os de publicações legítimas que poderiam gerar confusão.

Agora, existem milhares de revistas de acesso aberto, aproximadamente tantas quantas são as legítimas, segundo um dos criadores de Dra. Fraude, Katarzyna Pisanski, pesquisadora da Escola de Psicologia da Universidade de Sussex, na Inglaterra.

Quando os pesquisadores enviam trabalhos para as revistas falsas, “eles são publicados com uma rapidez espantosa, frequentemente sem revisão pelos pares”, ela contou.

Nem todos os que publicam nestas revistas são ingênuos, porém. “Acredito que existam inúmeros pesquisadores e acadêmicos, atualmente empregados, que usaram como parte das próprias credenciais publicações pagas em revistas, de maneira a garantir seus empregos e conseguir promoções”, disse Beall.

Pisanski e seus colegas pesquisadores comunicaram às revistas que aceitaram a Dra. Fraude que ela gostaria de retirar sua candidatura ao cargo de editora. Mas não foi fácil. A Dra. Fraude continua como integrante dos conselhos editoriais de pelo menos 11 destas publicações.

E está inclusive listada como membro do conselho de assessores da Comissão de Indexação das Revistas de Acesso Aberto. Sua missão? “Aumentar a visibilidade e a facilidade do uso de revistas acadêmicas de acesso aberto”.

 

 


 

GIANT SEQUOIAS AND REDWOODS: THE LARGEST AND TALLEST TREES
Jessie Szalay, LiveScience, 04.05.2017

 

Redwood trees reach the sky in California's Big Basin Redwoods State Park.
Credit: Felix LipovShutterstock

Giant sequoias and California redwoods (also called coast redwoods) are nature's skyscrapers. These enormous trees exist primarily in Northern California, Oregon and Washington and though they have a number of common characteristics, including distinctive cinnamon-red bark, they are different species.

Giant sequoias

Giant sequoias can grow to be about 30 feet (9 meters) in diameter and more than 250 feet (76 m) tall. The biggest of these behemoths is General Sherman, a giant sequoia in Sequoia National Park. General Sherman stands 275 feet (84 m) tall, has a 102-foot (31 m) circumference, and weighs an incredible 2.7 million lbs. (1.2 million kilograms).
Giant sequoias can live to 3,000 years, with the oldest on record living more than 3,500 years. When they die, it is often indirectly because of root rot or another weakening of the base. Fire, root rot and dry spells do not typically affect the whole tree but if they destabilize the base, gravity can eventually take the tree down, according to Scientific American. This process takes a long time, as evidenced by the fact that sequoias are some of the longest living organisms on the planet.  

Mature sequoias lack branches on the lower half of their trunks. Sequoia trunks taper as they rise, forming a rounded top where individual branches sweep downward. Their green leaves are small, scale-like, and arranged in spirals. Both male and females cones are carried on the same tree.

Sequoias grow naturally along the western slope of the Sierra Nevada mountain range, between 5,000 and 7,000 feet (1,524 and 2,134 m) above sea level and far inland. That elevation provides the trees with dry mountain air necessary for their cones to open and release seeds. The snowpack from the Sierra Nevada provides sequoias with the thousands of gallons of water every day. Sequoias have shallow roots and require well-drained soil.

Because of its brittle texture, the sequoia is not a valuable lumber species. It was, nevertheless, logged extensively around the turn of the 20th century. Originally, sequoias could be found throughout the Northern Hemisphere. Today, they are found only in 77 scattered groves in Northern California. Among the places that preserve giant sequoias are Sequoia National Forest, Sequoia National Park, and Giant Sequoia National Monument.

A woman stands against a giant sequoia in Sequoia National Park in California.
Credit: Rob van Esch Shutterstock

Droughts in California have scientists worried about sequoia health. The drought of the 2010s left many sequoias stressed from lack of water, according to Scientific American. Though sequoias usually die under their own weight, recently scientists have seen some die still standing, and others exhibiting symptoms of dehydration, including brown foliage at the top of the tree. One scientist told PBS in 2015, "The trees are definitely as stressed as we've ever seen giant sequoia."

Not all giant sequoia are suffering from the drought, however. Deborah Zierten, education and interpretation manager with the Save the Redwoods League told LiveScience that a giant sequoia's response to drought is dependent on location. "There are some parks where they have seen a decline in recent years and others where the growth seems to be the same." The differences could be attributed to fire suppression, weather, location and amount of snowmelt exposure, and density of the trees. "There could be competition in some areas," Zierten said.

Fire suppression is another threat to giant sequoias. "Giant sequoias are very dependent on fire," said Zierten. Fire helps release the seeds from their cones, recycle nutrients in the soil, reduce competition from other trees, remove undergrowth and expose bare soil in which new seedlings can take root and open holes in the forest canopy, which let in sunlight for young seedlings.

"There's been a lot of fire suppression over the last 100 or so years," said Zierten. "Some of the parks are trying to reintroduce fire to clear out that understory and stimulate growth."

Researchers are working to understand how climate change is and will continue to affect giant sequoias. Lack of precipitation from snowmelt will probably be the biggest threat, said Zierten. Increased wildfires could also impact sequoias.

Redwoods

These tallest of trees reach heights of more than 350 feet (107 m). The tallest tree in the world is named Hyperion, which reaches 379.7 feet (115.7 m). Redwoods can achieve a diameter of 24 feet (7 m), and 1.6 million lbs. (725,700 kg). These giants can live to be 2,000 years old and have graced the planet for more than 240 million years. Though they once thrived throughout much of the Northern Hemisphere, today redwoods are only found on the coast from central California through southern Oregon. They do not live more than 50 miles inland, and are usually found in long belts, rather than small groves.

True to their name, coast redwoods need a moderate, coastal climate to survive. They require the area's frequent fog to protect them from dry spells and drought. Like sequoias, redwoods require abundant water to drink and have shallow root systems. Redwoods, however, get their water from rain rather than snowmelt, and therefore require consistent rainfall throughout the year. They even "create" their own rain by trapping fog in their lofty branches. With the right amount of moisture, redwoods can grow two or three feet in a year, making them one of the fastest-growing conifers in the world.

In contrast to their size, redwoods have extremely small cones — about one inch long. They have appropriately large root systems, however, often extending 100 feet (30 meters) and intertwining with the roots of other redwoods, according to the California Department of Parks and Recreation. Baby redwoods often sprout at their parents' base, latching onto their roots for nutrients. For this reason, they often grow in circular clusters sometimes called fairy rings.

The coast redwood's lumber has been highly valued historically. It is durable, resistant to rot and termites, non-warping, and relatively soft. For this reason, it has been extensively logged. Since logging began in the 1850s, 95 percent of old-growth coast redwoods have been cut down, according to the Sempervirens Fund. Today, many redwoods exist in protected forests and parks.

The changing climate presents problems for redwoods. A warmer climate may result in less rain, and perhaps more concerning, less fog, which has historically been the tree's defense against dry spells, according to an ongoing study by a group of University of California-based researchers. Fog in northern California and Oregon is on the decline because of climate change and the expanding human population along the coasts, which produce "urban heat islands," according to a UC Merced researcher with the study.

On the other hand, a long-term study conducted by the Save the Redwoods League found that coastal redwoods have seen unprecedented growth over the last 100 years. They are still trying to understand why but one theory involves lessening fog in those areas. "We can't necessarily attribute the spike in growth to any one particular thing, but we know there has been a decrease in fog in the last 100 years," said Zierten. "This means sunnier days, and on sunnier days they are able to photosynthesize a lot. That could be a possibility."

Climate change

Many studies suggest that redwoods and sequoias may also play an important part in mitigating climate change, according to Zierten. The trees have the ability to pull in and store dangerous carbon, keeping it from wreaking havoc on the climate. "Ancient redwood forests store at least three times more carbon above ground than any other forests on Earth," according to a Redwoods and Climate Change Initiative study.

Zierten emphasized that these studies have focused on ancient, or old-growth, forests. The trees there are bigger so they are able to store more carbon. "Because they are such long-lived trees, they are able to keep that carbon in their wood for a very, very long time," she said. "But it's really about the forest, not the individual trees. Even the fallen logs store carbon, as do the under-story plants."
For this reason, Zierten recommends that conservation organizations focus on preserving and restoring the old-growth forests that we still have, rather than planting more and more trees. "With second-growth forests, one of our goals is to do restoration to make sure they become the old-growth forests of the future," she says. "A huge area of the range is second-growth. We need to take what we have and make sure the forests are healthy and continue to thrive."

Restoration efforts depend on the species and location, but some common techniques include "prescribed burning, clearing out understory, thinning, cutting down smaller trees to give big trees more room to grow and invasive plant removal," said Zierten. The Save the Redwoods League also restores creeks and removes some of the many roads that were built during logging booms and cause erosion.

Furthermore, the iconic status of California redwoods may help maintain public interest in saving these climate-helping trees. Zierten encourages West-Coasters and visitors alike to explore redwoods and sequoias in places beyond Muir Woods and Sequoia National Park. "There are 93 parks that conserve redwood and sequoias," she said.  

Other facts

•    In 1881, in Yosemite National Park, a tunnel was built through the Wawona "Tunnel" tree. It was so big that people could drive their carriages — later their cars — right through. The 2,100-year-old tree fell in 1969 under heavy snowfall (some blame the tunnel's damage). Today, there are three other privately owned tunnel trees that charge a fee to drive through. On January 8, 2017, a massive storm brought down Pioneer Cabin Tree, a popular tunnel tree that the California Department of Parks and Recreation estimated at 100 feet tall.
•    A fallen coast redwood will often send up new shoots, growing new trees off of its trunk. This is called a candelabra tree.
•    Redwoods and giant sequoias were used to build many of the original buildings in San Francisco, Oakland, and Sacramento in the latter 1800s.
•    Redwoods and giant sequoias are adept at — though by no means immune to — surviving fire. Their bark contains no flammable pitch or resin and is extremely thick.

 

 


STEPHEN HAWKING SAYS WE HAVE 100 YEARS TO COLONIZE A NEW PLANET—OR DIE. COULD WE DO IT?
Sarah Fecht, Popular Science – 04.05.2017

Here's what it would take to survive this particular doomsday prophecy
 

Living on Mars would arguably be harder than fixing up our own planet.

Stephen Hawking is making apocalyptic predictions again. The respected theoretical physicist warns that humanity needs to become a multi-planetary species within the next century if we don’t want to go extinct. Last year, he prophesied that we had maybe 1,000 years left on Earth, and the inspiration for this newly-urgent timeline is unclear—except for the fact that Hawking’s new documentary about colonizing Mars is coming out soon.
To be sure, Earth is facing some big problems, including climate change, overpopulation, epidemics, and asteroid strikes. But before we flee this planet like an action hero jumping out of an explosion, let’s think about this for a second. Sure, it’d be great to have a backup civilization somewhere in case asteroids wipe out all life on Earth. And it would be one of the most exciting things humankind has ever done. But what would it actually require?

Finding a second home for humanity

Mars is a somewhat obvious choice because it’s nearby, but it’s not exactly Earth 2.0. In fact, it’s arguably a lot worse off than Earth. It has toxic soil, it’s freezing cold, and the air is unbreathable. Any Martian colony would likely rely on regular care packages from home, which would not work well if Earth was done-zo.

If we really want to find the perfect home away from home, we could look to other star systems: with billions of planets in the Milky Way, there’s a good chance some will have water, land, and breathable air. But so far we haven’t found Earth’s twin, and our telescopes don’t have the kind of resolution that could tell us in detail what an exoplanet is like. Also, it would take hundreds of years to get there, and if those passengers don’t die along the way, they’d likely evolve into a new species before they even got to their new planet.

Bringing enough people

We would need to send significant numbers of people to other worlds in order to ensure the survival of the human species. Small colonies are subject to genetic anomalies from inbreeding, and vulnerable to getting wiped out in accidents.

NASA’s missions to Mars will likely only carry as many as six people at a time to the red planet. SpaceX wants to develop an Interplanetary Transport System to deliver 100 Martian settlers at a time, but at the moment it is nothing more than an imaginary behemoth.

The interstellar route is even more challenging, because we don’t even have an imaginary spacecraft capable of supporting thousands of people for hundreds of years on an interstellar journey.

And in either case, there’s always the politically charged question of: who goes and who stays? Do poor and disadvantaged people get left behind on a hellish world?

Could we make Mars look like Earth?

Making ourselves at home

If we really want to thrive on another planet, we’ll probably have to adapt the environment to suit our needs. Sure, we might be able to terraform Mars, but it would take about 100,000 years for its atmosphere to become breathable. Hope you’re not in a rush to go outdoors without a gas mask anytime soon.

Paying for it

NASA’s Journey to Mars is expected to cost up to $1.5 trillion. And that’s just for the first crews. Later on, launches bringing settlers and supplies to the colony would probably still cost hundreds of millions of dollars each.

And SpaceX’s plan to build the Interplanetary Transport System sounds great, but CEO Elon Musk has been very open about saying the company has no idea how it would pay for such a vessel.

And exactly who would pay to colonize Mars? Why would the U.S. government spend all that money to sustain a colony? What would we get out of it, besides better chances for the survival of our species? Will the Martian colony produce valuable exports, besides the (obviously awesome) scientific discoveries that would come out of it?

Surely there are a few wealthy Earthlings willing to pay millions of dollars each for a ride to and a habitat on an alien world, but the majority of folks who want to go to the red planet hope to come home afterwards.

Solving the problems that are killing Earth

History has a tendency to repeat itself. Even if we do successfully colonize another planet, we’ll still have to solve all the problems that Earth currently faces. Our technologies are just as likely to destroy the environment on other planets, and epidemics and asteroids could wipe out a Martian settlement much easier than they could obliterate the entire population of Earth.

The television show that Stephen Hawking is promoting is all about how human ingenuity is solving the challenges of colonizing Mars. Well, surely if we can figure out how to survive on a completely alien world, then we can figure out how to survive in our own home—possibly a lot more easily and cheaply than the alternative.

 


Estatísticas de inscrições da Reunião Regional da SBPC no Cariri (Final)

 

Inscrições por Categorias:

Estudante da Educação Básica ou Técnica

153

Estudante de Graduação

3404

Professor da Educação Básica ou Técnica

177

 Estudante de Pós-Graduação

128

Docente de Ensino Superior

136

Pesquisador

11

Profissionais Diversos

36

Total 1

4045

   

Monitor

183

Palestrante

127

Cortesia

8

SBPC Jovem

35

Comissão Local

45

Total 2

398

   

Total geral (Total 1 + Total 2)

4443

 


Credenciamentos:

Dia

Quantidade

02/05/2017

1148

03/05/2017

1171

04/05/2017

505

05/05/2017

221

Total

3045

 

 

Inscrições por Estados:

UF

Quantidade

CE

4071

PE

173

RN

49

PI

37

SP

22

RJ

16

MA

14

DF

13

PB

9

BA

8

PA

7

MG

5

GO

4

RS

4

AL

3

PR

2

SC

2

SE

2

MS

1

Estados

20

 

 

Inscrições por Cidades:

UF

Cidade

Quantidade

AL

ALAZÃO

1

AL

MACEIÓ

1

BA

CAMACARI

2

BA

JUAZEIRO

3

BA

PORTO SEGURO

1

BA

REMANSO

1

BA

SENHOR DO BONFIM

1

CE

ABAIARA

14

CE

ACOPIARA

2

CE

AIUABA

3

CE

ALTANEIRA

21

CE

AMONTADA

1

CE

ANTONINA DO NORTE

10

CE

ARACATI

2

CE

ARACOIABA

1

CE

ARARIPE

12

CE

ASSARE

35

CE

AURORA

9

CE

AUTANEIRA

3

CE

BARBALHA

198

CE

BARRO

33

CE

BREJO SANTO

40

CE

CAMOCIM

5

CE

CAMPOS SALES

43

CE

CARIRIACU

71

CE

CARIUS

2

CE

CARTO

1

CE

CAUCAIA

1

CE

CRATEUS

1

CE

CRATO

1510

CE

ERERE

2

CE

FARIAS BRITO

63

CE

FORTALEZA

77

CE

FRECHEIRINHA

1

CE

GRANJA

1

CE

GRANJEIRO

5

CE

ICO

8

CE

IGUATU

47

CE

IPAUMIRIM

1

CE

IRACEMA

1

CE

ITAPAGE

1

CE

ITAREMA

1

CE

JARDIM

63

CE

JUAZEIRO DE BAIXO

5

CE

JUAZEIRO DO NORTE

1398

CE

LAVRAS DA MAGABEIRA

3

CE

LAVRAS DA MANGABEIRA

7

CE

LIMOEIRO DO NORTE

2

CE

MARACANAU

3

CE

MARANGUAPE

1

CE

MARCO

1

CE

MAURITE

1

CE

MAURITI

63

CE

MILAGRES

36

CE

MISSÃO NOVA

1

CE

MISSÃO VELHA

51

CE

MOMBACA

1

CE

MUCAMBO

1

CE

NOVA FLORESTA

1

CE

NOVA OLINDA

42

CE

NOVO OLINDA

1

CE

PEDRA BRANCA

2

CE

PENAFORTE

2

CE

PEREIRO

2

CE

PORTEIRAS

15

CE

POTENGI

18

CE

QUIXELO

1

CE

RUSSAS

1

CE

SABOEIRO

4

CE

SALITRE

1

CE

SANTANA DO ACARAU

1

CE

SANTANA DO CARIRI

49

CE

SANTANA DO CARRIR

1

CE

SOBRAL

7

CE

TARAFAS

1

CE

TARRAFAS

4

CE

TAUA

2

CE

UMARI

1

CE

VÁRGEA ALEGRE

1

CE

VARJOTA

1

CE

VARZEA ALEGRE

26

DF

BRASILIA

10

DF

CEILÂNDIA

1

DF

PLANALTINA

2

GO

FORMOSA

1

GO

RIO VERDE

2

GO

VALPARAÍSO DE GOIAS

1

MA

BACABAL

4

MA

CAXIAS

5

MA

GRAJAU

1

MA

SÃO LUIS

4

MG

BELO HORIZONTE

1

MG

JUIZ DE FORA

2

MG

LAVRAS

1

MG

UBERLANDIA

1

MS

CAMPO GRANDE

1

PA

BREVES

6

PA

CUITÉ

1

PB

ALAGOA GRANDE

3

PB

AREIAS

1

PB

CAJAZEIRAS

2

PB

CAMPINA GRANDE

1

PB

JOÃO PESSOA

2

PB

SÃO JOÃO DO RIO DO PEIXE

1

PE

ARARIPINA

3

PE

BELEM DE SÃO FRANCISCO

1

PE

BODOCO

8

PE

CABO DE SANTO AGOSTINHO

1

PE

CABROBO

1

PE

CARIRIMIRIM

1

PE

CARPINA

1

PE

CEDRO

26

PE

EXU

54

PE

GRANITO

9

PE

IPUBI

2

PE

JABOATÃO DOS GUARARAPES

1

PE

MOREILÂNDIA

30

PE

MORELÂNDIA

5

PE

OURICURI

9

PE

PESQUEIRA

1

PE

PETROLINA

4

PE

RECIFE

10

PE

SALGUEIRO

15

PE

SANTA CRUZ

1

PE

SERRA TALHADA

2

PE

SERRITA

6

PE

TRINDADE

4

PE

TRIUNFO

1

PI

FRONTEIRAS

7

PI

IPIRANGA DO PIAUI

1

PI

PATOS DO PIAUI

1

PI

PICOS

26

PI

TERESINA

1

PI

VALENCA DO PIAUI

1

PR

CURITIBA

2

RJ

RIO DE JANEIRO

16

RN

ACU

1

RN

ALEXANDRIA

3

RN

DOUTOR SEVERIANO

1

RN

ENCANTO

2

RN

FRANCISCO DANTAS

1

RN

ITAU

1

RN

JARDIM DO SERIDO

1

RN

LUIS GOMES

1

RN

MACAU

6

RN

NATAL

5

RN

PARNAMIRIM

2

RN

PAU DOS FERROS

18

RN

PORTALEGRE

1

RN

SÃO MIGUEL

4

RN

SEVERIANO MELO

2

RN

TABOLEIRO GRANDE

1

RS

PELOTAS

1

RS

PORTO ALEGRE

3

SC

FLORIANÓPOLIS

1

SC

LAGES

1

SE

ARACAJU

1

SE

SÃO CRISTOVAO

1

SP

ARARAQUARA

1

SP

CAMPINAS

2

SP

CRAVINHOS

1

SP

ITAPECERICA

1

SP

JAGUARIÚNA

1

SP

MOGI DAS CRUZES

1

SP

PIRACICABA

3

SP

RIO CLARO

1

SP

SAO CARLOS

1

SP

SÃO PAULO

11

 

4443

 

 


SECRETARIA REGIONAL DE PERNAMBUCO

Prof. Marcos Antonio Lucena - Secretário Regional

Profa. Rejane Mansur Nogueira - Secretária Adjunta

 

José Antônio Aleixo da Silva (Editor)Professor titular da UFRPE e membro da Diretoria da SBPC.

Bianca Pinto Cardoso
Designer do Jornal

 

Sobre a SBPC-PE

Somos uma Secretaria Regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), entidade civil e sem fins lucrativos voltada para a defesa do avanço científico, tecnológico e do desenvolvimento educacional e cultural do Brasil.

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