Notícias

Jornal Eletrônico da SBPC/PE #5 Ano: 2

Estrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativa
 

 

 


 

Notícias:

SEJA SÓCIO DA SOCIEDADE BRASILEIRA PARA O PROGRESSO DA CIÊNCIA - SBPC

LANÇADO O LIVRO “CIÊNCIA E TECNOLOGIA NOS TEMPOS DE DR. ARRAES”

PELA PRIMEIRA VEZ NO HEMISFÉRIO SUL SE COMEMOROU O DIA DO PI (3,14...)
Portal da SBPC-PE

REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA, 200 ANOS. DEBATE SOBRE SEPARATISMO E DESIGUALDADE REGIONAL
GeoDireito e Terra

COLOQUIO NO DEPARTAMENTO DE FÍSICA DA UFPE: "O ANTROPOCENO: A CIÊNCIA, IMPACTOS E QUESTÕES SOCIOECONÔMICAS DE NOSSA INTERFERÊNCIA NO PLANETA TERRA"

PALESTRA NA ACADEMIA PERNAMBUCANA DE CIÊNCIAS: ACADEMIA: ORIGEM, EVOLUÇÃO, HISTORIA E PAPEL NA ATUALIDADE”.

PALESTRA NO CENTRO DE ENERGIA RENOVÁVEIS-UFPE: GERAÇÃO DISTRIBUÍDA

UNB 55 ANOS: PROFESSOR ISAAC ROITMAN FAZ HISTÓRIA NA UNIVERSIDADE
Correio Braziliense

DIRETORA DA CAPES ESCLARECE DÚVIDAS SOBRE O QUALIS EM ARTIGO
Pedro Arcanjo, Revista Gestão Universitária

JUSTIÇA IMPEDE CORTE SALARIAL DE SERVIDORES DA UERJ
Vitor Abdala, Agência Brasil

LANÇADO 1º INSTITUTO DE APOIO À CIÊNCIA PRIVADO
Estadão

BARROSO SUSPENDE LEI INSPIRADA NO ESCOLA SEM PARTIDO EM ALAGOAS
Carlos Madeiro - UOL Educação

Caros Amigos,
A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) congrega mais de 100 sociedades científicas das diferentes áreas do conhecimento. Desde sua fundação em julho de 1948, a SBPC vem lutando pela educação, ciência, tecnologia e inovação no nosso país. A SBPC tem assento em vários conselhos relevantes em nível federal, incluindo o Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CCT), que é um órgão de assessoramento superior da Presidente da República, por ela presidido, para a formulação e implementação da política nacional de desenvolvimento científico e tecnológico, envolvendo vários ministérios inclusive o da Saúde. Em nível estadual a SBPC é membro nato do Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta (TV Cultura).

A reunião anual da SBPC que conta com a participação de representantes de sociedades científicas, autoridades e gestores do sistema nacional de ciência e tecnologia é um importante fórum para a difusão dos avanços da ciência bem como para debates de políticas públicas para educação, ciência e tecnologia. Contamos com a colaboração de todos os nossos sócios e temos imenso prazer em convidar aos demais a se afiliarem à SBPC.

Gostaríamos de convidar você que não é sócio a filiar à SBPC. Para que a SBPC continue cumprindo sua missão é importante aumentar e diversificar o número de sócios que contribuirão para alcançar os objetivos da sociedade.  Esta é uma excelente oportunidade para conhecer e participar da nossa SBPC.

Encaminhamos um prospecto com mais informações sobre a SBPC e um vídeo que resume mais de 60 anos de realizações. Para conhecer os critérios e procedimentos de associação e se filiar, basta acessar o site da SBPC ou a Ficha de Filiação.

Esperamos contar com a sua filiação à SBPC para juntos continuarmos esta caminhada.

Por favor, entre em contato caso queira algum esclarecimento.
Caso seja sócio da SBPC, aproveite este convite e envie para seus colegas.
Atenciosamente,
Claudia Masini d’Avila Levy
Secretaria Geral
Diretoria – responsável pelo setor de novos sócios
 
 
Rua da Consolação, 881 – 5º andar -  CEP 01301-010 - São Paulo – SP
Fone (11) 3355-2130 -  Fax (11) 3355-2145
E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..br  -  Site: http://www.sbpcnet.org.br

OBS: Se você já é sócio e está inadimplente, basta pagar a anuidade de 2017 e voltará a ter os direitos de sócios normalmente, as mensalidades anteriores não pagas serão desconsideradas.


LANÇADO O LIVRO “CIÊNCIA E TECNOLOGIA NOS TEMPOS DE DR. ARRAES”

Foi lançado no dia 28.03.2017, no Auditório da Editora UFPE, o livro “CIÊNCIA E TECNOLOGIA NOS TEMPOS DE DR. ARRAES” de autoria do Professor da UFPE Ascendino Flávio Dias e Silva, que foi Diretor do Instituto Tecnológico de Pernambuco no terceiro governo de Miguel Arraes


 “Dr. Arraes”, como era costumeiramente chamado por seus colaboradores, dizia que “uma das suas maiores tarefas era colocar o povo na agenda dos cientistas, e a ciência no cotidiano do povo”. É essa visão social e estratégica sobre Ciência, Tecnologia e Educação que se revela na obra Ciência e Tecnologia nos tempos do Dr. Arraes.


O livro foi composto a partir do depoimento de pesquisadores e gestores públicos sobre os três períodos governamentais de Arraes, a obra revela como o ex-governador buscou articular programas e projetos – nas áreas de educação, indústria, agricultura, farmacêutica – com a capacidade criativa da população, demostrando sua sensibilidade para o desenvolvimento de tecnologias como forma de solucionar problemas de fato vividos pelos pernambucanos.


Fizeram parte da mesa-redonda Ascendino Silva (autor do livro), Prof. Anísio Brasileiro (Reitor da UFPE); Prof. José Fernando Thomé Jucá. (foi Presidente do Itep – Instituto Tecnológico do Estado de Pernambuco, durante o terceiro governo de Miguel Arraes,1995-1998); Prof. Antônio José Alves que foi Diretor Técnico do Lafepe no segundo governo de Miguel Arraes (1987-1990) e Diretor-Presidente do Lafepe no terceiro governo de Miguel Arraes (1995-1998); Prof. Antônio Carlos Pavão, Diretor do Espaço Ciência desde o terceiro governo de Miguel Arraes (1995-1998) e o Prof. José Almir Cirilo que foi Diretor de Recursos Hídricos no terceiro governo de Miguel Arraes (1995-1998). Estiveram presentes na plateia vários professores que trabalharam nos governos de Miguel Arraes, destacando-se entre eles o Prof. Sérgio Machado Rezende que foi Secretário de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente no terceiro governo de Miguel Arraes e Ministro da Ciência e Tecnologia do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
 

Prof. Ascendino Silva, falando sobre o livro

 

 Prof. Sérgio Machado Rezende

 


 

PELA PRIMEIRA VEZ NO HEMISFÉRIO SUL SE COMEMOROU O DIA DO PI (3,14...)
Portal da SBPC-PE

14 de março ou 14/3 (“3/14” nos países que usam a notação mês/dia) foi escolhido para celebrar do dia do número PI por causa dos seus 3 primeiros dígitos (3,14). Ele é o resultado da divisão da circunferência de um círculo pelo seu diâmetro. A conta dá sempre a dízima, que começa com 3,1415927 e que até hoje não foi completamente revelado, mesmo com a utilização de super-computadores para realizar o cálculo. O valor poderia ter trilhões de dígitos.

A comemoração ocorreu dia 14 de março de 2017, na sede da Secretaria Regional da SBPC-PE e contou com a presença de representantes da SBPC, UFRPE, UFPE e Alepe.  


Curiosidades do PI:
•    É um número irracional e é uma das constantes matemáticas mais importante e é empregado frequentemente na matemática, física e engenharia.
•    O valor de PI, com 10 casas decimais é suficiente para a maioria das "aplicações" práticas. Não se conhece um único caso, de uma situação prática que requeira o uso de PI com mais de 100 casas decimais.
•    Em 2010, um executivo japonês com um computador construído em casa, calculou o valor do conceito matemático Pi com 5 trilhões de casas decimais e estabeleceu um novo recorde mundial.
•    O cálculo de PI com milhões de casa decimais é usado para testes em computadores e programas (Hardware e software). Uma diferença em um dos algarismos, indica falha nas arquiteturas.
•    Na Grécia Antiga o símbolo do PI era usado para o numero 80.
•    Na Holanda, o matemático Ludolph Van Ceulen (1539-1610) determinou as primeiras 20 casas decimais do número PI no livro Van den Circkel em 1596 e, anos mais tarde, expandiu seu conhecimento para 35 casas decimais. O curioso é que em sua lápide foi gravado o número com 35 casas decimais! Até hoje na Alemanha o número é chamado de Número de Ludolph.
•    14 de março, dia do PI, também é o dia do nascimento do físico alemão Albert Einstein.

 


REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA, 200 ANOS. DEBATE SOBRE SEPARATISMO E DESIGUALDADE REGIONAL
GeoDireito e Terra, 19/03/2017

A discussão sobre as intenções dos revolucionários em relação a outras regiões do país não é uma unanimidade entre os pesquisadores. Mesmo com a adesão das capitanias da Paraíba, Rio Grande do Norte e parte do Ceará, há diferentes versões a respeito do caráter separatista da insurreição de 1817.

O historiador Lula Couto afirma que há diferença em relação a outras revoltas separatistas realizadas depois da independência brasileira, quando já havia uma identidade nacional mais ou menos forjada. Mesmo assim, o termo é correto para ele. "No Brasil não houve nenhuma revolta pela independência do país como um todo. Não havia sentimento nacional para propor uma revolta nacional contra Portugal. Essas rebeliões não foram nacionais, foram locais".

Pela organização territorial brasileira, o historiador e curador do Instituto Ricardo Brennand, Leonardo Dantas, avalia que não haveria condições práticas para a unificação de todas as capitanias em um movimento comum. "Eles não se proclamavam separatistas, mas se observamos o mapa do Brasil dos dias atuais, o movimento não teria como atingir todo o território. Por isso a revolução pode ser considerada separatista", diz.

Já estudiosos do tema como o jornalista Paulo Santos, autor do livro Noiva da Revolução (ficção baseado em um romance real de um líder da revolução e uma jovem portuguesa), e o presidente do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP) e professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), George Cabral, relatam que há registros de células revolucionárias também em Salvador e Rio de Janeiro.

"Há notícias registradas da circulação de líderes de Pernambuco em outras capitanias, sobretudo Salvador e Rio de Janeiro. E o padre Roma [um dos líderes] é enviado para ativar a célula de Salvador. Desgraçadamente para ele e para a revolução, ele para em Alagoas para notificar a população de lá, e antes que ele partisse alguém já informa ao governo do seu destino. Quando ele chega a Salvador é morto sem conseguir seguir o plano", relata Cabral.

Segundo o historiador, a revolta estava programada para a Páscoa, mas eclodiu antes em Pernambuco. Paulo Santos registra, em suas entrevistas, que houve vazamento de informações ao governo, que tentou prender o grupo. Com a morte do brigadeiro Manuel Joaquim Barbosa de Castro pelo capitão do Exército José de Barros Lima, membro do grupo revolucionário, a insurreição começa antes do previsto.

"A historiografia produzida, sobretudo no Centro-sul tenta passar que estava escrito nas estrelas que o país teria a configuração territorial e estatal que teve depois de 1822. Mas não era bem assim, havia projetos diferentes de acordo com as regiões. Triunfou o projeto do Rio de Janeiro, liderado por Dom Pedro I. Poderia ter triunfado outro projeto, a independência poderia ter sido puxada por Pernambuco", argumenta Cabral.

Desigualdade regional

A sangria de recursos da Capitania de Pernambuco para abastecer os cofres imperiais no Rio de Janeiro foi comum durante o Período Colonial, segundo George Cabral. Esse é uma das bandeiras da revolução que perdura até os dias atuais: a desigualdade regional.

"Há uma obra de Evaldo Cabral de Mello que elenca argumento de ordem contábil sobre o que se cobrava de imposto e o quanto era reaplicado. E demonstra uma desigualdade que faz com que, em boa parte do Império, a infraestrutura do Centro-sul fosse privilegiada. Para tirar as ferrovias do papel em Pernambuco houve uma trabalheira desgraçada, enquanto a malha ferroviária de lá se expandiu mais rapidamente com investimentos do Estado", conta.

Leonardo Dantas pontua que as reclamações do Nordeste e em especial de Pernambuco contra a exploração do Centro-sul sempre foi flagrante; "os editorias do Diário de Pernambuco [jornal local] falam disso desde 1840", diz. "O parque industrial de São Paulo cresceu com recursos retirados de outras regiões do país". Para George Cabral, essa desigualdade não foi erradicada. "É claro que isso interfere, tem seus efeitos até hoje. E o pacto federativo ainda não está realmente resolvido no Brasil".

Esse efeito, segundo Cabral, tem consequências até mesmo na importância dada à revolução na historiografia brasileira.  "É um episódio subdimensionado nos ensinos na escola, nos livros didáticos. Minha esperança é que o bicentenário traga essa valorização sobre os valores e o patrimônio histórico", espera.

 

 


COLOQUIO NO DEPARTAMENTO DE FÍSICA DA UFPE: "O ANTROPOCENO: A CIÊNCIA, IMPACTOS E QUESTÕES SOCIOECONÔMICAS DE NOSSA INTERFERÊNCIA NO PLANETA TERRA"

Coloquialista:
Paulo Artaxo - Instituto de Física (USP)

Resumo:
A Humanidade alterou profundamente vários processos críticos que regulam o funcionamento climático de nosso planeta. As alterações no albedo da superfície e na composição da atmosfera impactaram o balanço radiativo da Terra, e estamos em rota de aquecimento com importantes impactos socioeconômicos e ambientais. O aumento da frequência de eventos climáticos extremos, aumento do nível dos oceanos, alteração dos padrões de precipitação estão entre os principais efeitos. Entre as medidas necessárias, a redução do consumo, geração de energia por meio de processos que não emitam gases de efeito estufa, e a implementação de uma economia de baixas emissões de carbono. A ativa área da ciência das mudanças climáticas globais requer intenso trabalho interdisciplinar, e novas abordagens entre as diferentes disciplinas.


Data, horário e local:
31 de março de 2017, (sexta-feira) 16h
Auditório do Departamento de Física – CCEN – UFPE

 

 


 

PALESTRA NA ACADEMIA PERNAMBUCANA DE CIÊNCIAS: ACADEMIA: ORIGEM, EVOLUÇÃO, HISTORIA E PAPEL NA ATUALIDADE”.

APC – Academia Pernambucana de Ciências tem a grata satisfação de convidar V.Sa. para a reunião do dia 08 de abril (sábado) próximo das 9:30h às 11:45h no Círculo Militar do Recife situado na Av. Agamenon Magalhães Boa Vista, com estacionamento interno.

TÍTULO: ACADEMIA: ORIGEM, EVOLUÇÃO, HISTORIA E PAPEL NA ATUALIDADE”.
Palestrante: Professor MAURO CARNEIRO DOS SANTOS
•    Engenheiro Agrônomo pela Universidade Federal Rural de Pernambuco, 1971.
•    Mestrado em Ciências do Solo (Gênese, morfologia e classificação
•    do solo) pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, 1979.
•    PhD em Ciências do Solo (Mineralogia e micromorfologia do solo) pela
•    Universidade de Saskatchewan, Canadá, 1984.
•    Professor Aposentado da Universidade Federal Rural de Pernambuco.
•    Acadêmico Titular, Fundador da Academia Brasileira de Ciência Agronômica.
•    Acadêmico Titular da Academia Pernambucana de Ciência Agronômica.
•    Acadêmico Titular da Academia Pernambucana de Ciências.

 

 


 

PALESTRA NO CENTRO DE ENERGIA RENOVÁVEIS-UFPE: GERAÇÃO DISTRIBUÍDA

O Centro de Energias Renováveis da UFPE (CER-UFPE) vem realizando diferentes atividades de extensão (ademais de suas atividades de P&D e docência em Graduação e Pós-graduação) com o intuito de difundir o conhecimento de seus próprios pesquisadores e dos pesquisadores visitantes no tocante às energias solar e eólica. Nesse sentido, em colaboração com o Consulado Geral dos Estados Unidos no Recife, o CER-UFPE organiza a seguinte palestra:
 
Título: GERAÇÃO DISTRIBUÍDA
Palestrante: Prof. Dr. Adam Warren
Instituição: National Renewable Energy Laboratory (NREL), EUA
Idioma: Inglês
Data e hora: terça-feira, 04 de abril de 2017 | 16h00min às 17h00min

Local: Auditório do Centro de Energias Renováveis da UFPE (CER-UFPE) Endereço: Avenida da Arquitetura, s/n, Cidade Universitária, Recife, Pernambuco, Brasil
Coordenadas para maps.google: -8.0551594,-34.9546028

Com imenso prazer, o CER-UFPE lhe convida a tomar parte em tal palestra, enriquecendo nossos debates, e lhe encarece cordialmente a estender o convite a quem lhe parecer oportuno. Por outra parte, o CER-UFPE lhe solicita a fineza de realizar sua inscrição gratuita (até 02 de abril de 2017), enviando um e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. e respondendo o questionário que estará disponível através do link de inscrição que receberá por e-mail e informa também que a confirmação da inscrição será enviada por e-mail até o dia 03/04/2017.
 
Para maiores informações, a Secretaria do CER-UFPE estará à disposição através do número 81.2126.7326.

 

 


UNB 55 ANOS: PROFESSOR ISAAC ROITMAN FAZ HISTÓRIA NA UNIVERSIDADE
Correio Braziliense, 25/03/2017

Na última reportagem da série que homenageia os 55 anos da UnB, contamos a história do professor, seguidor de Darcy Ribeiro, que chegou à universidade com a missão de criar o Laboratório de Microbiologia

Além do laboratório, Roitman ajudou a criar o primeiro curso de biologia molecular do país

Isaac Roitman é um cirurgião-dentista que nunca arrancou um dente ou fez qualquer cirurgia profissionalmente. E não tem vergonha disso. “Toda família judia quer ver o filho doutor, preferencialmente, médico. Para fazer a vontade dos meus pais, fiz vestibular para medicina, mas tomei pau. Decidi fazer vestibular para odontologia, que é um doutor também, né?! Passei, mas fui estudar sem nenhuma vocação para mexer na boca de alguém”, conta. De fato, ele se tornou doutor, só que anos depois. Doutor em microbiologia, chefe de departamento, decano, professor emérito da Universidade de Brasília (UnB). Um dos mais respeitados nomes da instituição candanga, que completa 55 anos em 21 de abril.

Roitman nasceu em 1939, em Santos (SP), onde morou até completar os estudos secundários. Cursou odontologia na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (SP), de 1959 a 1962. Durante esse período, ele se interessou pela microbiologia. “Um professor me encantou.”  Tanto, que decidiu dedicar a vida ao estudo do tema. Em 1963, mudou-se para a capital carioca, para fazer o curso anual de especialização em microbiologia no Instituto de Microbiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Foi convidado a fazer doutorado no Laboratório de Fisiologia Microbiana. Conquistou o título de doutor em 1967. A partir de então, casado, fez vários estágios no exterior para acumular conhecimento.

Nesse ínterim, Roitman deu início à carreira profissional, em 1964, na UFRJ. Depois,  tornou-se professor-assistente — cargo que ocupou até 1969 — e professor adjunto da mesma universidade, de 1969 a 1974. Apesar de todas as belezas sedutoras do Rio, ele estava insatisfeito com a vida que levava na cidade. “Morava longe da universidade. Perdia muito tempo no trânsito. E, quando via, de dentro do meu Fusca, todo suado, aquelas mulheres bonitas indo para a praia enquanto eu ia para o trabalho, eu me sentia muito mal”, conta, bem-humorado. À época, passou em um concurso para professor em Londrina, no Paraná, e recebeu convite para dar aulas na recém-criada Unicamp. Mas uma terceira opção o atraiu mais.
 
Novo desafio


Professores da UnB queriam retomar os ideais de Darcy Ribeiro, o criador da universidade, que pretendia romper com o modelo de ensino superior vigente no país. O golpe militar de 1964, porém, interrompeu o plano. Darcy foi expulso da UnB, assim como outros professores e alunos que o regime ditatorial tinha como inimigos. “Disseram que eu poderia implantar o Laboratório de Microbiologia e ainda trazer a minha equipe do Rio de Janeiro, incluindo a minha mulher (Celina), também professora”, recorda. Roitman ingressou na UnB em 1972, como professor adjunto visitante. Assim permaneceu até 1974, quando ainda trabalhava na UFRJ. “Naquele ano, tive que me decidir. Não aguentava mais o ritmo. Fiquei com a UnB”, conta. Já como professor titular, ganhou aumento salarial e o direito a morar em um apartamento na Colina, o bairro dos professores, no câmpus Darcy Ribeiro.

 Além do laboratório, Roitman ajudou a criar o primeiro curso de biologia molecular do país. “Era isso que me movia. O espírito de inovar, fazer uma universidade diferente, recuperar o sonho de Darcy. Estávamos semeando esse ambiente”, frisa o professor. Ainda na UnB, ocupou o cargo de diretor do Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares (1986) e de decano de pesquisa e pós-graduação (1985-1989). Mas, por medo de uma alardeada reforma na Previdência Social, Roitman decidiu interromper o trabalho no laboratório e se aposentar como professor titular, em 1995. Mas não parou de pesquisar, experimentar, enfrentar desafios.

Reencontro com Darcy

A convite de Darcy Ribeiro, assumiu a direção do Centro de Biociências e Biotecnologia da Universidade Estadual do Norte Fluminense. “O Darcy queria fazer lá o que havia sonhado para a UnB. E me disse que eu tinha total liberdade. Chegou a dizer: ‘Roitman, vá lá e faça o que quiser. Não siga nenhuma lei do MEC. Deixa que eu me acerto com eles”, lembra. Ele permaneceu na função em 1995 e em 1996, até receber novo convite. Dessa vez, para assumir várias chefias na Universidade de Mogi das Cruzes, onde, de 1997 a 2012, foi diretor de pesquisa e pós-graduação, pró-reitor acadêmico e reitor. Nesse período, exerceu outras funções, trabalhando e morando no interior de São Paulo e em Brasília.

Em sua carreira, o professor Roitman também participou ativamente de várias sociedades científicas. Entre outros, integrou o Conselho da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), tendo coordenado o Grupo de Trabalho de Educação da entidade (2008-2012). Presidiu a Sociedade Brasileira de Protozoologia (1993-1994) e foi vice-presidente da entidade (1995-1997). Ainda fez parte da Comissão Internacional de Protozoologia (1994-1997). Em 1994, foi indicado como coordenador do comitê biomédico do Conselho de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Em sua carreira científica, o homem que os pais queriam ver doutor orientou 19 teses de mestrado e nove de doutorado, apresentou 166 trabalhos em reuniões científicas e publicou 61 trabalhos em revistas científicas, escreveu sete capítulos em livros e foi coeditor de outros dois. Aos 78 anos, aposentado, sem se gabar dos títulos, detestando o terno e a gravata, não para de produzir, mesmo precisando da ajuda da bengala para andar e querendo dedicar o maior tempo possível aos netos. Ele dá palestras, escreve artigos para as mais diversas publicações, ancora programa de ciência em um canal de tevê fechada, mas adora ficar em casa, com a família. Ainda casado com a professora Celina, odontóloga que exerceu a profissão, com quem divide um apartamento na Asa Sul, Isaac tem quatro filhos, que lhe deram cinco netos. “Todos morando em Brasília. E ninguém, assim como eu, fala em ir embora!”, faz questão de ressaltar.

 


DIRETORA DA CAPES ESCLARECE DÚVIDAS SOBRE O QUALIS EM ARTIGO
Pedro Arcanjo, Revista Gestão Universitária, 29/03/2017

A edição de nº 30 da Revista Brasileira de Pós-Graduação (RBPG), traz como destaque o artigo “Dez coisas que você deveria saber sobre o Qualis”, assinado pela diretora de Avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Rita de Cássia Barradas Barata. O texto trata de dez pontos essenciais para se compreender o Qualis Periódicos e, assim, dirimir as dúvidas frequentemente apresentadas aos coordenadores de área por editores científicos, docentes e alunos de programas de pós-graduação.


O Qualis Periódicos é uma das ferramentas utilizadas para a avaliação dos programas de pós-graduação no Brasil. Tem como função auxiliar os comitês de avaliação no processo de análise e de qualificação da produção bibliográfica dos docentes e discentes dos programas de pós-graduação credenciados pela CAPES. Ao lado do sistema de classificação de capítulos e livros, o Qualis Periódicos é um dos instrumentos fundamentais para a avaliação do quesito produção intelectual, agregando o aspecto quantitativo ao qualitativo.


As questões são apresentadas de modo a esclarecer aspectos aplicáveis a todas as áreas de avaliação sempre que possível. Segundo Rita, o Qualis surge da necessidade de qualificar a produção dos programas e não mais apenas contabilizar o número de artigos publicados. “O número de artigos publicados nos programas, em cada triênio de avaliação, era bastante expressivo, tornando impraticável qualquer tentativa de avaliar a qualidade de cada um desses produtos do trabalho científico. Diante dessa impossibilidade, a opção adotada foi a classificação dos veículos de divulgação da produção científica, pressupondo-se que a aceitação de um artigo por periódico indexado e com sistema de peer review garantia, de certo modo, a sua qualidade”, explica. Considerou-se que periódicos com circulação internacional e maior impacto na comunidade acadêmica teriam processos de seleção mais competitivos e, portanto, os artigos por eles selecionados teriam qualidade e relevância.


O que não é o Qualis


Para a diretora de Avaliação, tão importante quanto saber o que é o Qualis é saber o que ele não é. “Muitos dos usos inadequados e das incompreensões em torno dessa ferramenta resultam justamente da pouca compreensão sobre esse ponto. O Qualis não é uma base de indexação de periódicos – este é o ponto que provavelmente gera maior confusão entre os editores científicos e é fonte de inúmeras consultas aos coordenadores de área”, afirma no artigo.


O Qualis só existe como ferramenta para a avaliação de programas. “Estar ou não na lista do Qualis significa tão somente que algum dos alunos ou professores dos programas credenciados publicaram artigos naqueles periódicos. Do mesmo modo, o Qualis Periódicos não é uma base bibliométrica e não permite o cálculo de nenhuma medida de impacto dos periódicos nele incluídos. Sendo assim, o Qualis Periódicos não deve ser considerado como uma fonte adequada de classificação da qualidade dos periódicos científicos para outros fins que não a avaliação dos programas de pós-graduação”, enfatiza o texto. Por uma série de características que são destacadas no artigo, a classificação de uma revista no Qualis não pode ser usada fora de seu contexto, sob pena de produzir mais problemas do que soluções.


O Qualis Periódicos também não é uma classificação absoluta, estando sujeita a revisão permanente. Tendo em vista que a classificação é sempre feita a posteriori, não é aconselhável que a lista sirva de referência para ações futuras, tais como a escolha de periódicos para submissão de artigos. “A escolha de um periódico para a submissão deveria levar em conta, entre outros aspectos, o público-alvo do próprio artigo, o escopo dos diversos periódicos em um mesmo campo científico, a credibilidade, a rapidez no processo de julgamento e de publicação, a competitividade expressa pela taxa de rejeição, a circulação que os periódicos têm na comunidade de interesse e seu prestígio, o que pode ser indiretamente avaliado por diferentes medidas de impacto”, explica Rita no artigo.


Por fim, a diretora esclarece que o Qualis Periódicos não é uma ferramenta que possa ser utilizada em avaliações do desempenho científico individual de pesquisadores, visto que não foi desenvolvido com essa finalidade. “A aplicação do Qualis faz sentido para a análise coletiva da produção de um programa, cumprindo requisitos específicos do processo de avaliação comparativo estabelecido pela CAPES. Em avaliações orientadas por princípios essencialistas, os instrumentos usados para comparações relativas nem sempre se mostrarão adequados”, conclui.


Acesse o artigo.


Ainda na edição nº 30 da RBPG, outros dois artigos abordam o Qualis. São eles: “O Qualis Periódicos e sua utilização nas avaliações”, de autoria de Nei Yoshihiro Soma, Alexandre Donizeti Alves e Horacio Hideki Yanasse; e “Qualis: implicações para a avaliação de programas de pós-graduação das diferentes áreas do conhecimento” – uma análise preliminar, de André Luiz Felix Rodacki. Acesse a edição completa.


RBPG


Lançada em agosto de 2004, a RBPG é voltada à divulgação de estudos, experiências e debates sobre a pós-graduação, sua situação, desafios, políticas e programas. De periodicidade quadrimestral, está estruturada em quatro seções: Estudos, Experiências, Debates e Documentos. O envio de artigos pode ser feito durante todo o ano

.
Com uma média de 15 mil acessos por trimestre, a revista firmou-se como um importante veículo para a disseminação de estudos e debates sobre a pós-graduação. A cada número, são tratados temas variados como características da formação pós-graduada em várias modalidades, política da pós-graduação, demandas da comunidade científica e ações das agências de fomento. A RBPG desempenha ainda o papel de instrumento privilegiado para o estudo de temas referentes à colaboração científica internacional.


A publicação é disponibilizada para todas as bibliotecas e vários centros de informação do país e do exterior, além de se encontrar disponível no portal da Capes.

 


JUSTIÇA IMPEDE CORTE SALARIAL DE SERVIDORES DA UERJ
Vitor Abdala, Agência Brasil, 28/03/2017

A Justiça do Rio de Janeiro concedeu mandado de segurança que impede qualquer corte salarial de servidores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). O governo do Rio de Janeiro havia anunciado que cortaria 30% dos salários dos servidores da universidade, caso eles não voltassem ao trabalho.


O mandado de segurança foi pedido pela própria Uerj, que alegou que as aulas ainda não foram iniciadas neste ano devido aos problemas orçamentários. De acordo com a Justiça, a Uerj informou que a paralisação das atividades não é voluntária, nem foi motivada por reivindicações salariais de seus servidores.


Segundo a Justiça, a Uerj também informou que o contingenciamento orçamentário da universidade, decorrente da crise financeira do estado, deixou uma dívida de mais de R$ 14 milhões com empresas de limpeza, vigilância e manutenção dos elevadores e, por isso, esses prestadores de serviço suspenderam suas ações.


A decisão é do desembargador Maurício Caldas Lopes, da 18ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio. A Procuradoria-Geral do Estado informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que ainda não foi notificada da decisão da Justiça.

 



LANÇADO 1º INSTITUTO DE APOIO À CIÊNCIA PRIVADO
Estadão 23.03.17

Em meio à crise brasileira, que reduziu os recursos para a ciência, foi anunciado ontem o início dos trabalhos do Instituto Serrapilheira. A instituição será financiada pelo documentarista João Moreira Salles, da família fundadora do Unibanco, e sua mulher, Branca Moreira Salles. O objetivo será apoiar pesquisadores brasileiros nas ciências naturais e exatas.

Moreira Salles e Branca doaram R$ 350 milhões a um fundo patrimonial. Seus rendimentos financiarão trabalhos de doutores em áreas como Medicina, Biologia, Matemática, Química e Física. A meta é buscar os melhores de cada área e ajudá-los a chegar a descobertas de destaque mundial. Trata-se da primeira instituição privada brasileira voltada a apoiar esses campos do conhecimento. A divulgação dos estudos será outro foco.

Até o fim do ano, devem ser anunciados os primeiros contemplados. Os recursos começarão a ser depositados em 2018. Serão selecionadas cerca de 140 pessoas, que receberão por volta de R$ 100 mil cada uma. Depois, os mais promissores poderão ganhar bolsas com valor individual de até R$ 1 milhão em três anos. Por ano, serão R$ 15 milhões.

As verbas poderão ser usadas livremente pelos pesquisadores. O destino poderá ser, por exemplo, compra de equipamentos, pagamento de salários de uma equipe ou viagens a congressos. O instituto busca tornar mais relevante a produção científica no País.

“O impacto da ciência brasileira ainda é pífio, com raríssimas exceções. Não temos nenhum Prêmio Nobel, nenhum Abel (de Matemática), só uma medalha Fields ( de Matemática, concedida a Artur Ávila). Há muitos jovens pesquisadores bons e sem nenhum tostão”, disse o engenheiro Edgar Zanotto, professor titular da Universidade Federal de São Carlos, que está à frente do Conselho Consultivo da instituição.

Este conselho, de 12 notáveis, como o matemático francês Étienne Ghys e a geneticista Mayana Zatz, fará as escolhas de cientistas e projetos. A seleção levará em conta gênero, raça e local de origem. O objetivo é que os selecionados não sejam apenas homens brancos e do Sudeste e Sul . O diretor-presidente, o geneticista francês Hugo Aguilaniu, destacou que não haverá cobrança de resultado rápido nem de publicações em revistas científicas. Será respeitado “o tempo da ciência”.

Moreira Salles espera inspirar outros. “Queremos ser grandes, criar cultura de ciência no Brasil, como é nos EUA, na China. Lá, é ‘cool’ ser cientista; aqui, é esquisito, coisa de nerd.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 


 

BARROSO SUSPENDE LEI INSPIRADA NO ESCOLA SEM PARTIDO EM ALAGOAS
Carlos Madeiro - UOL Educação - 22/03/2017

O ministro Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu nesta terça-feira (21) liminar (decisão provisória) que suspende na íntegra a polêmica Lei da Escola Livre, promulgada pela Assembleia Legislativa de Alagoas, que determinava a `neutralidade` de professores e previa punição a quem manifestar opinião que `induza` ao pensamento único de alunos em sala de aula.

Com a decisão, a lei fica invalidada até que a ação que pede a inconstitucionalidade da Escola Livre seja julgada -- ainda não há prazo para o julgamento.

A ação que resultou na suspensão da lei é da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino. A entidade alegou que a lei fere a Constituição ao legislar sobre educação --que é tema privativo da União-- e defendeu que o texto fere a liberdade de expressão de quem ensina.

No processo, a lei teve posição contrário da Procuradoria Geral da República e da Advocacia Geral da União.

Esse tipo de legislação foi a primeira aprovada por um Estado brasileiro seguindo as bases do programa `Escola Sem Partido`, que está em discussão no Senado. O projeto 193/2016 é de autoria do senador Magno Malta (PR-ES) e inclui o programa entre as diretrizes e bases da educação nacional.

`Verifica-se a competência legislativa concorrente entre os entes da federação para tratar de educação, nos termos do artigo 24, inciso IX, da Carta da República, em que a primazia para a elaboração das normas gerais foi atribuída à União, que legisla no interesse nacional, estabelecendo diretrizes que devem ser observadas pelos demais entes federados`, diz a manifestação da AGU, de 20 de julho, citando ainda que o STF já se manifestou com esse entendimento em outras oportunidades.

Defesa da Assembleia

Na manifestação em defesa da lei, a Assembleia Legislativa de Alagoas discorda da tese de que o Estado não poderia legislar sobre educação.

`Os Estados, enquanto entes federativos, possuem competência legislativa para a instituição de novas regras no plano de ensino e para a criação de programas que auxiliem no processo educacional. Em outras palavras, as decisões do STF apontam que, se há disposição do ente em oferecer maior prestação do direito à educação, deverá essa ser admitida e recepcionada`.

O procurador da Assembleia de Alagoas, Diógenes Tenório Júnior, disse que regra vale como forma complementar e aguarda que o STF acolha os argumentos.

`No nosso entendimento, o Estado não pode legislar sobre os princípios da educação federal. Mas existe a autonomia dos Estados, assegurada constitucionalmente, que diz que o Estado pode legislar de forma suplementar sobre saúde e educação, desde que não conflite com a legislação federal`, explicou.

A lei Escola Livre


O projeto da lei da Escola Livre foi aprovado em novembro de 2015 pela Assembleia. Porém, o governador Renan Filho vetou o texto, mas o veto acabou derrubado pelos deputados em março de 2016.

Segundo a lei promulgada, o professor deve manter `neutralidade política, ideológica e religiosa do Estado`; e fica `vedada a prática de doutrinação política e ideológica em sala de aula, bem como a veiculação, em disciplina obrigatória, de conteúdos que possam induzir aos alunos a um único pensamento religioso, político ou ideológico. `

O professor também ficaria proibido de fazer `propaganda religiosa, ideológica ou político-partidária em sala de aula` e incitar `seus alunos a participar de manifestações, atos públicos ou passeatas`.

Além disso, determina ainda que, nas questões políticas, socioculturais e econômicas, o professor deve apresentar aos alunos, `de forma justa, com a mesma profundidade e seriedade, as principais versões, teorias, opiniões e perspectivas das várias concorrentes a respeito, concordando ou não com elas.`

A lei também condiciona a frequência dos estudantes em disciplinas optativas à `expressa autorização dos seus pais ou responsáveis. Para garantir a efetividade da lei, o projeto prevê punições previstas no Código de Ética e no regimento único dos servidores, que estipula até demissão.

 

 


 

CIÊNCIA SEM FRONTEIRAS ESTREITA RELAÇÃO DO BRASIL COM A ALEMANHA E GERA ARTIGO CIENTÍFICO DE DESTAQUE
Coordenação de Comunicação Social do CNPq, 20/03/2017

Fruto dos estudos de doutorado de Diogo Vidal, realizados, em parte, na Alemanha pelo programa Ciência sem Fronteiras, um artigo na área de ecologia química foi publicado em uma das mais conceituadas revistas científicas do mundo, a Angewandte Chemie. Vidal estudou na Universidade Tecnológica de Braunschweig como bolsista de doutorado sanduíche do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O artigo - disponível em http://dx.doi.org/10.1002/anie.201611940 - apresentou o estudo da ecologia química de duas espécies de bactérias, Pseudomonas veronii e Micromonospora echinospora, descrevendo a identificação, síntese e biossíntese de nitrilas inéditas na literatura científica, as quais comprovaram possuir atividade antimicrobiana inibindo o crescimento de culturas de Staphylococcus aureus.

O orientador de Diogo na Alemanha, o Professor Stefan Schulz foi aluno de outro professor alemão, o renomado químico Wittko Francke da Universidade de Hamburgo, atualmente Pesquisador Visitante Especial (PVE) no Brasil, também pelo Ciência sem Fronteiras. O orientador brasileiro do bolsista e coordenador deste projeto PVE/CNPq/CsF, o professor da Universidade Federal do Paraná, Paulo Henrique G. Zarbin, explica que, com essa aproximação, as colaborações com o Prof. Schulz também se tornaram bastante estreitas e reforçou uma parceria antiga entre os dois países. Zarbin é, ainda, bolsista de produtividade 1D do CNPq e membro do comitê gestor do INCT de Semioquímicos na Agricultura, cujo apoio do CNPq foi recentemente renovado pela última chamada.

'Há tempos temos uma parceria bastante produtiva com nosso colega na Alemanha, com intercâmbio entre alunos e docentes, que culminou agora com essa publicação científica de excelência", aponta. "Já enviamos três alunos para a Alemanha para realizar doutorado sanduíche e um quarto está previsto agora para Agosto. Ambos os professores já visitaram várias vezes o Brasil e o Departamento de Química da UFPR e ministraram seminários, cursos e participaram de congressos específicos da área, além de dois alunos que vieram para o Brasil por um período de três semanas", enumera Zarbin.

O professor destaca que essa parceria com os grupos da Alemanha, financiada pelo CNPq, tem gerado resultados importantes. Além do artigo de Diogo Vidal, outros sete já foram publicados, sendo dois deles com bastante destaque, ilustrando a capa das respectivas revistas (European Journal of Organic Chemistry e, mais recentemente, Tetrahedron Letters). Ambos os trabalhos descrevem a identificação de feromônios de insetos e seu emprego como metodologia alternativa para o controle de pragas.


 


SECA PROLONGADA NO NORDESTE DESPERTA INTERESSE POR DESSALINIZAÇÃO
Agência Brasil -  27/03/2017

A nanotecnologia é uma das esperanças para reduzir o custo da dessalinização.


Primeiros esforços


A escassez de água, em decorrência da seca que já dura cinco anos no Nordeste do Brasil, despertou o interesse de empresas e governos para soluções tecnológicas para a dessalinização da água do mar.


No último dia 13, o governo do Ceará lançou edital para contratar empresa responsável pela elaboração de uma planta de dessalinização na região metropolitana de Fortaleza, com capacidade para gerar 1 metro cúbico por segundo de água potável para a rede de abastecimento. Esse volume equivale a cerca de 15% do consumo de Fortaleza.

Desde 2016, os 17 municípios da região, nos quais moram quase metade da população cearense, são submetidos a uma tarifa de contingência para economizar água.
De acordo com Francisco Vieira Paiva, diretor da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), "a dessalinização faz parte de um contexto mundial. A indústria usa a dessalinização para processos industriais. Com relação ao consumo humano, países semelhantes ao Brasil, com regiões [climáticas parecidas com as do] Nordeste, têm experimentado essa tecnologia, porque é uma forma de minimizar o impacto às populações. No Ceará, isso salvaguardaria nossos açudes", explicou.


Usos nobres da água


Embora seja uma realidade em outros países, como no Oriente Médio, a dessalinização ainda está em seus primeiros passos no Brasil.


Fernando de Noronha (PE) é o exemplo pioneiro de alcance público: possui uma usina de dessalinização para consumo humano que apoia o sistema de abastecimento da ilha, especialmente nos períodos de estiagem. O distrito estadual possui apenas um açude, o Xaréu, além de poços.


Outras experiências são de iniciativa privada, especialmente industrial. Sérgio Hilsdorf, gerente de aplicações e processos da empresa Veolia, dá o exemplo de uma usina termelétrica que será implantada em Sergipe, que vai utilizar água dessalinizada em seus processos. Ele considera prioritário o uso das tecnologias de dessalinização para atender o consumo humano.


"A água dessalinizada pode ser utilizada na indústria, mas grandes plantas foram construídas com o objetivo de fornecer água potável para a população das cidades litorâneas com problemas crônicos de falta de chuva. Considero que lançar mão de uma técnica que não é barata, deveria ser para uso nobre, que é o uso potável," disse Hilsdorf.

 


 

EGYPTIAN METHOD FILTERS SEAWATER IN MINUTES
SciDevNet, 20/03/2017

[CAIRO] Researchers at Alexandria University in Egypt have unveiled a cost-effective desalination technology which can filter highly salty water in minutes.

The technology is based on membranes containing cellulose acetate powder, produced in Egypt. The powder, in combination with other components, binds the salt particles as they pass through, making the technique useful for desalinating seawater.

“The membrane we fabricated can easily be made in any laboratory using cheap ingredients, which makes it an excellent option for developing countries,” says Ahmed El-Shafei, an associate professor of agricultural and biosystems engineering in Alexandria University, and an author of the study.

“Using pervaporation eliminates the need for electricity that is used in classic desalination processes, thus cutting costs significantly.”

The technology uses pervaporation, a technique by which the water is first filtered through the membrane to remove larger particles and then heated until it vaporises. The vapour is then condensed to get rid of small impurities, and clean water is collected.

According to the research paper, published in Water Science and Technology last month, this method can be used to desalinate water which contains different types of contamination, such as salt, sewage and dirt. This kind of water is difficult to clean quickly using existing procedures.

The membrane technology in combination with vaporisation can be applied in remote settings, as it requires only the membranes for the filtering process, and fire to vaporise the filtered water, the researchers say.

“Using pervaporation eliminates the need for electricity that is used in classic desalination processes, thus cutting costs significantly,” says El-Shafei.

Pervaporation is used to separate organic liquids, like alcohols, and is one of the more common systems used in sewage treatment to separate water from organic solvents. The technology has been around since the mid-90s, Helmy El-Zanfaly, a professor of water contamination at Egypt’s National Research Center.

But, he says, “What is new is making the membrane locally, using materials abundant in Egypt and developing countries.” El-Zanfaly adds that existing pervaporation membranes are fabricated using complicated procedures, making them unsuitable for cheap production.

 “The technology implemented in the study is much better than reverse osmosis, the technology currently used in Egypt and most of the countries in the Middle East and North Africa,” El-Zanfaly says. “It can effectively desalinate water with high concentration of salt like that of the Red Sea, where desalination costs more and yields less.”

The technology can be adapted for commercial use by fabricating larger sheets of the membrane and cutting these into suitable swathes, according to El-Shafei. The next step for the team is to establish a small desalination unit as a pilot project for the technology.

 

 


CAN AGEING BE HELD AT BAY BY INJECTIONS AND PILLS?
Elizabeth Finkel, Kosmos, 24/03/2017

 Pills and jabs to fend off ageing sounds like science fiction, but it's not. Just ask NASA.

Two fast ageing mice. The one on the left was treated with a FOXO4 peptide, which targets senescent cells and leads to hair regrowth in 10 days.

The day we pop up a pill or get a jab to stave off ageing is closer, thanks to two high profile papers just published today.

A Science paper from a team, led by David Sinclair from Harvard Medical School and the University of NSW, shows how popping a pill that raises the levels of a natural molecule called nicotinamide adenine dinucleotide (NAD+) staves off the DNA damage that leads to aging.

The other paper, published in Cell, led by Peter de Keizer’s group at Erasmus University in the Netherlands, shows how a short course of injections to kill off defunct “senescent cells” reversed kidney damage, hair loss and muscle weakness in aged mice.

Taken together, the two reports give a glimpse of how future medications might work together to forestall ageing when we are young, and delete damaged cells as we grow old. “This is what we in the field are planning”, says Sinclair.

Sinclair has been searching for factors that might slow the clock of ageing for decades. His group stumbled upon the remarkable effects of NAD+ in the course of studying powerful anti-ageing molecules known as sirtuins, a family of seven proteins that mastermind a suite of anti-ageing mechanisms, including protecting DNA and proteins.

Resveratrol, a compound found in red wine, stimulates their activity. But back in 2000, Sinclair’s then boss Lenny Guarente at MIT discovered a far more powerful activator of sirtuins – NAD+. It was a big surprise.

“It would have to be the most boring molecule in the world”, notes Sinclair.

It was regarded as so common and boring that no-one thought it could play a role in something as profound as tweaking the ageing clock. But Sinclair found that NAD+ levels decline with age.

“By the time you’re 50, the levels are halved,” he notes.

And in 2013, his group showed that raising NAD+ levels in old mice restored the performance of their cellular power plants, mitochondria.

One of the key findings of the Science paper is identifying the mechanism by which NAD+ improves the ability to repair DNA. It acts like a basketball defense, staying on the back of a troublesome protein called DBC1 to keep it away from the key player PARP1– a protein that repairs DNA.

When NAD+ levels fall, DBC1 tackles PARP1. End result: DNA damage goes unrepaired and the cell ‘ages’.

“We´ve discovered the reason why DNA repair declines as we get older. After 100 years that’s exciting,” says Sinclair.

His group has helped developed a compound, nicotinamide mono nucleotide (NMN), that raises NAD+ levels. As reported in the Science paper, when injected into aged mice it restored the ability of their liver cells to repair DNA damage. In young mice that had been exposed to DNA-damaging radiation, it also boosted their ability to repair it. The effects were seen within a week of the injection.

These kinds of results have impressed NASA. The organization is looking for methods to protect its astronauts from radiation damage during their one-year trip to Mars. Last December it hosted a competition for the best method of preventing that damage. Out of 300 entries, Sinclair’s group won.

As well as astronauts, children who have undergone radiation therapy for cancer might also benefit from this treatment. According to Sinclair, clinical trials for NMN should begin in six months. While many claims have been made for NAD+ to date, and compounds are being sold to raise its levels, this will be the first clinical trial, says Sinclair.

By boosting rates of DNA repair, Sinclair’s drug holds the hope of slowing down the ageing process itself. The work from de Keizer’s lab, however, offers the hope of reversing age-related damage.

His approach stems from exploring the role of senescent cells. Until 2001, these cells were not really on the radar of researchers who study ageing. They were considered part of a protective mechanism that mothballs damaged cells, preventing them from ever multiplying into cancer cells.

The classic example of senescent cells is a mole. These pigmented skin cells have incurred DNA damage, usually triggering dangerous cancer-causing genes. To keep them out of action, the cells are shut down.

If humans lived only the 50-year lifespan they were designed for, there’d be no problem. But because we exceed our use-by date, senescent cells end up doing harm.

As Judith Campisi at the Buck Institute, California, showed in 2001, they secrete inflammatory factors that appear to age the tissues around them.

But cells have another option. They can self-destruct in a process dubbed apoptosis. It’s quick and clean, and there are no nasty compounds to deal with.

So what relegates some cells to one fate over another? That’s the question Peter de Keizer set out to solve when he did a post-doc in Campisi’s lab back in 2009.

Finding the answer didn’t take all that long. A crucial protein called p53 was known to give the order for the coup de grace. But sometimes it showed clemency, relegating the cell to senesce instead.

De Keizer used sensitive new techniques to identify that in senescent cells, it was a protein called FOXO4 that tackled p53, preventing it from giving the execution order.
 
The solution was to interfere with this liaison. But it’s not easy to wedge proteins apart; not something that small diffusible molecules – the kind that make great drugs – can do.
De Keizer, who admits to “being stubborn” was undaunted. He began developing a protein fragment that might act as a wedge. It resembled part of the normal FOXO4 protein, but instead of being built from normal L- amino acids it was built from D-amino acids. It proved to be a very powerful wedge.

Meanwhile other researchers were beginning to show that executing senescent cells was indeed a powerful anti-ageing strategy. For instance, a group from the Mayo Clinic last year showed that mice genetically engineered to destroy 50-70% of their senescent cells in response to a drug experienced a greater “health span”.

Compared to their peers they were more lively and showed less damage to their kidney and heart muscle. Their average lifespan was also boosted by 20%.

But humans are not likely to undergo mass genetic engineering. To achieve similar benefits requires a drug that works on its own. Now de Keizer’s peptide looks like it could be the answer.

As the paper in Cell shows, in aged mice, three injections of the peptide per week had dramatic effects. After three weeks, the aged balding mice regrew hair and showed improvements to kidney function. And while untreated aged mice could be left to flop onto the lab bench while the technician went for coffee, treated mice would scurry away.
“It’s remarkable. it’s the best result I’ve seen in age reversal,” says Sinclair of his erstwhile competitor’s paper.

Dollops of scepticism are healthy when it comes to claims of a fountain of youth – even de Keizer admits his work “sounds too good to be true”. Nevertheless some wary experts are impressed.

“It raises my optimism that in our lifetime we will see treatments that can ameliorate multiple age-related diseases”, says Campisi.

 


SECRETARIA REGIONAL DE PERNAMBUCO

Prof. Marcos Antonio Lucena - Secretário Regional

Profa. Rejane Mansur Nogueira - Secretária Adjunta

 

José Antônio Aleixo da Silva (Editor)Professor titular da UFRPE e membro da Diretoria da SBPC.

Bianca Pinto Cardoso
Designer do Jornal

 

Sobre a SBPC-PE

Somos uma Secretaria Regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), entidade civil e sem fins lucrativos voltada para a defesa do avanço científico, tecnológico e do desenvolvimento educacional e cultural do Brasil.

© 2016 SPBC Regional Pernambuco. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Dev3code

Search