Notícias

Jornal Eletrônico da SBPC/PE #7 Ano: 2

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Notícias:

MARCHA PELA CIÊNCIA EM RECIFE
Marcos Lucena, Secretário Regional da SBPC-PE

SOCIEDADE BRASILEIRA PARA O PROGRESSO DA CIÊNCIA
COMISSÃO ELEITORAL - ELEIÇÕES 2017
SEGUNDA CIRCULAR AOS SÓCIOS

PRÊMIO RICARDO FERREIRA AO MÉRITO CIENTÍFICO: CIÊNCIAS HUMANAS, LETRAS E SOCIAIS, EDIÇÃO 2017
Facepe

I ENCONTRO REGIONAL DA REDE BRASIL-ALEMANHA PARA
INTERNACIONALIZAÇÃO DO ENSINO SUPERIOR

ALEMANHA QUER AMPLIAR COOPERAÇÃO COM BRASIL EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA
Agência Abipti

CIENTISTA BRASILEIRA ESTÁ ENTRE OS CEM MAIS INFLUENTES
Terra

O QUE PROFESSORES BRASILEIROS PENSAM SOBRE REPROVAÇÃO
Marina Lopes - PORTAL APRENDIZ

UNB 55 ANOS: OS DESAFIOS DO PASSADO, DO PRESENTE E DO FUTURO
Isaac Roitman*

EDUCAR PARA CONSTRUIR UM MUNDO CIVILIZADO
Isaac Roitman*, Correio Braziliense

SECRETÁRIOS DEFENDEM REFORMULAÇÕES EM LEIS DE INCENTIVO À INOVAÇÃO
Agência ABIPTI 

CNBB, OAB E COFECON DIZEM NÃO À REFORMA DA PREVIDÊNCIA

OPINIÃO: A INTERNET DAS COISAS
Guy Perelmuter*, O Estado de S. Paulo e GeoDireito

FIBRA ÓPTICA DE SEMICONDUTOR PROMETE ACELERAR A INTERNET
Site Inovação Tecnológica

PROFESSOR DA UFMG É O NOVO MEMBRO HONORÁRIO DE ACADEMIA NORTE-AMERICANA DA ÁREA DE ENGENHARIA AMBIENTAL
Agência de Notícias UFMG

UNIVERSIDADE EGÍPCIA BUSCA PROFESSORES DE PORTUGUÊS
Instituto de Cultura Árabe


HARRY HUSKEY, PIONEERING COMPUTER SCIENTIST, IS DEAD AT 101
SAM ROBERTS
The New Yok Times

SCIENCE’S WAR ON ART FRAUD
Andrew Masterson, Cosmos

 


 

MARCHA PELA CIÊNCIA EM RECIFE
Marcos Lucena, Secretário Regional da SBPC-PE

 

A Marcha pela Ciência em Recife, aconteceu no dia 22/04/2017, das 14h às 17h, no Recife Antigo tendo sido realizada pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) Regional PE, que estimou entre 200 a 250 pessoas durante todo o evento.

A Marcha contou com o apoio e participação de várias Instituições de Ensino e Pesquisa, tais como, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Regional da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Espaço Ciência, Associação dos Engenheiros de Pesca de Pernambuco (AEP-PE), Associação dos Docentes da Universidade Federal Rural de Pernambuco (ADUFERPE), Universidade de Pernambuco (UPE), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), etc., além do grupo do Projeto SBPC Vai à Escola e alunos de graduação e pós-graduação.
 


Durante a concentração do evento no Marco Zero, foram distribuídos folders explicativos sobre a Marcha e representantes institucionais fizeram uso da palavra.

Em seguida a palavra foi franqueada ao público presente. Durante as falas destacaram-se os apelos da população e da comunidade científica para a conscientização dos dirigentes, tomadores de decisão, na formulação de políticas públicas que valorizem a pesquisa científica, o meio ambiente, e melhorem o orçamento federal em Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) e Educação, de modo a garantir a continuidade de diversas pesquisas no país, tendo em vista que em 2010 o orçamento em CT&I era da ordem 8,8 bilhões de reais, caindo para 2,8 bilhões em 2017.

Foi esclarecido a todos da importância da participação de Recife nesse evento mundial, junto das 610 Marchas Satélites no Mundo, e junto das 25 em todo o Brasil, pertinentemente escolhido no dia 22/04, Dia Internacional da Terra.
 


Às 16h, aconteceu a Marcha pelas ruas do Recife Antigo até a Praça da República na frente do Palácio do Governo de Pernambuco. Ao final da Marcha, após a dispersão, parte dos participantes posaram para um registro fotográfico, em frente ao Baobá na Praça da República.

A SBPC Regional PE agradece a todos parceiros pela colaboração na organização e realização do evento, bem como o apoio na segurança ao evento efetuado pela Secretaria de Defesa Social (SDS-PE) e pela Secretaria de Segurança Urbana (Prefeitura do Recife - PCR).
 


 
Esse link disponibiliza fotos e vídeos do evento Marcha para Ciência. Pedimos a quem tirou alguma foto ou gravou algum vídeo que faça o upload nessa pasta!
 
 


SOCIEDADE BRASILEIRA PARA O PROGRESSO DA CIÊNCIA
COMISSÃO ELEITORAL - ELEIÇÕES 2017
SEGUNDA CIRCULAR AOS SÓCIOS

  Aos Sócios da SBPC

A Comissão Eleitoral 2017 apresenta aos associados da SBPC as indicações do Conselho para concorrer aos cargos de Diretoria para o biênio 2017-2019 e à renovação de parte do Conselho para o quadriênio 2017-2021, de acordo com os termos e cronograma estabelecidos na 1ª. Circular aos Sócios, divulgada em 06/MAR/2017, disponível em http://portal.sbpcnet.org.br/eleicoes-2017. Outra maneira de indicação de candidatos está descrita no final de cada um dos itens abaixo.

Em tempo, comunicamos a mudança na Comissão Eleitoral em virtude da candidatura da Conselheira Lucile Maria Floeter Winter, que foi substituída pela Conselheira Regina Pekelmann Markus, e a presidência da Comissão Eleitoral passa a ser exercida pela Conselheira Leticia Veras Costa Lotufo.

Cargos em disputa:

a)    DIRETORIA (lista proveniente de indicação do CONSELHO da SBPC):

 

  • Presidente

Ildeu de Castro Moreira

  • Vice-Presidentes
    (2 vagas)

 

Adalberto Luis Val 

Carlos Roberto Jamil Cury

Dante Augusto Couto Barone 

Vanderlan da Silva Bolzani

  • Secretário-Geral

 

Paulo Roberto Petersen Hofmann

  • Secretários
    (3 vagas)

Ana Maria Bonetti

Antonio Carlos Souza Lima

Antonio José Silva Oliveira

Claudia Masini d’Avila Levy

Marilene Correa da Silva Freitas 

Sidarta Ribeiro 

  • 1o Tesoureiro

 

Lucile Maria Floeter Winter

  • 2o Tesoureiro

 

Roseli de Deus Lopes

 Como já divulgado na 1ª. Circular, grupos de 100 sócios ativos poderão indicar nomes para qualquer um dos cargos da Diretoria. Os nomes propostos poderão ser enviados para a Comissão Eleitoral da SBPC, em documento contendo a assinatura de pelo menos 20 sócios ativos. Esses nomes serão disponibilizados na página da SBPC, após o que outros sócios ativos poderão apoiá-los usando seu login e senha individuais. Aqueles candidatos que alcançarem o número mínimo de 100 apoios até o dia 12 de maio terão seus nomes colocados na cédula juntamente com os dos candidatos indicados pelo Conselho.


b)    CONSELHO – (lista de candidatos proveniente de indicação do CONSELHO da SBPC).
Área A (AC, AM, AP, MA, PA, RO, RR, TO- 3 vagas) -Alfredo Wagner Berno De Almeida (AM), Antonio Rafael da Silva (MA), Cynthia Carvalho Martins (MA), Edna Maria Ramos de Castro (PA), Gislene Almeida Carvalho Zilse (AM) e Horácio Schneider (PA).  


Área B (AL, BA, CE, PB, PE, PI, RN, SE - 2 vagas) - José Antonio Aleixo da Silva (PE), Lindberg Lima Gonçalves (CE), Marta Maria Castanho Almeida Pernambuco (RN) e Rute Maria Gonçalves de Andrade (PI).


Área C (DF, GO, MG e MT - 1 vaga) - Romão da Cunha Nunes (GO).


Área E (SP - 1 vaga) - Adilson J. Oliveira (São Carlos) e Walter Colli (SP).


Área F (MS, PR, RS e SC - 3 vagas) - Araci Asinelli Luz (PR), Carlos Alexandre Netto (RS), Ivo Leite Filho (MS), Maíra Baumgarten (RS), Mario Steindel (SC) e Samuel Goldenberg (PR).


Grupos de 40 sócios ativos poderão indicar nomes para as vagas do Conselho (ver 1ª. Circular), a partir de apresentação inicial de pelo menos 10 sócios ativos. Esses nomes serão disponibilizados na página da SBPC, após o que outros sócios ativos poderão apoiá-los usando seu login e senha individuais. Aqueles candidatos que alcançarem o número mínimo de 40 apoios até o dia 12 de maio terão seus nomes colocados na cédula juntamente com os dos candidatos indicados pelo Conselho. A nominata dos Conselheiros com mandato em curso está disponível:  http://portal.sbpcnet.org.br/


c)    SECRETARIAS REGIONAIS:

Para esta eleição serão colocados em disputa os cargos de Secretários Regionais e Secretários Adjuntos. Estão aptos a eleger Secretarias Regionais os seguintes Estados (com no mínimo 50 sócios ativos): Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Pará, Paraná, Pernambuco, Maranhão, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo (Sub Áreas I, II e III) e Rio Grande do Sul, bem como o Distrito Federal. Grupos de 10 sócios ativos poderão indicar nomes para as vagas colocadas em votação para as Secretarias Regionais até o dia 12 de maio. Os nomes enviados para a Comissão Eleitoral serão colocados na cédula juntamente com os dos candidatos indicados pelo Conselho. Por estarem exercendo seu segundo mandato consecutivo, não poderão ser reeleitos os atuais Secretários Regionais do Goiás, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e São Paulo Sub Área III.


Informações adicionais:
·     o Calendário Geral das eleições SBPC 2017 poderá ser encontrado no Anexo.

·     o teor da presente circular e a atualização de informações sobre o processo eleitoral serão divulgados pelo Jornal da Ciência (impresso e eletrônico) e estarão disponíveis na página http://portal.sbpcnet.org.br/ onde também poderão ser consultados o Estatuto e o Regimento Geral da SBPC;

·     pedidos de outras informações e/ou esclarecimentos, bem como envio de sugestões e/ou críticas, deverão ser feitos exclusivamente por escrito à presidente da Comissão Eleitoral, pelo e-mail abaixo.


Comissão Eleitoral
E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.,
Rua Maria Antônia, 294 - 4º andar - 01222-010 São Paulo, SP

 


 

 

PRÊMIO RICARDO FERREIRA AO MÉRITO CIENTÍFICO: CIÊNCIAS HUMANAS, LETRAS E SOCIAIS, EDIÇÃO 2017
Facepe

COMUNICADO

 A FACEPE concederá este ano o primeiro Prêmio Ricardo Ferreira ao Mérito Científico, a um destacado pesquisador com atuação em Pernambuco e contribuição científica de reconhecido impacto nacional na grande área das Ciências Humanas, Letras e Sociais.

Conforme estabelecido pela Resolução 002/2014 do Conselho Superior, foi designado pela Presidência da FACEPE um Comitê de Busca, o qual deverá colher indicações de candidatos por meio de consulta a instituições, analisa-las e submeter uma lista de dois a três nomes para escolha e decisão pelo Conselho Superior da FACEPE.

Foi instituído pela Resolução nº 001/2017 o Comitê de Busca do Prêmio Honorífico “Prêmio Ricardo Ferreira ao Mérito Científico: Ciências Humanas, Letras e Sociais”, edição 2017.

Em sua primeira reunião, o Comitê de Busca decidiu que deveria ser providenciada ampla divulgação desta oportunidade e que, considerando o perfil de potenciais candidatos, as indicações devem ser encaminhadas por programas de pós-graduação e por instituições com tradição de pesquisa nas áreas relacionadas a esta edição do Prêmio: Ciências Humanas, Letras e Sociais.
 
O Prêmio será entregue durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, em outubro do corrente ano. Em atendimento ao calendário, o Comitê de Busca deve entregar as indicações ao Conselho Superior até o final de julho.
 
Assim sendo, as indicações solicitadas às instituições precisam ser recebidas na FACEPE, aos cuidados de Mônica Mendonça, no período de 17/04/2017 a 02/06/2017.

As indicações submetidas ao Comitê de Busca pelas entidades qualificadas deverão ser devidamente justificadas e acompanhadas de currículo descritivo detalhado de cada candidato, bem como, de lista assinada por 20 pesquisadores com reconhecida e comprovada atuação na grande área do Prêmio, explicitando apoio à referida indicação. Cada pesquisador deve apoiar somente um dos nomes indicados.
 
Qualquer dúvida sobre a Premiação pode ser remetida ao email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou esclarecida pelo telefone nº 3181 4612.

http://www.facepe.br/premio-ricardo-ferreira-ao-merito-cientifico-2017-comunicado/

http://www.facepe.br/instituido-o-comite-de-busca-do-premio-ricardo-ferreira-ao-merito-cientifico-ciencias-humanas-letras-e-sociais-edicao-2017/ 

 


I ENCONTRO REGIONAL DA REDE BRASIL-ALEMANHA PARA
INTERNACIONALIZAÇÃO DO ENSINO SUPERIOR

10/05/2017- quarta-feira - manhã

9:00-10:00

Mesa Redonda  

Visão Institucional de Cooperação Acadêmica com Alemanha

Palestrantes:

Ernani Rodrigues de Carvalho - Pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UFPE

Madalena Guerra - Pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da UFRPE

Tereza Cartaxo –Pró-Reitora da Universidade de Pernambuco –UPE

Coordenador: Leonor Maia - UFPE

 

10:00-10:30

Debates

 

10:30-11:00

Intervalo

 

11:00-12:00

Mesa Redonda II

Experiências bem-sucedidas de Cooperação Brasil-Alemanha

Palestrantes:

Marianna Siegmund-Schultze (TU Berlin), Hagen Koch (PIK); Maria do Carmo Sobral (UFPE)

José Antônio Aleixo da Silva (UFRPE)

Fernando Buarque (UPE)

Coordenadora: Edvânia Torres (UFPE)

12:00-14:00

Almoço

 

 

10/05/2017- quarta-feira à tarde

14:00-14:30

Palestra IV

Como aprender alemão facilmente

Palestrante: Paul DAAD

14:30-15:30

Palestra III

Perspectivas de Inovação

Palestrante: Solange Coutinho – Diretora da Positiva (UFPE)

Coordenador: Pedro Bezerra (CHESF)

15:30-16:00

Debates

 

16:00-16:30

Intervalo

 

16:30-17:30

Mesa Redonda III

Agenda Futura de Parceria Brasil-Alemanha

Martina Schulze (DAAD), Aronita Rosenblatt (FACEPE), Maria do Carmo Sobral (REBRALINT/UFPE)

17:30- 18:00

 

Cerimônia de Encerramento

 

 


 

ALEMANHA QUER AMPLIAR COOPERAÇÃO COM BRASIL EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA
Agência Abipti Ter, 25/04/2017

O embaixador da Alemanha no Brasil, Georg Witschel, visitou nesta semana o Centro Regional da Amazônia (CRA) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em Belém (PA). Witschel pretende iniciar cooperações nas áreas de ciência e tecnologia, para fomentar a atração de investimentos, estimular as exportações e importações, fortalecer parcerias comerciais com o Estado e incentivar a integração política, econômica e cultural.


Na visita ao CRA/INPE, o embaixador destacou a intenção de fortalecer políticas de proteção e uso sustentável das florestas amazônicas, combate ao desmatamento e redução de gases do efeito estufa para o enfrentamento às mudanças climáticas.


"A cooperação alemã com o Brasil já proporcionou a vinda de consultores e instrutores ao Inpe e hoje, conhecer o Centro Regional da Amazônia, diante da relevância de suas produções e avanço em geotecnologias para o monitoramento por satélite de florestas tropicais, tem feito parte do interesse e da agenda de representantes internacionais que estejam de passagem pelo Pará, ou, em alguns casos, ocorrendo exclusivamente para esta finalidade", ressaltou a chefe do CRA/Inpe, Alessandra Gomes, ao recepcionar o embaixador alemão.


Georg Witschel conheceu o Projeto de Capacitação em Monitoramento de Florestas por Satélite (Capacitree), iniciativa do Inpe que gera material didático e treina técnicos através de cursos nas modalidades presencial e online, para que se tornem aptos a operar metodologias de monitoramento e assim sejam capazes de reproduzir em seus países o sistema de monitoramento brasileiro. O Brasil é o único país do mundo a possuir um sistema deste consolidado.


Em seguida, o embaixador visitou a sala do Projeto TerraClass, que utiliza técnicas de sensoriamento remoto e geoprocessamento para qualificar o desflorestamento em toda a Amazônia Legal, por meio de imagens de satélites do sistema Prodes, e já gerou dados sobre o uso da terra na região para os anos de 2004, 2008, 2010, 2012 e 2014. As informações obtidas pelo TerraClass correspondem a um avanço no conhecimento do uso e cobertura da terra na Amazônia. O trabalho é feito através de parceria do CRA/INPE com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) – unidades Amazônia Oriental (PA) e Informática Agropecuária (SP).


O embaixador da Alemanha no Brasil esteve acompanhado do cônsul Paul Steffen, do representante da Câmara de Indústria e Comércio Brasil-Alemanha, Thomas Timm, e do diretor da Germany Trade e Invest, Edwin Schuh.


(Informações do INPE)

 

 


CIENTISTA BRASILEIRA ESTÁ ENTRE OS CEM MAIS INFLUENTES
Terra, 25/04/2017

Entre as 100 pessoas mais influentes do mundo escolhidas este ano pela revista norte-americana Time figuram dois brasileiros. Um deles é o mundialmente conhecido jogador de futebol Neymar Jr. A outra é a médica epidemiologista Celina Turchi, de 64 anos, cientista brasileira nascida em Goiás que atua como pesquisadora convidada na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Pernambuco.

Citada na categoria Pioneiros, Celina, é professora aposentada da Universidade Federal de Goiás (UFG) e ganhou o título de influenciadora mundial pelo papel que desenvolveu na investigação dos casos de microcefalia e a relação com o vírus Zika. Foi ela a responsável por formar uma rede, com cerca de 30 de profissionais de diversas especialidades e instituições, reunidos no Merg - Microcephaly Epidemic Research Group (Grupo de Pesquisa da Epidemia de Microcefalia). O grupo de pesquisadores conseguiu identificar como o vírus Zika e a microcefalia estavam associados em apenas três meses - em janeiro de 2016 os estudos começaram e em abril já havia fortes indícios da relação.

No fim do ano passado, Celina Turchi foi citada na lista dos dez cientistas mais importantes de 2016 da revista Nature (uma das publicações científicas mais importantes do mundo), pelo mesmo motivo. Apesar da notoriedade no meio científico, a pesquisadora se considera apenas uma "representante" do setor, que até hoje trabalha em conjunto para responder as tantas questões ainda em aberto sobre o vírus Zika e suas consequências.

Em entrevista à Agência Brasil, a cientista fala sobre o reconhecimento que recebe hoje (25), no Lincoln Center, em Nova Iorque, defende a manutenção de recursos para o meio científico, opina sobre o setor público de saúde no Brasil, além, é claro, de comentar sobre o assunto que lhe rendeu fama internacional: o vírus Zika e a síndrome congênita causada por essa arbovirose.

A pesquisadora Celina Turchi foi citada na lista de 100 pessoas mais influentes no mundo, pela revista Time. Ela trabalhou com o grupo de cientistas que descobriu a relação entre casos de grávidas com Zika e o nascimento de bebês com microcefalia

A pesquisadora Celina Turchi foi citada na lista de 100 pessoas mais influentes no mundo, pela revista Time. Ela trabalhou com o grupo de cientistas que descobriu a relação entre casos de grávidas com Zika e o nascimento de bebês com microcefalia.   Foto: Agência Brasil

Agência Brasil: Você foi um dos destaques da revista Nature em 2016 e agora está entre as 100 pessoas mais influentes do mundo, segundo a revista Time. O que passa pela sua cabeça ao ser reconhecida dessa forma? Até pensando de outro jeito: uma mulher cientista é uma das representantes brasileiras em listas de pessoas que fazem a diferença no mundo.

Celina Turchi: Eu gosto quando você coloca "representante". É isso que eu me sinto, uma representante do grupo de investigadores e profissionais de saúde brasileiros que se empenharam tanto, desde o início dos acontecimentos extraordinários, do ponto de vista científico, que ocorreram no Brasil no segundo semestre de 2015 e que estamos acompanhando até agora.

Agência Brasil: E para o meio científico brasileiro como um todo, esse reconhecimento influencia?
Celina Turchi: Eu acho que todo o reconhecimento de algum dos pares é bem-vindo, porque traz à tona essa possibilidade de visibilidade. Normalmente o grupo de cientistas almeja, quando muito, o reconhecimento entre os próprios cientistas. Dificilmente existe esse reconhecimento social. Mas eu acho que esse reconhecimento é importante principalmente em momentos onde se há menção de retirada de recursos para a pesquisa. Para que se entenda que a manutenção e o aprimoramento de instituições de ensino e pesquisa públicas, não só no Brasil, mas no mundo, são essenciais para dar respostas a ameaças em saúde, como essa que ocorreu.

Agência Brasil: Você é pesquisadora convidada da Fiocruz e, em outras entrevistas, falou que tem consciência do investimento feito pelo Estado brasileiro na formação da sua carreira, já que teve bolsa para estudar no exterior, trabalhou na Federal de Goiás. Seria possível avançar tão rápido nas descobertas com o seu grupo, o MERG, sem que o Brasil tivesse uma estrutura pública na área de saúde que tem atualmente? Como você avalia o setor público de saúde no país?
Celina Turchi: Eu acho que as evidências que tivemos nessa epidemia é que o setor público de saúde do Brasil, não só de atendimento, como de pesquisa, eles têm áreas de excelência. Basta lembrar que os primeiros casos foram notificados por neurologistas, a doutora Ana Van der Linden e a doutora Vanessa Van der Linden, que trabalhavam em hospitais públicos do Recife. Também teve a contribuição enorme do doutor Carlos Brito, um médico infectologista que formulou essa primeira hipótese, da possibilidade de que uma epidemia [de Zika] pudesse estar causando microcefalia. E a quantidade de pesquisadores que tinham uma experiência, um trânsito internacional muito grande com laboratórios produzindo antígenos, testes laboratoriais que pudessem ser aplicados.
Então, eu vejo que a manutenção de institutos de saúde públicos, de centros de excelência no país, isso é parte essencial até de uma estratégia de segurança. Porque as epidemias, principalmente de saúde pública, são uma ameaça local e podem ser uma ameaça global, como foi essa, que ainda persiste. E também por uma de redução do impacto econômico que as epidemias causam, acho que a gente tem que no mínimo manter e reforçar essas instituições e a formação de pessoal.

Agência Brasil: O setor privado não conseguiria substituir essa rede?
Celina Turchi: As estruturas que eu conheço de pesquisa no mundo inteiro são - principalmente em áreas de doenças infecciosas - de responsabilidade e considerada estratégicas para o país. Os Estados Unidos têm uma rede, um Centro para Controle e Prevenções de Doenças, o CDC [na sigla em inglês], que é quem dá as diretrizes e normativas, que é uma instituição pública gerenciada pelo governo, porque isso faz parte da segurança do país.

Agência Brasil: Você falou sobre a epidemia de vírus Zika como uma ameaça que ainda persiste. Como ela está se configurando atualmente? A gente pode considerar que houve um pico no passado e existem menos casos de fato, ou ainda não chegou o tempo de uma nova epidemia?
Celina Turchi: Acho, sim, que houve uma redução de casos, em relação ao Nordeste. As epidemias virais se traduzem por aumentos e depois reduções do número de casos, então essa redução pós epidêmica é esperada. Mas como isso vai evoluir, se a gente vai ter outros picos epidêmicos, só vamos saber com um monitoramento. Nós não temos ainda todos os elementos para fazer uma predição: população infectada, introdução de outros vírus que podem potencializar a ação deste, quantidade de vetores, como as pessoas se mobilizam.
Agora, eu não tenho dúvida nenhuma de que as arboviroses [como a dengue e a zika] passaram a ser uma ameaça nas cidades pela desigualdade, por esse mosaico que a gente tem nas nossas cidades, de ilhas de riqueza rodeadas por extrema pobreza e habitação muito precária, o que facilita a proliferação de vetores em áreas urbanas.

Agência Brasil: Essa seria uma das questões para entender como foi o surgimento da microcefalia em diferentes regiões do país? Porque o Nordeste foi mais afetado, registrou mais casos.
Celina Turchi: Nós não temos ainda muita clareza... esse parece ser um dos fatores, mas não temos ainda evidências muito sólidas. Temos alguns estudos que mostram que existem diferenças intraurbanas na distribuição dos casos da síndrome de zika congênita, sendo que os locais com mais casos têm piores condições socioeconômicas. Isso ficou muito claro pra cidade do Recife.

Agência Brasil: Quais as outras questões que o grupo que você coordena estão tentando responder atualmente? Existe alguma resposta nova? Por exemplo: por que o vírus afeta alguns bebes e outros não?
Celina Turchi: Atualmente tem um grupo coordenado pelo doutor Ricardo Ximenes [professor da Universidade Federal e da Universidade Estadual de Pernambuco] que está acompanhando um grupo grande de gestantes para responder perguntas em relação a que semestre ou trimestre gestacional a infecção viral afeta mais o bebê. Essas crianças nascidas de mães infectadas durante a gestação, independente de ter ou não microcefalia, estão sendo acompanhadas em outros projetos. Esses projetos são grandes consórcios internacionais. Um deles é o Zika Plan, com 25 universidades e instituições de pesquisa públicas do mundo. Outro grupo - o CNPQ junto com o Ministério da Saúde e a Capes - também fez um grande esforço colaborativo para projetos que estão sendo coordenados em diferentes áreas por outros membros desse grupo, que estão investigando o que acontece com essas crianças nascidas de mães infectadas, independentemente se apresentam alterações ou não no momento do nascimento, para saber se, a longo prazo, serão afetadas.

Agência Brasil: As descobertas feitas pelo grupo que você coordena ajudaram os serviços de saúde do mundo e, no Brasil, a gente teve um momento de expansão de serviços do SUS para atender gestantes e bebês que não estavam somente nas capitais. Mas ainda há limitações. Mães que entrevistei este ano falam da dificuldade de encontrar serviços especializados no interior, por exemplo, ainda mais porque novas consequências do vírus são descobertas na medida em que os bebês vão crescendo.
Celina Turchi: Exatamente.

Agência Brasil: Que resposta o Estado brasileiro, pensando em governo federal, estadual e municipal, devem dar daqui pra frente? Qual o grande desafio da organização do atendimento?
Celina Turchi: Eu acho que é inserir o atendimento às crianças não só com infecção congênita por zika, mas também por sífilis. Um programa de atendimento que tenha continuidade, que seja adequado e entenda também essa necessidade de apoio aos familiares. Essas crianças são um impacto de grande monta na vida das famílias, principalmente das mulheres.

Agência Brasil: E uma pergunta para inspirar pessoas, especialmente mulheres fora do eixo Rio-São Paulo, que queiram seguir carreira científica: como foi sua trajetória até se deparar com esse desafio histórico?
Celina Turchi: Eu diria que a vida das mulheres da minha geração não foi diferente. Eu casei, tive filhos, tive que em algum momento interromper a minha formação. Contei, durante a minha trajetória acadêmica, com o apoio incondicional dos meus familiares e dos meus filhos. Fui bolsista do CNPq na London School como o que eles chamam de "mature student", um estudante não tão jovem. Então eu diria para os mais jovens e, especialmente para as mulheres, que embora as carreiras femininas possam não parecer às vezes tão linerares quanto às masculinas, por causa da gestação, de alguns anos de menor produtividade, que a vida é sempre surpreendente.

É isso, não sei se... não me sinto exemplo, mas sinto muito orgulho de fazer parte desse grupo de pessoas que trabalha, na maioria das vezes no anonimato, e que vez por outra se vêem em situações extraordinárias. Poder contribuir numa situação extraordinária, do ponto de vista científico, e numa situação trágica, do ponto de vista social, e se sentir fazendo parte dos eventos, acho que é tudo que a gente pode almejar de uma trajetória profissional.

 

 


O QUE PROFESSORES BRASILEIROS PENSAM SOBRE REPROVAÇÃO
Marina Lopes - PORTAL APRENDIZ - 24/04/2017

Nas últimas décadas, diversos estudos buscaram compreender os efeitos da reprovação no percurso escolar de um aluno. O assunto, no entanto, ainda divide opiniões de educadores brasileiros. Enquanto 13% dos professores são contrários a essa prática e 9,4% dizem ser a favor da retenção, outros 78% dos docentes adotam uma postura intermediária – eles concordam ou discordam parcialmente da medida.


Os dados fazem parte da pesquisa “Crenças de professores sobre reprovação escolar”, divulgada pelo Cenpec (Centro de Pesquisas e Estudos em Educação, Cultura e Ação Comunitária). Com a intenção de analisar as principais crenças sobre os efeitos dessa prática na educação básica, o levantamento considerou as respostas de mais de 5 mil docentes, espalhados por todas as regiões do país.


Entre outros resultados, o estudo demonstra que quanto mais os professores conhecem os efeitos da repetência, menos eles tendem a concordar com a prática. “Quem tem mais conhecimento sobre os efeitos da reprovação no aluno vai tender a ser contrário. O professor pode até achar que o aluno ganhou alguma coisa, mas as pesquisas mostram que ao longo do tempo esse ganho se perde e o problema da autoestima permanece”, avalia Vanda Ribeiro, pesquisadora do Cenpec e professora da pós-graduação em educação da UNICID (Universidade Cidade de São Paulo).


Ao analisar as crenças dos professores em relação ao tema, a pesquisa também identificou como o perfil docente pode influenciar em sua adesão à reprovação. Entre outros dados, os educadores favoráveis consideram a meritocracia como um bom critério de distribuição de conhecimento, são partidários da avaliação normativa e possuem menos tempo de experiência docente.


Segundo a pesquisadora, a percepção dos educadores sobre o tema também pode estar relacionada às experiências individuais de cada um. “Os professores adquirem suas crenças em muitos lugares, ao longo da sua trajetória como alunos, nas suas formações iniciais e continuadas ou até mesmo no contexto de escola em que atuam”, diz.
A pesquisa realizada pelo Cenpec integra uma investigação internacional, feita em parceria com a Universidade de Genebra, sob a coordenação do pesquisador belga Marcel Crahay. Aqui no Brasil, o estudo também contou com apoio financeiro da Fundação Tide Setubal.


Apesar dos estudos da Bélgica, Romênia e Suíça ainda estarem em andamento, quando prontos eles podem integrar um panorama maior que retrata percepção de educadores sobre a reprovação escolar. “As pesquisas que são feitas em outros países podem ajudar a reforçar os pesos dos nossos próprios achados”, menciona Vanda. De acordo com a pesquisadora, a análise desses resultados pode ajudar a entender as crenças que permanecem ouse modificam conforme o contexto educacional de cada local.


No Brasil, conforme os dados do Censo Escolar 2015, as taxas de reprovação ainda apresentam números preocupantes: o índice de retenção nos anos iniciais do ensino fundamental chega a 5,8%, sobe para 11,1% nos anos finais e alcança 11,5% no ensino médio. Esse número é ainda maior no primeiro ano do ensino fundamental, com 16,6% dos alunos reprovados.


Tendo como base esse cenário, o estudo também faz uma revisão da literatura e resgata o histórico de políticas públicas criadas nos últimos anos para reverter os altos índices de reprovação e evasão escolar. Entre as experiências apresentadas, está a da rede municipal de São Paulo que organizou o ensino fundamental em ciclos com progressão continuada, possibilitando que o aluno não seja retido antes de completar cada ciclo.


A pesquisa também cita as redes estaduais de ensino de São Paulo, Minas Gerais, Pará, Paraná, Goiás e Rio de Janeiro, que nos anos de 1980 começaram a implementar o Ciclo Básico de Alfabetização, que previa a progressão continuada do 1º para o 2º ano.


Apesar de não ser contrária à progressão continuada, a professora de português Silmara Regina Colombo, de Sertãozinho (SP), destaca que as políticas públicas deveriam prever um melhor acompanhamento para os alunos do ciclo que estão com dificuldades de aprendizagem. “A minha sugestão é que a progressão continuada viesse acompanhada de inovações na educação e que houvesse realmente um acompanhamento de recuperação paralela”, defende a educadora, que atua na rede pública estadual de São Paulo.


Ao opinar sobre o assunto, a educadora Maribeth Paes dos Santos, de Uberlândia (MG), diz acreditar que os modelos atuais de avaliação não são suficientes para medir o desempenho dos estudantes e verificar se eles estão aptos a seguir para as próximas etapas. “Eu sou contrária a reprovação do jeito que ela acontece hoje nas escolas. As avaliações são muito quantitativas, elas não conseguem medir o qualitativo”, menciona.

 

 


 

UNB 55 ANOS: OS DESAFIOS DO PASSADO, DO PRESENTE E DO FUTURO
Isaac Roitman*

A Universidade de Brasília foi inaugurada, em 21 de abril de 1962, no auditório Dois Candangos, com a promessa de reinventar a educação superior, entrelaçar as diversas formas de saber e formar profissionais engajados na transformação do país. Alguns meses antes o Presidente da República João Goulart sancionou a Lei 3.998 que autorizou a criação da Universidade. Um trio de ouro, Darcy Ribeiro, Anísio Teixeira e Oscar Niemeyer, foram os principais protagonistas desse ato de ousadia. Darcy definiu as bases da nova Universidade, Anísio planejou o modelo pedagógico e Oscar transformou as ideias em arquitetura contemporânea.

 A experiência inovadora teve vida curta: 03 anos e 06 meses.  Em outubro de 1965 em ato de solidariedade à demissão arbitrária de 29 docentes, 223 professores se demitiram interrompendo os sonhos de seus criadores. A epopeia dos primeiros anos e a crise foram relatados pelo então coordenador geral dos Institutos Centrais de Ciências e Tecnologia, Roberto Salmeron no livro que se tornou um clássico na história da UnB: “A Universidade Interrompida Brasília 1964-1965”.

Lentamente nos 10 anos que se seguiram (1965 -1975) a UnB foi repovoada por Professores que criaram e consolidaram excelentes núcleos de ensino, pesquisa e extensão em várias áreas de conhecimento. Nessa fase de reconstrução a UnB teve de conviver com as atrocidades do regime militar, destacando-se a invasão de 1968 registrada no épico documentário de Vladimir Carvalho: Barra 68.

 Atualmente a UnB tem a vocação de ser uma Universidade inclusiva e de qualidade. Ela deve ser uma instituição inovadora redefinindo o papel dos Professores para que a aprendizagem seja prazerosa, com motivação e com o protagonismo dos estudantes. A valorização e a simetria dos três pilares: ensino, pesquisa extensão deve ser uma meta importante. Tendo em vista o precário ensino básico no país é uma prioridade o envolvimento da UnB e de outras Universidades para a melhoria do ensino básico. Não teremos uma Universidade de qualidade se os egressos do ensino básico não tiverem motivação, criatividade, imaginação e pensamento crítico. Nesse contexto a formação de professores contemporâneos para o ensino básico é fundamental. A presença permanente de estudantes do ensino básico na UnB é um importante para estimular os anseios e sonhos de nossas crianças e jovens.
 
Olhando para o futuro será importante a correta utilização dos avanços nas tecnologias de comunicação e informação e a substituição de aulas expositivas por análise de temas e resolução de problemas. A promoção e consolidação de valores e virtudes – a ética, a solidariedade, o diálogo, etc. – em todo o sistema educacional e sobretudo no ensino superior será importante para termos uma sociedade civilizada e ética, sem injustiças sociais e que proporcione uma vida digna a todos os brasileiros. A produção de conhecimento – pesquisa e inovação – deverá ter como foco a melhoria da qualidade de vida da sociedade. Os desafios são grandes para que tenhamos um Brasil sempre melhor. Viva os pioneiros da UnB. Viva a UnB.

* Isaac Roitman é doutor em Microbiologia, professor emérito da Universidade de Brasília, coordenador do Núcleo de Estudos do Futuro (n.Futuros/CEAM/UnB), membro titular de Academia Brasileira de Ciências. Ex-decano de Pesquisa e Pós-Graduação da UnB, ex-diretor de Avaliação da CAPES, ex-coordenador do Grupo de Trabalho de Educação, da SBPC, ex-sub-secretário de Políticas para Crianças do GDF. Autor, em parceria com Mozart Neves Ramos, do livro A urgência da Educação.

* Isaac Roitman - Professor emérito e coordenador do Núcleo de Estudos do Futuro da Universidade de Brasília, pesquisador emérito do CNPq, membro da Academia Brasileira de Ciências e membro do Movimento 2022 O Brasil que queremos.

 

 


 

EDUCAR PARA CONSTRUIR UM MUNDO CIVILIZADO
Isaac Roitman*, Correio Braziliense, 24/04/2017

As questões relativas entre a educação e os caminhos para uma civilização virtuosa são complexas. Para avançarmos, é necessária uma releitura da própria visão de educação, com um novo olhar para um futuro que nos espera. É indiscutível que o primeiro passo na educação básica é prover a competência na linguagem das letras e dos números. De um lado, é importante que o estudante seja também capacitado para exercer uma profissão que lhe proporcione uma vida digna. Em adição o educando deve ser preparado para um convívio virtuoso com seus semelhantes e com a natureza. Infelizmente os processos educativos formais (escola) e os informais (mídia) estão contaminadas com estímulos ao individualismo, à violência, ao egoísmo, à intransigência, à intolerância, à competitividade, aos preconceitos etc. Por outro, é importante que, no convívio familiar, na mídia e sobretudo na escola, o educando seja preparado para uma vida cidadã virtuosa.

A cidadania plena garante direitos civis (liberdade, política, participação na vida pública etc.) e sociais (moradia, educação, saúde, mobilidade, segurança etc.). No entanto, ela impõe deveres como o respeito à lei, à convivência social civilizada e à preservação do meio ambiente. Os educadores devem ter a consciência de que seus valores pessoais e preconceitos não devem influenciar os seus educandos. Nesse contexto, diferentemente dos que pregam a escola sem partido, nenhum tema do passado, do presente e do futuro deverão ser excluídos do debate e da reflexão no ambiente escolar.

O professor contemporâneo necessita ter o domínio do conteúdo, a atualização tecnológica e a capacidade de comunicação. Além disso, uma postura ética.

No ambiente familiar, os valores de convivência devem ser promovidos nos hábitos, costumes, entretenimento, relações com a comunidade, entre outros. As consolidações desses valores são fundamentais nas atitudes que devem ser voltadas para a liberdade, a ética, a justiça, a tolerância, a solidariedade, a consciência ecológica, o respeito e a generosidade. Repetidamente muitos falam e escrevem que a educação deve ser a prioridade das prioridades. É um discurso maravilhoso, mas não pode só ficar na retórica. Educação deve ser uma política permanente do Estado e não de governos que às vezes promovem pequenas melhorias visando à publicidade e a dividendos para as campanhas eleitorais.

A atual educação no Brasil é precária em todos os seus níveis. Como aponta Gustavo Ioschpe, as avaliações nacionais e internacionais mostram que a única igualdade do nosso sistema educacional é demonstrar de ser igualmente péssimo. Levaremos décadas para a conquista da educação de qualidade para todas as crianças e jovens. Para isso, temos que começar a construção de um sistema de educação pública que seja compatível com a realidade do século 21. Nesse contexto, é importante considerar a velocidade cada vez maior na introdução de novos conhecimentos. No século passado, ele dobrava a cada 100 anos. Estima-se que, daqui há a três anos serão necessárias 12 horas para atingir essa marca.

O estudante, desde a primeira infância até a pós-graduação, como pregava Paulo Freire, deve ser um protagonista no processo educacional. A valorização do professor é uma premissa de uma boa educação e seu trabalho dever ter um reconhecimento social. Ele não pode, como no passado, ser o principal agente de acesso ao conhecimento. Deve ser um estimulador, um identificador das potencialidades e deficiências de cada um de seus estudantes. Os conteúdos trabalhados em ambiente escolar deverão ser ligados à realidade. Os avanços das tecnologias de informação e comunicação devem ser utilizados com inteligência e sabedoria. O conforto ambiental das escolas nos seus aspectos térmicos, luminosos, acústicos, lúdicos e funcionais, devem ser observados. A cumplicidade da escola com as famílias e com a sociedade é um pré-requisito essencial. Uma gestão eficiente e moderna é também fundamental. Os desafios são grandes. Lembremos o pensamento de Euclides da Cunha: "Estamos condenados à civilização. Ou progredimos ou desaparecemos". Não vamos mais adiar a reconstrução de nosso sistema educacional para que possamos ter um Brasil justo e civilizado.
 
* Isaac Roitman - Professor emérito e coordenador do Núcleo de Estudos do Futuro da Universidade de Brasília, pesquisador emérito do CNPq, membro da Academia Brasileira de Ciências e membro do Movimento 2022 O Brasil que queremos.

 


SECRETÁRIOS DEFENDEM REFORMULAÇÕES EM LEIS DE INCENTIVO À INOVAÇÃO
Agência ABIPTI  20/04/2017

Revisar as leis do Bem e de Informática, reformar fundos de financiamento e concluir a regulamentação do Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação (Lei 13.243/2016). Esses pontos foram defendidos, nesta quarta-feira (19), pelos secretários do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), em audiência pública na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática do Senado Federal (CCT).

Para o secretário de Política de Informática do MCTIC, Maximiliano Martinhão, é necessário adaptar a Lei de Informática (8.248/1991), em julgamento pela Organização Mundial do Comércio (OMC) após Japão e União Europeia (UE) condenarem políticas brasileiras de incentivos fiscais à produção local. “Vamos precisar contar com o Congresso Nacional, para que os ajustes necessários sejam feitos e mantenham os resultados positivos em torno dela, como a geração de empregos, o aumento da arrecadação tributária direta e a prática de pesquisa e desenvolvimento dentro de empresas."

Segundo Martinhão, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) orientou o MCTIC a aguardar o julgamento, previsto para o próximo semestre: "Nós já temos mapeadas todas as alterações que eventualmente precisem ser feitas."

Já o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, Alvaro Prata, recordou que o MCTIC recebeu as propostas da comunidade científica e do setor produtivo para a regulamentação do Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação. "Estamos finalizando neste momento o decreto, a ser editado pela Casa Civil da Presidência da República", afirmou Prata.

Prata também informou aos senadores que o MCTIC discute a revisão da Lei do Bem (11.196/2005) pela qual são concedidos incentivos fiscais a pessoas jurídicas que busquem inovar com pesquisa e desenvolvimento. "Estudamos ampliar seus benefícios para um público maior", disse. "O cenário de potenciais beneficiárias está hoje em torno de 40 mil a 50 mil empresas e, no ano passado, apenas 1,2 mil empresas fizeram uso do instrumento. É necessário então alcançar mais companhias, em busca de estimular mais tecnologia no ambiente industrial."

Além disso, na visão dele, os parlamentares podem contribuir na recomposição do orçamento do MCTIC, ao se conscientizar da "importância de se manter investimento constante" em ciência, tecnologia e inovação. "Diante das dimensões do país, de sua economia e de sua população, uma estrutura complexa como a nossa precisa ser irrigada, sobretudo em momentos de dificuldade, quando temos que fazer opções, porque esses investimentos geram benefício no futuro."

Fust

Maximiliano Martinhão convidou os senadores a debater a proposta do ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, para elaborar um projeto de lei que impeça o contingenciamento de recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) a partir de 2020, apresentada em audiência pública da CCT em 29 de março.

Desde 2000, o Fust arrecada valores mediante a cobrança de um percentual da receita das operadoras, a fim de financiar a implantação de serviços onde o setor não é economicamente viável. O objetivo atual é atender a população sem acesso à banda larga.

 


CNBB, OAB E COFECON DIZEM NÃO À REFORMA DA PREVIDÊNCIA

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, a Ordem dos Advogados do Brasil-OAB e o Conselho Federal de Economia-COFECON, conscientes da importância da Previdência Social para o povo brasileiro, e preocupados com a proposta de reforma encaminhada pelo Executivo ao Congresso Nacional, vêm, conjuntamente, reiterar sua posição sobre a Reforma da Previdência-PEC 287/2016.

Nenhuma reforma que afete direitos básicos da população pode ser formulada, sem a devida discussão com o conjunto da sociedade e suas organizações. A Reforma da Previdência não pode ser aprovada apressadamente, nem pode colocar os interesses do mercado financeiro e as razões de ordem econômica acima das necessidades da população. Os valores ético-sociais e solidários são imprescindíveis na busca de solução para a Previdência.

As mudanças nas regras da Seguridade Social devem garantir a proteção aos vulneráveis, idosos, titulares do Benefício de Prestação Continuada-BPC, enfermos, acidentados, trabalhadores de baixa renda e trabalhadores rurais. Atenção especial merecem as mulheres, particularmente na proteção à maternidade.

Sem números seguros e sem a compreensão clara da gestão da Previdência, torna-se impossível uma discussão objetiva e honesta, motivo pelo qual urge uma auditoria na Previdência Social. Não é correto, para justificar a proposta, comparar a situação do Brasil com a dos países ricos, pois existem diferenças profundas em termos de expectativa de vida, níveis de formalização do mercado de trabalho, de escolaridade e de salários. No Brasil, 2/3 dos aposentados e pensionistas recebem o benefício mínimo, ou seja, um salário mínimo e 52% não conseguem completar 25 anos de contribuição.

A PEC 287 vai na direção oposta à necessária retomada do crescimento econômico e da geração de empregos, na medida em que agrava a desigualdade social e provoca forte impacto negativo nas economias dos milhares de pequenos municípios do Brasil.

É necessário que a sociedade brasileira esteja atenta às ameaças de retrocesso. A ampla mobilização contra a retirada de direitos, arduamente conquistados, perceptível nas últimas manifestações, tem forçado o governo a adotar mudanças. Possíveis ajustes necessitam de debate com a sociedade para eliminar o caráter reducionista de direitos.

As entidades infra firmadas convidam seus membros e as organizações da sociedade civil ao amplo debate sobre a Reforma da Previdência e sobre quaisquer outras que visem alterar direitos conquistados, como a Reforma Trabalhista. Uma sociedade justa e fraterna se fortalece, a partir do cumprimento do dever cívico de cada cidadão, em busca do aperfeiçoamento das instituições democráticas.

Brasília, 19 de abril de 2017.
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB
Ordem dos Advogados do Brasil-OAB
Conselho Federal de Economia-COFECON

 


OPINIÃO: A INTERNET DAS COISAS
Guy Perelmuter*, O Estado de S. Paulo e GeoDireito

O prefixo “inter”, de origem latina, pode ser traduzido como algo que une elementos, algo que está “entre” esses elementos. A palavra “net”, em inglês, quer literalmente dizer “rede”. Ou seja, a “internet” é a tecnologia que permite a conexão de diversas redes diferentes, colocando-se em uma posição intermediária - ou de integração - entre elas.

A origem do que conhecemos como Internet (com “i” maiúsculo) está na década de 60, nos Estados Unidos. O governo (e em particular o Departamento de Defesa) precisava de uma rede descentralizada, evitando que um ataque a um ponto central derrubasse toda estrutura de comunicação entre os computadores da época. As pesquisas iniciais culminaram com a ARPANET (Advanced Research Projects Agency Network, ou Rede da Agência de Projetos de Pesquisa Avançados), precursora da Internet atual, que no final de 1969 conectava quatro computadores - um na Universidade da Califórnia em Los Angeles, um no Instituto de Pesquisas de Stanford, um na Universidade da Califórnia em Santa Bárbara e outro na Universidade de Utah.

A evolução dos protocolos de comunicação e interoperabilidade expandiram a rede, que se manteve restrita aos ambientes acadêmico e militar até o início dos anos 90. De lá para cá, a Internet - que conecta diversas redes de computadores espalhadas pelo planeta - tornou-se parte integrante e fundamental da vida de bilhões de pessoas, formando a infraestrutura básica do mundo moderno.

Durante muito tempo, os únicos elementos que compunham a Internet eram os computadores - algo esperado, uma vez que a mesma foi definida e projetada assim e que a capacidade de integração necessária estava restrita a esses equipamentos. Mas teoricamente (e simplificando um pouco o problema), qualquer dispositivo capaz de “falar” o protocolo da Internet (Internet Protocol, ou simplesmente IP) poderia ser conectado à essa rede de comunicações global: bastava estruturar e organizar a transmissão das informações em “pacotes” digitais e endereçar corretamente cada um deles. Foi exatamente o que os pioneiros da tecnologia de voz sobre IP - ou VoIP - fizeram no início dos anos 90, desenvolvendo telefones que, ao invés de se conectarem à rede de telefonia tradicional já existente (com elevado custo para ligações internacionais), eram ligados na mesma rede de dados que os computadores.

Ao longo das duas décadas seguintes, a expansão das redes de banda larga e acesso cada vez mais universalizado à Internet, aliados ao desenvolvimento de sensores e circuitos de conexão sem fio de baixo custo permitiram que um novo e gigantesco mercado fosse criado, com nome e sobrenome: a Internet das Coisas (ou Internet of Things - IoT).

Qualquer equipamento (ou componente de equipamento) passou a ser considerado como um elemento com potencial para ser adicionado à Internet. Desde aparelhos de uso doméstico e pessoal - carros, motos, geladeiras, câmeras, máquinas de lavar, ar condicionados, luminárias, cafeteiras - até máquinas pesadas, como motores de aviões, locomotivas, sondas de perfuração - passando por dispositivos integrados a seres vivos (pessoas, animais selvagens, gado, plantações e florestas). Todos esses elementos podem agora enviar informações em tempo real para qualquer parte do mundo, sendo analisadas por algoritmos desenvolvidos especialmente para este fim e capazes de lidar com quantidades inimagináveis de dados.

A consultoria Gartner estima que em 2016 cerca de 6,4 bilhões de unidades estavam conectadas à Internet, e que esse número irá ultrapassar 20 bilhões em 2020 - e há quem fale em mais de 100 bilhões. Trata-se de uma complexa rede que vai conectar pessoas e máquinas de forma eficiente em todos os ambientes. Como a IoT já está impactando indústrias, cidades e o cotidiano, e quais as possibilidades futuras criadas por esse fenômeno são os temas para semana que vem. Até lá.

* Investidor em novas tecnologias, é Engenheiro de Computação e Mestre em Inteligência Artificial

 



FIBRA ÓPTICA DE SEMICONDUTOR PROMETE ACELERAR A INTERNET
Site Inovação Tecnológica -  24/04/2017

Núcleo de silício amorfo construído no interior de um canal de fibra óptica de quartzo. Imagem: Penn State


Fibra óptica de semicondutor


Um novo tipo de fibra óptica híbrida promete multiplicar a capacidade de transmissão de dados das redes atuais sem grandes revoluções na infraestrutura.


A ideia é substituir o quartzo - ou sílica - das fibras ópticas atuais, um material que é essencialmente um vidro, por um material semicondutor.


As fibras de sílica só podem transmitir dados convertidos em pulsos luminosos. Isso requer equipamentos externos para converter em pulsos de luz os pulsos elétricos dos aparelhos eletrônicos - computadores, por exemplo.


Fibras semicondutoras, por sua vez, poderão transmitir tanto luz quanto os dados eletrônicos e também serão capazes de completar a conversão de dados elétricos para ópticos em tempo de voo durante a transmissão, melhorando a velocidade de transmissão.


A proposta é da equipe dos professores Venkatraman Gopalan e John Badding, da Universidade da Pensilvânia, que publicaram uma série de trabalhos nos últimos meses demonstrando a viabilidade das fibras ópticas semicondutoras.

A equipe já conseguiu fabricar transistores dentro de fibras, mostrando que fibras ópticas com poder de processamento não são um sonho tão distante. [Imagem: He et al./Nature Photonics


Fibras ópticas inteligentes

Na verdade, essa tecnologia começou a ser desenvolvida em 2006, quando a mesma equipe demonstrou a possibilidade de fabricar componentes eletrônicos no interior de uma fibra óptica.


Aos poucos, essas fibras ópticas com semicondutores foram sendo melhoradas, até ganhar poder de processamento.


A equipe conseguiu agora melhorar o núcleo policristalino da fibra fundindo um núcleo de silício amorfo de alta pureza no interior de um capilar de 1,7 micrômetro, perfurado na fibra óptica tradicional de sílica. Depois de ser depositado por um processo a laser, o material se solidifica, formando cristais individuais com um comprimento até 2.000 vezes maior do que sua espessura.
Isto transforma o núcleo policristalino da fibra, cheio de imperfeições, em um cristal único, muito mais eficiente.
"Agora nós podemos construir alguns dispositivos reais, não apenas para telecomunicações, mas também para endoscopia, imageamento, lasers de fibra e muito mais," disse Gopalan.


Bibliografia:

Single-Crystal Silicon Optical Fiber by Direct Laser Crystallization
Xiaoyu Ji, Shiming Lei, Shih-Ying Yu, Hiu Yan Cheng, Wenjun Liu, Nicolas Poilvert, Yihuang Xiong, Ismaila Dabo, Suzanne E. Mohney, John V. Badding, Venkatraman Gopalan
Photonics
Vol.: 4 (1), pp 85-92
DOI: 10.1021/acsphotonics.6b00584

Single-Crystal Germanium Core Optoelectronic Fibers
Xiaoyu Ji, Ryan L. Page, Subhasis Chaudhuri, Wenjun Liu, Shih-Ying Yu, Suzanne E. Mohney, John V. Badding, Venkatraman Gopalan
Advanced Optical Materials
Vol.: 110, 091911
DOI: 10.1002/adom.201600592

A silicon microwire under a three-dimensional anisotropic tensile stress
Xiaoyu Ji, Nicolas Poilvert, Wenjun Liu, Yihuang Xiong, Hiu Yan Cheng, John V. Badding, Ismaila Dabo, Venkatraman Gopalan
Applied Physics Letters
DOI: 10.1063/1.4977852

 

 


 

PROFESSOR DA UFMG É O NOVO MEMBRO HONORÁRIO DE ACADEMIA NORTE-AMERICANA DA ÁREA DE ENGENHARIA AMBIENTAL
Agência de Notícias UFMG

 

O professor Marcos Von Sperling, do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da Escola de Engenharia da UFMG, recebeu, em abril, o título de Membro Honorário Internacional da American Academy of Environmental Engineers and Scientists. O pesquisador é o primeiro brasileiro escolhido pelo conselho de curadores da entidade, sediada nos Estados Unidos, para integrar a academia.

Desde 2014, o título é entregue, anualmente, a pesquisadores que tenham contribuído de forma consistente para o avanço da proteção ambiental ou da saúde humana em seu país. “Essa indicação, além se ser um reconhecimento ao meu trabalho pessoal, também representa a valorização das pesquisas científicas em um país em desenvolvimento como o Brasil”, afirma o professor.

Sperling é doutor em Engenharia Ambiental pelo Imperial College (Inglaterra) e mestre em Engenharia Sanitária pela UFMG ( http://bit.ly/2q6HFml ). Também integrante da International Water Association, ele desenvolve pesquisas nas áreas de avaliação e controle de processos de tratamento de esgotos e poluição das águas.

A Academy of Environmental Engineers and Scientists ( http://www.aaees.org/ ) é uma associação sem fins lucrativos que reúne pesquisadores dos campos da engenharia e ciências ambientais. A entidade oferece treinamentos por meio de workshops e seminários, patrocina conferências universitárias e publica um periódico e outros materiais de referência na área.

 


 

UNIVERSIDADE EGÍPCIA BUSCA PROFESSORES DE PORTUGUÊS
Instituto de Cultura Árabe, 20/04/2017

Instituição de ensino de Assuã procura voluntários para atuarem no seu Departamento de Língua Portuguesa entre outubro deste ano e junho de 2018. Inscrições vão até 10 de maio. Há ajuda de custo pequena.

A Universidade de Assuã, no Egito, seleciona professores de Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa para atuar como voluntários na instituição. Serão escolhidos três profissionais que vão dar aulas das duas matérias e terão ajuda de custo. A universidade prefere mulheres porque consegue disponibilizar vagas na residência universitária feminina. Os homens interessados deverão bancar sua hospedagem.

Os profissionais serão voluntários no Departamento de Língua Portuguesa da Faculdade Al Alsun, de Línguas, da instituição de ensino. A ajuda de custo mensal é de 2.600 libras egípcias, o que pela conversão atual são cerca de US$ 144. As candidaturas devem ser feitas até o dia 10 de maio e os selecionados vão atuar entre 01 de outubro de 2017 e 01 de junho de 2018.

Para participar é preciso ter graduação e mestrado em Letras, com ênfase em Literatura ou Língua Portuguesa. Também é importante saber se comunicar minimamente em inglês e ter disponibilidade de aprender a língua árabe e suas culturas no período. Terão preferência pessoas com experiência na docência de Literaturas de Língua Portuguesa para Estrangeiros.

Os selecionados terão que preparar e dar aulas, elaborar e corrigir provas das disciplinas, cooperar com outros professores no processo educativo, elaborar no final do ano letivo um relatório sobre suas atividades de ensino e pesquisa e participar de sessões de elaboração de materiais didáticos para ensino de Literaturas de Língua Portuguesa.

Eles também precisarão desenvolver projeto de pesquisa sobre Literaturas de Língua Portuguesa. Mediante autorização do Departamento de Língua Portuguesa, poderão representá-lo em atividades acadêmicas no Egito e outros países. No total serão 20 horas semanais de atividades de ensino, pesquisa e gestão acadêmica.

Além da ajuda de custo mensal, a Universidade de Assuã oferece transporte até a universidade, vaga na residência feminina de professoras da instituição e certificado de experiência e conclusão de estágio no Departamento de Língua Portuguesa.

Para se candidatar é preciso enviar currículo e carta de intenções para a universidade no e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Depois da análise do material, os selecionados serão chamados para entrevista virtual via Skype. A divulgação do resultado ocorrerá após 01 de julho. As informações foram divulgadas na página no Facebook do Departamento de Língua Portuguesa.



 


HARRY HUSKEY, PIONEERING COMPUTER SCIENTIST, IS DEAD AT 101
SAM ROBERTS
The New Yok Times, APRIL 20, 2017

Harry Huskey, circa 1950, with an early computer prototype.
Credit via the Computer History Museum

Harry Huskey, one of the last surviving scientists in the vanguard of the computer revolution, who helped develop what was once billed as the first personal computer because it took only one person to operate, though it was the size of two refrigerators, died on April 9 at his home in Santa Cruz, Calif. He was 101.
His death was confirmed by his son, Doug.

Dr. Huskey, a professor emeritus at the University of California, Santa Cruz, began his digital career in the mid-1940s with the Eniac, a behemoth that was considered the country’s first general-purpose programmable electronic computer. A top-secret federal government project at the University of Pennsylvania, it measured 100 feet long, weighed 30 tons and contained 18,000 vacuum tubes.

He later worked with the pioneering British mathematician Alan M. Turing on a prototype of another early computer, the Automatic Computing Engine; oversaw development of yet another, the SWAC (Standards Western Automatic Computer); and in 1954 designed the G-15, a 950-pound predecessor to today’s laptops.

The G-15, a problem-solving computer that could be operated by one person, was sold to the Bendix Aviation Corporation, which sold it to scientific researchers and corporate customers for the retail price of $50,000.

The very word “computer” was so novel that Dr. Huskey described the SWAC as “a large-scale electronic computing machine” when he appeared on the radio quiz show “You Bet Your Life” in 1950 and tried to explain it to the host, Groucho Marx.

“Now, doctor, what is this machine for, this robot?” Groucho asked.“It’s to carry out sequences of computations, to compare figures,” Dr. Huskey patiently explained.

To which Groucho replied, in his signature manner of gigabit-paced repartee: “If you’re going to compare figures, I don’t need an electric brain for that. It’s called an automatic reflex in my case.”

Dr. Huskey’s teammate on the show, a junkman (they were disqualified after they guessed wrong on which state is north of Missouri), estimated the computer’s worth, by weight, at $100. But Groucho presciently described Dr. Huskey’s research as “worthwhile work which will make life easier and better for all of us.” Not even Dr. Huskey, though, quite envisioned the seismic changes his work heralded. “I never dreamed they would happen,” he told the Computer History Museum in Mountain View, Calif., in 2006, as part of an oral-history project.

Dag Spicer, senior curator at the museum, described Dr. Huskey in an e-mail as “a Zelig-like character, present at some of computing’s greatest moments.” “Most of these attainments were accomplished before he was 50, only halfway through his remarkable life,” Mr. Spicer said. “Harry basically lived through and participated in the entire span of the history of electronic computing.”

Harry Douglas Huskey was born in a farmhouse in Whittier, N.C., in the Great Smoky Mountains, on Jan. 19, 1916, just 30 years after the invention of the first commercially successful manual adding machine.

His father, Cornelius, ran an ice cream store and a lumber mill before he uprooted the family when Harry was 2 and moved to a sheep ranch in Idaho. His mother, the former Myrtle Cunningham, was also a rancher.

 

Dr. Huskey in his barn in 1988 with the G-15 — which he designed in 1954 and was billed as the first personal computer — before it was shipped to the Smithsonian Institution.

Harry was inclined to mathematics from an early age. But his first working encounter with electronics, during a high school play, was inauspicious.

“We produced ‘Death Takes a Holiday,’ and I was the electrician,” he recalled in the oral history. “I hung the lights and manned the switchboard during performances. The switchboard had a long handle that stuck out, and it would turn everything off. In the middle of the play, I sat down in the chair and also on that switch handle, turning the lights out!”

The first in his family to attend college, Mr. Huskey graduated with a bachelor’s degree in mathematics and physics from the University of Idaho in 1937. At Ohio University, where he studied briefly, he designed an automatic computer using relays; he eventually abandoned the project.

California Today

The news and stories that matter to Californians (and anyone else interested in the state), delivered weekday mornings.

 “I didn’t complete it because I decided it was much too expensive and that there wasn’t any use for it,” he said.

He earned a master’s and doctorate in math at Ohio State, where he was a teaching assistant in geometry. His best student was Velma Roeth, and they later married. She wrote about computers and assisted her husband in creating computing centers in India and other developing countries. She died in 1991. His second wife, the former Nancy Whitney, died in 2015.

In addition to his son, Dr. Huskey is survived by three daughters, Carolyn Dickinson, Roxanne Dwyer and Linda Retterath; five grandchildren; and one great-granddaughter.

During World War II he tried to enlist but was rejected, he said, because of poor eyesight.

While teaching math to Navy students at the University of Pennsylvania, and in need of extra money to raise his daughters, he signed on part time with a pair of classified government projects at the Moore School of Electrical Engineering there. One was the Eniac (for Electronic Numerical Integrator and Computer); the other, the Edvac (Electronic Discrete Variable Automatic Computer).

It was his first formal exposure to computers and the beginning of a 50-year career at the forefront of the digital information era.

Dr. Huskey worked with Mr. Turing at the British National Physical Laboratory and was chief of machine development at the Institute for Numerical Analysis, part of the United States Bureau of Standards. He taught from 1954 to 1967 at the University of California, Berkeley, where he led research into computer language.

In 1967 he joined the founding faculty of the computer and information science program at the University of California, Santa Cruz. He directed its computer center for a decade and became professor emeritus in 1986.

Dr. Huskey and his first wife were researching a biography of Ada Lovelace, the 19th-century British mathematician who is considered the first computer programmer, when she died. The book was never finished.

In his interview for the Computer History Museum, Dr. Huskey said that the computer revolution he had helped create posed profound questions for society that it had never had to grapple with before.

“What is the effect of almost instantaneous communication on society — the fact that we can look at what’s going on in Burma today and other places? The Constitution was written when you had to go from New York to Boston by horse, and it took you three days, or something. And if you look at it purely as a dynamic system, the stimuli can arrive much faster than you can respond to it.”

“And what do you do about it?” he continued. “I don’t know.”

 


 

SCIENCE’S WAR ON ART FRAUD
Andrew Masterson, Cosmos, 27/04/2017

High-tech methods such as X-ray fluorescence are revolutionizing art conservation and authentication
In 2016 a team of scientists led by David Thurrowgood of the National Gallery of Victoria took a painting by French impressionist Edgar Degas to the Australian Synchrotron in order to solve a long-standing mystery.

Art experts had previously noted that the artwork, Portrait de Femme (1876-1880) had been painted directly over a previous composition. Faint traces of the earlier work were visible but the piece was otherwise completely obscured – probably as the artist intended.


Thurrowgood and the team at the Synchrotron, in the Melbourne suburb of Clayton, used high-definition X-ray fluorescence (XRF) to penetrate the surface of the painting to reveal (upside down, as it were) the face of an entirely different sitter.


With false colour added to provide at least figurative flesh to the hidden portrait, the result was extraordinary – and a powerful demonstration of how cutting edge science and technology have an increasingly valuable role to play in revealing the secrets of art.


Nowhere is this more the case than in the murky but highly profitable area of forgery. The global art market turns over something north of US$60 billion a year, and some experts estimate that as much as 50% of the works traded are forged.


Now, however, new techniques are being developed in laboratories around the world that look set to make the forgers’ lives much more difficult.

 

Penetrating insights: high-tech methods such as X-ray fluorescence are revolutionising art conservation and authentication.  David Thurrowgood

 

Gumshoe detection

In 2010, German painter Wolfgang Beltracchi was unmasked as one of the most successful art forgers of

the modern era, reaping millions of euros through creating near-perfect artworks, mainly in the styles of 20th century masters.

His output included works ostensibly by the great Cubist painter Georges Braque (1882-1963). Should anyone today attempt to repeat that dishonest little trick – and someone, inevitably, will – he or she will find attempts to pass off a moody Braque very, very much more difficult.

In 2016, Clara Granzotto and Kenneth Sutherland from the Art Institute of Chicago developed a new imaging technique to investigate the media used by the French artist in creating a painting titled Ajax (1949-54). The work was owned by the institute and catalogued as “oil on paper” but the researchers had a hunch the description was inaccurate.

The pair developed a method of analysing minute particles taken from the edges of the work. Called matrix assisted laser desorption ionisation time-of-flight mass spectrometry (MALDI-TOF MS), the technique uses lasers to ionise large molecules, such as carbohydrates.

When the results were in, Granzotto and Sutherland found the paint mixture contained two separate types of acacia gum. Known in art circles as gum arabic, the substance was a common addition to watercolour paints during the period. This indicated that Braque had used watercolour as well as oil paints to make the piece.

MALDI spectrometry is today used mainly to provide detailed information for conservators and restorers. Should a previously unknown Braque from the same period suddenly come onto the market, however, it’s London to a brick any decent dealer will be giving the gumshoe detectives a call.

Looks deceive no more

Many methods used to determine the authenticity of paintings – scanning electron microscopy, for instance – necessarily destroy part of the artwork itself.

Perhaps the best known non-destructive investigative method is optical coherence tomography, a medical imaging system that uses near-infrared light and is employed often by ophthamologists to get three-dimensional, highly detailed images of the retina.

In the art world it is extremely useful for providing in-depth data on elements such as the composition and layering of paint. Its main drawback, however, is that it images only very small areas, so using it to map a large canvas is both time-consuming and expensive.

Recognising this problem, a team of computer scientists and art historians from the Pusan National University in South Korea set about designing an alternative. Led by Seonhee Hwang, the group developed a method that combined fibre optics reflectance spectroscopy with a laser-based topographic analysis. The system is able to scan an entire artwork, measuring the colour characteristics of the whole piece. At the same time, a laser-based map of the thousands minuscule ridges created by the artist’s brushstrokes and fingerprints is also produced.

To test the accuracy of their new technique, Hwang and colleagues commissioned expert painters to create forgeries of paintings by well-known Korean artists. The system was then used on the originals and the fakes. Writing in PLOS ONE in February this year, the researchers reported that the reflectance spectroscopy identified the forgery in 76% of cases, while the laser topography was successful every time.

It’s in the DNA

Once upon a time an artist’s signature – down there, in the corner of the painting – was just about all the verification anyone needed to be sure an artwork was genuine. If you had the provenance as well – the documented history of the work’s sales and owners – no more proof was needed.

Such innocent days are long gone. Signatures and records of sale can both be forged; and even the experts, from time to time, are fooled.

How we used a particle accelerator to find the hidden face in Degas’s Portrait of a woman

 

Physics

Is there, then, a foolproof way to establish that a work is genuine? For new paintings, the answer is yes, and it involves synthetic DNA. A technique developed at the Global Centre for Innovation at the State University of New York involves inserting a tiny amount of specially created genetic code into still-wet paint – establishing a permanent, updatable record a little like a microchip inside a pet cat.

The system was developed at the behest of a company called the ARIS Title Insurance Corporation, which specialises in insuring fine art. Although still in its infancy, the company intends to log the DNA – each piece unique and created to order – into a database, which will also contain provenance information. To verify the authenticity of a tagged work, all any dealer will have to do is run a proprietary scanner over the canvas.

The DNA bonds with the media used to make the artwork, so it is impossible to remove it, let alone copy the work. The system – dubbed the i2M Standard – is now being trialled, with a full-scale rollout expected soon.

Doing your block

If master forgers often get away with creating fake oil paintings, imagine what they can get away with digitally made art, a medium that can be copied any number of times without the slightest change occurring.

Everyone knows digital art is endlessly reproducible, but over the past few years artists who work specifically in digital media have started to attract big prices for their creations. Since then, two questions have become urgent: how do the artists protect their originals; and how can buyers be sure they are getting the genuine article?

The answer is a blockchain – the same type of recording technology now commonplace in the world of online currencies such as Bitcoin.

A blockchain is a growing database of individual transaction records (known as blocks). Each transaction produces a timestamp and a link to the previous one – creating a verifiable and (theoretically, at least) forger-proof provenance.

Several companies in the art world are already offering blockchain verification services to artists keen to maintain control over their creations.

In the world of digital art this is quickly emerging as a critical course. In a field where 10 people can display artworks that to all intents and purposes are exactly the same, there has to be some way to verify who has the “real” – and hence really valuable – one.

 

This article appeared in Cosmos 74 - Autumn 2017 under the headline "Science’s war on art fraud "

Explore #art #fraud #x-ray

 

*Andrew Masterson is an author and journalist based in Melbourne, Australia.

 


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